27/04/2010

Como usar rótulos

Se você for mainstream, você é Pop;
Se você for negro, você é Hip Hop;
Se você for negra, você é Hip Hop e R&B;
Se você usar um som eletrônico, você é Alternativo;
Se a sua voz for modificada, você é Eletrônico;
E se o Eletrônico for dançante, você é Techno;
Se você tiver o cabelo um pouco bagunçado e/ou tingido, você é Punk;
Se você tiver cabelo preto e usar lápis de olho, você é gótico;
Se você portar um instrumento e andar acompanhado de 3 pessoas ou mais, você tem uma banda de Rock;
Se a bateria for perceptível (ou não), você é Hardcore;
E se alguém da banda tiver cabelo abaixo dos ombros; você é Metal.

Tomando como base estas regras que a Mídia inventou para rotular os artistas, vamos ver alguns exemplos onde podemos usar esses rótulos:

Beyoncé é mainstream (Pop), negra (Hip Hop e R&B), tem voz modificada (Eletrônico) e dançante (Techno).

Tokio Hotel é mainstream (Pop), tem cabelo bagunçado (Punk) e maquiagem carregada (gótico), tem 4 pessoas no grupo (Rock), não tem a bateria perceptível (Hardcore) e o vocalista Bill Kólicas tem cabelo maior que o próprio corpo (Heavy Metal).

Avril Lavigne é mainstream (Pop), tem batidinha eletrônica no polimento-final da música (Alternativo), tem o cabelo desfiado e tingido com manteiga Qualy (Punk), imitou Amy Lee (gótica), tem uns inúteis que a acompanham (Rock) sendo um desses um baterista (Hardcore), e tem cabelo até o joelho (é o que dá ser uma tampinha, mas por isso ela é Heavy Metal).

Entenderam, crianças? Agora que vocês já sabem como rotular as coisas, comecem a estudar horóscopo e zodíaco para prejulgar as pessoas. Podem começar olhando o que a revista Capricho fala do seu signo e dos seus amiguxinhos.

Rótulos... quem segue e se enquadra neles é idiota e será para sempre amaldiçoado por Deus Metal.

23/04/2010

Igreja Universal Iniciática Pop (aquecimento5)

A Mídia anda em parceria com o Pop há muito tempo, e vem fazendo um trabalho de lavagem cerebral eficiente com resultados bem vistos aos olhos. Tanto que este autor que vos fala recebeu comentários furiosos e engraçados de anônimos que defendiam com unhas e dentes a menina Justin Bieber. *este autor queria saber COMO estes fãs alucinados souberam da existência deste artigo...* Mas o ponto que este artigo quer chegar é:

Alguém com senso crítico que viva no Mundo Herege deve ter percebido que os artistas Pop estão cada vez mais... "robotizados". As vozes metálicas são bem audíveis e gritantes, chegando a dar uma sensação de dejá vù absurda ao menor contato com qualquer música atual. Ke$ha, Britney Spears, Katy Perry e outros artistas abusam dos sons eletrônicos, fazendo isso ser quase uma regra no cenário Pop.

Isso foi longe demais quando alguns músicos chegaram a se vestir como robôs ou parecer manequins. Esta desumanização começou quando o Black Eyed Peas lançou o CD "The E.N.D.", totalmente voltado para o eletrônico, como visto pelo primeiro single "Boom Boom Pow".

E mais recentemente seu último trabalho do grupo foi a música "Imma Be" com o clipe de mais de 10 minutos, que mostra os integrantes do BEP como salvadores da humanidade que está presa num transe de "paralisação". E no final do clipe eles estão em trajes robóticos.

Um pouco antes, Beyoncé faz sucesso com seu CD "I Am... Sasha Fierce" e toma uma roupagem também robótica. Primeiro ela mostra uma luva metalizada em seu clipe "All The Single Ladies (Put a Ring On It)"...

... Se torna um manequim humano em "Sweet Dreams" e hoje se apresenta assim em grandes shows:

... Com trajes robóticos. Assim como Kylie Minogue.

Muito antes, Justin Timberlake já fazia uma parceria com 50 Cent e fazia um clipe altamente futurístico, no estilo do filme Minority Report...

E hoje, Chris Brown, Lil' Wayne e Swizz Beatz fazem um clipe chamado "Eu Posso Te Transformar" ("I Can Transform Ya"), onde os três artistas se transformam respectivamente em um carro, helicóptero e tanque, no melhor estilo Transformers. Sem contar a música totalmente eletrônica.

E a onda eletrônica atinge até bandas de Pop Rock (que perdem o rótulo Rock) adicionando sons eletrônicos... Nem o Tokio Hotel ficou de fora.


Enfim, perceberam um padrão? As músicas estão tão artificiais que alguns artistas até se vestem de robôs para corresponderem à sua sonoridade... ou será que não é esta a intenção? Será que há uma coisa por trás disso?

Resposta: .

Pessoas trocadas por robôs? A tecnologia substituindo humanos? Por que toda esta industrialização? Qual será a cartada do Pop desta vez?

Muito em breve, a Bíblia do Rock mostrará todos os segredos e planos da Igreja Universal Iniciática Pop. Artigos completos serão mostrados após o lançamento dos próximos artigos do Antigo Testamento: "Jimi Hendrix" e "The Jimi Pages".

E o que é esta imagem no início deste texto? Um cartaz de filme antigo?

16/04/2010

A mesmice no cenário musical

Surgiu uma dúvida depois dos anos 2000. Algumas pessoas começaram a notar que as bandas novas eram cada vez mais parecidas, e que muitas músicas, se não recebiam "influência" de outras antigas, se tratavam de plágios. O cenário musical estava se transformando em mesmice. Vendo isto, os críticos e especialistas concluiram que o cenário musical está saturado, e que é perda de tempo tentar encontrar um artista que invente alguma coisa inovadora, já que tudo o que é bom já foi inventado. Será verdade?

Talvez realmente seja, pois o cenário atual que vemos só nos dá mais motivos para acreditarmos nesta frase. Há quanto tempo vimos um músico diferente de todos com uma sonoridade totalmente nova e cativante? Ultimamente não, né? Pelo menos não nesse começo de milênio... Como exemplo a "banda" Fake Number (da imagem). Qual a diferença entre ela e Paramore? Estamos mergulhados num mar de conformismo e falta de criatividade, e a ordem suprema é ser igual. O tópico a seguir mostra como os músicos começam a "se imitar":


Fatores que formam a mesmice
1. Fórmula repetida

Há muito tempo foi criado um "método" de composição de músicas que foi muito usado pelos artistas famosos e que influenciou os artistas novos, até que todos passaram a usar. Este método é mais conhecido como Fórmula do Sucesso, que traça uma forma específica de compor uma música:

Parte A / Refrão / Parte B / Refrão / Parte C/A / Refrão

Esse método funciona assim:
  • A Parte A é o começo da música, a parte que deve chamar atenção para a mesma e que deve preparar o ouvinte para o Refrão;
  • O Refrão deve ser a parte mais conhecida da música, e tem obrigação de ser fácil de cantar, para que o ouvinte ouça (consuma) ela várias e várias vezes;
  • A Parte B é apenas um complemento, e na maioria das vezes é menor que a Parte A, com a finalidade única de acelerar a chegada ao Refrão;
  • A Parte C/A é mais melódica e calma, e representa "a calma antes da tempestade", já que depois desta parte, o Refrão volta com mais força e mais agudo, na maioria das vezes.
Este método é usado por TODOS, ou pelo menos pela MAIORIA dos artistas e bandas mainstream atuais, seja de que estilo forem: Rap, Hip Hop, Pop, R&B Contemporâneo, Emocore, Forró/Sertanejo Universitário... qualquer gênero mainstream musical usa a Fórmula do Sucesso, o que faz o cenário musical cada vez mais repetitivo. Mas não é o único fator que faz a música ser repetitiva...

2. Mercado favorável
Neste motivo, os artistas se adaptam de acordo com a onda das modinhas: se o mercado de cantores de R&B está em alta, os artistas começam a fazer R&B. Se o mercado de emos está em alta, saem da Mídia várias crianças de cabelo liso que berram chorando. Se a Mídia quer que todo mundo seja ridículo, vagabundo e sem pudor, os artistas vão ser exatamente assim!

É como dar às pessoas o que elas querem. Como o trabalho de lavagem cerebral massivo que a Mídia fez no mundo foi muito bem-sucedido, em vez de rejeitar uma coisa considerada ruim pelo bom-senso, as pessoas começam a adorar estas coisas, até chegar à situação em que nos encontramos: artistas sendo tratados como produtos de super-mercado com seus próprios rótulos que tem como único objetivo ser vendido em maior quantidade ao público, não importa como. O teorema da Oferta e Procura se aplica diretamente ao mercado musical, e quem sai perdendo é o consumidor, que nunca irá curtir uma novidade no cenário, já que o seu gosto é insignificante considerando o da maioria.

3. Interesse
Devido aos 2 fatores anteriores, nenhum artista chega ao ponto de PENSAR em fazer alguma coisa para revolucionar a música. Se a Mídia e o público preferem um estilo específico sem mudanças, e todos usam a mesma fórmula para fazer músicas, pra quê ser original? No final, os artistas pensam tanto em fazer sucesso que se esquecem de fazer música de verdade... mas tudo bem: o que importa é que eles fazem sucesso com suas músicas mal-feitas com letras e arranjos pífios e apelação, enquanto bandas de qualidade encerram as atividades por não terem reconhecimento nem na cena underground.

Estes são os 3 motivos para os músicos atuais serem tão horríveis na sua própria profissão. Todos estes se preocupam mais com a imagem que com a própria carreira, e até nisso são iguais: você já ouviu um discurso sobre um próximo trabalho de um artista? É sempre assim: "Estou muito empolgado com este novo trabalho, esta música surgiu de repente e espero que os fãs gostem e blablabla...". Até no perfil eles são parecidos: "todos os idiotas ralaram muito para chegar onde chegaram e agora venceram e estão fazendo muito sucesso...". A verdade é que nem precisaram se esforçar muito para ser o que são hoje, já que a Mídia escolhe os músicos a dedo, e portanto, não há esforço.

Resumindo: tudo é igual, e nada é coincidência, é tudo proposital.

E quem pensa que qualquer pessoa pode se livrar disso indo promundo True, se engana. Essa frase tem um poder que afeta até o mundo paralelo...


A mesmice no Rock e Metal
É fácil encontrar duas, três, dez bandas parecidas do mesmo estilo, mas é bem difícil encontrar uma que realmente seja diferente das outras. O Mundo Herege e o True hoje estão na mesma situação, claro que com a diferença do Herege estar em estado de calamidade pública. Mas o Mundo True não fica atrás: quase não se vê uma banda nova ou uma antiga que esteja inovando. Todas preferem continuar fazendo a sua fórmula que as tornou conhecidas e consagradas. Claro que para os conservadores e extremistas (a maioria), as bandas podem até fazer a regravação de seu 1º álbum, que não irão se importar. Mas para os que gostam de novidades... isto é ruim. A mesmice no Rock/Metal surgiu assim:

Primeiro aconteceu na cena do Rock Progressivo, que era um gênero muito elogiado na década de 70 por seu estilo sofisticado. Por isso as bandas novas também tinham desejo de ser Progressivas, e as bandas antigas começavam a exagerar: faziam músicas com mais de 10 minutos apenas pra mostrar o quão boas elas eram (e nem precisa dizer que isso influenciou as bandas novas). Agora imagine um CD de 15 faixas com cada música durando em média 10 minutos. Você pensa que devia ser uma enrolação sem tamanho, não é? Pois é isso mesmo o que acontecia. Como fazer várias músicas gigantescas decentes era uma tarefa difícil, todas as músicas saiam como cópias umas das outras.

Outro surto de mesmice aconteceu no surgimento do Glam Rock. Inspirados no Mötley Crüe, Poison, W.A.S.P. e outras bandas do gênero, as gravadoras americanas começaram a fabricar bandas de Glam Rock, formando o que os críticos chamam de Hair Metal - que é inclusive um dos nomes usados como sinônimos para "Hard Rock oitentista". Bandas fabricadas como Tuff, Jackyl, Britny Fox, Wild Boyz, Cadillac Bratz, Southgang, Odin, Vain, Roxy Blue, Seduce, Katmandu e Sea Hags não eram mais do que simples interesse comercial, sempre com suas baladinhas (chamadas Power Ballads) e musiquinhas animadas (chamadas Rock Anthems, quase igual às Power Ballads, mas mais animadas). Foi o Hair Metal que fez com que muitos metallers não gostassem do Hard Rock de 80, já que têm mania de generalizar tudo.

Depois várias ondas de mesmice aconteceram:
  • No Punk Rock, várias pessoas que não sabiam tocar nenhum instrumento se diziam punk e não traziam nenhuma diferença pro cenário, fazendo no máximo aqueles três acordes.
  • Mais tarde no Death Metal, todas as bandas só se preocupavam em fazer barulho e ser mais assustadoras que as outras, com o objetivo único de fazer cara feia e uma barulheira inaudível.
  • Já o Grindcore seguiu a linha do Death Metal, só se preocupando em fazer barulho também, coisa que continua até hoje (além de ser a maior característica do gênero). Parece até que o baterista usa um martelo em vez de baqueta.
  • No Power Metal, as bandas criaram uma Fórmula de Sucesso própria, fazendo as músicas serem totalmente iguais: sempre melódicas com um riff repetitivo; palavras como "power", "glory" e "far" acompanhadas de outras; um solo no meio da música; uma parte lenta quase-parando e um refrão final estrondoso. De tão usada, essa característica já é uma marca registrada do Power Metal.
  • Já no Symphonic/Gothic Metal o caso é conhecido: todas as bandas tem aquela vocalista gostosa, aquele teclado que é a base da banda inteira, aquela guitarra que só aparece às vezes e aquele baixista que ninguém nota se ele não estiver cantando. E se por acaso esta frase acima tiver descrito alguma banda conhecida, não é coincidência, todas as bandas do gênero são assim.
  • No Black Metal a mesmice também é marcante. Voz gutural nada especial, guitarrinha e baixo no mesmo tom inaudível e grave, e bateria que só toca o prato e olhe lá.
Em qualquer vertente destas é difícil encontrar bandas que realmente sejam inovadoras e fujam das regras características do gênero. Poucas se salvam, e você True que está lendo isso sabe quais são. E sabe que são poucas...

***
A síndrome da mesmice pode atingir qualquer gênero musical. Se você estiver no Mundo Herege, ela estará sempre presente. Já no Mundo True, a situação é mais branda, mas não menos impactante. Se você já está cansado dessa situação, há 3 coisas que você pode fazer:

1. Fazer uma revolução e criar o Revolution Rock/Metal (acabei de criar uma vertente);
2. Esquecer a música e partir pro esporte;
3. Ou a pior: aguentar calado.

Ou protestar como este site fez agora. Até mais. Esperem mais protestos.


Lengendários é igual a CQC! Tudo a mesma merda!
Aliás, conseguiu ser pior!

06/04/2010

50 anos de Renato Russo... dane-se


Renato Russo tentando explicar como fazia suas músicas. "É mais ou menos assim..."

Há um tempo, Renato Russo fez aniversário de 50 anos, mesmo morto... este autor devia ter falado sobre isso antes... mas dane-se, está falando agora. O líder do Lixão Urbano Legião Urbana, Renato Russo, cantor, compositor, poeta e bissesxual assumido faria 50 anos em 27 de março. Ele é adorado como um deus mitológico e carrega junto com o Legião Urbana o fã-clube mais chato do Brasil, conhecido por seu extremismo e opinião inquestionáveis. Apesar de ser uma banda boa, toda a idolatria feita ao grupo não passa de exagero. Este artigo vai tentar tirar da cabeça das pessoas que Renato é um deus, defendendo que ele é um humano como outro qualquer, e com defeitos muito bem-vistos. O primeiro:

- Renato não é rockstarAté Michael Jackson consegue ser mais Rock do que Renato Russo com seu hit "Black Or White", já que, além de ser um riff feito por Slash, é também riff marcante, coisa que o Legião Urbana nunca conseguiu fazer na sua carreira. Todos sabem que Dado Villa-Lobos nunca foi um bom guitarrista, e que a banda nunca fez uma trakinagem típica de rockstar, como jogar um carro na piscina ou atirar a TV pela janela. Nenhuma trakinagem que qualquer artista de Hard Rock dos anos 80 tenha feito combina com Legião.

- Renato não é o dono da verdade ou um ser ultra-inteligente"O Russo consegue falar exatamente o que há entalado na nossa garganta, toda nossa revolta com os problemas sociais, todas nossas angústias, todas blablabla..." é o que um fã de Legião diz. A verdade é que qualquer pessoa que tenha um pouco de inteligência consegue formar opiniões ou criticar assuntos diversos, ou mesmo falar bonito.

- As suas músicas enjoam fácilQualquer música, seja ela foda pra caralho ou não, enjoa. E qualquer pessoa que tem um pouco de bom-senso já enjoou de "Que País É Esse" ou de "Tempo Perdido". Não há como aguentar a mesma música repetitiva que nunca muda de tom e com a mesma mensagem de sempre... é improvável, é impossível (assim como as novas músicas do Skank).

- Renato forma posersPoser, como dito em um artigo anterior, é toda pessoa que fala que sabe alguma coisa, mas não sabe nada. Isso inclui também as pessoas que defendem Renato Russo por ser verdadeiro, falar o que pensa e ser consciente dos problemas sociais, mas que não fazem merda nenhuma para mudar o cenário brasileiro. Se bobear, nem sabem o que é Protocolo de Kioto. Essa é a verdade inconveniente: a maioria dos fãs do Legião/Renato Russo são completamente alienados, e só gostam das músicas do grupo por estigma e por ele "falar bonito".

- Não tem graça nehuma em ser uma bicha depressivaÉ fato: pessoas depressivas são altamente chatas, pessimistas e arrogantes, por acharem que entendem a "verdade do mundo" e que as pessoas que não entendem são ignorantes. Então, já imaginou como Reanato Russo era chato? E o pior, qual é a graça em ser uma bicha depressiva? Veja, quando uma pessoa vai pro lado colorido da força, ela quer se soltar, se divertir sem moderação e fazer o que bem entender. Mas se você não tem alegria, de que adianta ser gay? Isso acaba com o significado literal da palavra! Até o DH do Cine é melhor que Renato neste ponto, já que é emo, bissexual (o que não faz nenhuma diferença), pega todos os seus amiguxos e mesmo assim é feliz!

***
Talvez este post tenha ofendido muitos fãs do Região Umbanda Legião Urbana, mas tudo que este autor que voz fala apresentou é verdade. Este post foi dedicado extamanete a todas as pessoas que...
  • Sabem a música "Faroeste Caboclo" decorada e até de trás pra frente...
  • ... Sempre que ouvem a frase "Que país é esse?" gritam "É A PORRA DO BRASIL!!...
  • ... Aprendem latim só pra falar "Urbana legio omnia vincit"...
  • ... Que tomam Coca-Cola mesmo sabendo que este é um dos lixos comerciais e industriais que comemos desde que nascemos...
  • ... Que sempre pensam que ninguém mais tem o tempo que passou, e que mesmo assim tem todo tempo do mundo...
  • ... Colocam o filho com nome de santo, de preferência o nome mais bonito...
  • ... Que não ficam tristes quando Esta Noite Não Tem Luar...
  • ... E que amam a Renato Russo sobre todas as coisas (desperdício...)

Se não ficou claro, este autor gosta de Legião, mas não chega a ser adepto da Religião Urbana, pois ele tem mais o que fazer.

01/04/2010

Interpretações das escrituras: Movimento Hippie

Movimento Hippie é tido como uma revolução contracultural que aconteceu nos Estados Unidos década de 60, e teve impacto social e ideológico gigantesco, chegando a se expandir a outros países. Seus adeptos eram jovens e adultos que tinham como objetivos: contestar a Sociedade e os valores tradicionais da Classe Média, estabelecer uma comunidade igualitária (praticamente socialista-anarquista), respeitar e entrar mais em contato com a natureza, e sobretudo defender o amor livre e a não-violência (o que incluia se opor a brigas e guerras).

Estes objetivos eram refletidos no comportamento hippie, que consistia em:
  • Usar barba e cabelo grande, representando protesto contra a Sociedade que queria as pessoas com cabelo curto e penteado como mauricinhos;
  • Vestir roupas coloridas ou maltrapilhas, para fazer apologia à psicodelia e se opor ao consumismo, respectivamente;
  • Comportamento típico de nômade, ou seja, com desapego à coisas e prazeres materiais;
  • Culto à inteligência e ao bem-estar do corpo humano, buscando formas de expandir a percepção mental sobre o mundo; conseguida com o consumo de drogas, como maconha, LSD e haxixe;
  • E devido à característica anterior, adoção de ideias de religiões orientais como hinduísmo e budismo, e algumas religiões de tribos nativo-americanas que estavam relacionadas à liberação da mente;
  • Amor livre e liberdade sexual.
OK, o Movimento Hippie foi uma manifestação contracultural que revolucionou a época. Mas o que isso tem a ver com Rock? Bem... não é óbvio? Qual era o 1º de ação que Deus Metal preparou para conseguir formar a hegemonia True?

"Sua música deveria influenciar as pessoas a tomarem atitudes ditas 'proibídas' ou rotuladas erradas e/ou diferentes pela Sociedade, sociedade opressora que não aceita nada além das tradições idiotas de moral e bons costumes;"Elvis Presley: O Plano de Odin

Isto era exatamente o que os hippies faziam: perturbar a paz. Lembra da rebelião que os jovens queriam desde os tempos de Elvis Presley? O Movimento Hippie foi a manifestação de todos os gritos não-emitidos que as pessaos queriam liberar a tanto tempo. Por onde se passava, lá estava um hippie sendo um "diferente" na Sociedade. Ninguém que tenha vivido a época não pode se recordar de pelo menos um barbudo cabeludo espalhando mensagens de paz. O Movimento Hippie foi a primeira legião massiva de seguidores do Rock que o mundo viu. Prova maior do que isso são os maiores símbolos hippies: o Rock Psicodélico e o festival de Woodstock de 1969.

Rock Psicodélico é praticamente "Rock Hippie", já que era um tipo de Rock com sons e mensagens um tanto loucas. As letras abordavam subjetividade, alucinações, drogas e derivados, e loucuras em geral, enquanto que o instrumental era longo e cheio de efeitos sonoros especiais, fazendo os sintetizadores serem essenciais na música, com grande tendência ao experimentalismo. Algumas bandas que fazem parte deste Rock Psicodélico: Beach Boys, Grateful Dead, Quicksilver Messenger Service, The 13th Floor Elevators, Vanilla Fudge, Tommy James and the Shondells e Jefferson Airplane, além é claro do The Who, The Animals e do Beatles, que com seu CD "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" entrou de cabeça no psicodelismo.

Outro símbolo Hippie relacionado ao Rock, e também considerado o auge do Movimento Hippie foi o Festival de Woodstock. Seu nome real é Woodstock Music & Art Fair, e seu slogan era "Uma Exposição Aquariana: 3 Dias de Paz & Música" ("aquariana" porque alguns nova eristas se aproveitaram da aura espirituosa dos hippies para celebrar a "Era de Aquário"). Este festival musical que durou 3 dias reservou uma fazenda gigantesca para as apresentações, e apresentou os maiores músicos e bandas da época. Rockeiros, logicamente.

E o gosto musical hippie também é frequentemente associado ao Rock antigo, pois é inegável que hippies gostam de Rolling Stones, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Led Zeppelin, The Doors, Pink Floyd, The Kinks, Bob Dylan, Neil Young e as outras bandas citadas acima. Logicamente eles gostavam de Rock mais pelas letras das músicas que propriamente o som, mas também simpatizavam com o instrumental.

Existem vários fatos que comprovam que o Movimento Hippie é abençoado pelo Rock. Mas isso é pouco diante do legado que os hippies nos deixaram:

Primeiramente, a atitude hippie foi a base de toda a rebeldia que os jovens que viriam mais tarde usaram. Depois, as roupas hippie foram usadas pela maioria dos fãs de Rock, que evoluiram assim como o estilo. Tanto que estas vestimentas foram substituidas por roupas de couro e acessórios de metal quando o Motörhead veio... Outra coisa: o Rock Psicodélico (recém-chamado de Rock Hippie) foi como um precursor do Rock Alternativo Old-School e do Rock Progressivo. E mais: a maioria das gírias antigas foram criadas pelos hippies! A maioria destas gírias podem ser encontradas na novela teen Malhação ID (logo após a Sessão da Tarde!) e com seu tiozão chato que sempre faz piadas sem-graça. Além é claro da liberação sexual e "drogal" que os hippies proporcionaram... sem eles não haveriam tantas clínicas de reabilitação.

Concluindo tudo: os hippies foram essenciais para o desenvolvimento do Rock, não só por serem a primeira legião contracultural relevante que o mundo viu, como também formou a primeira geração de fãs de Rock. Muitos até abrem mão de seus maiores ídolos para ouvir um certo artista, chamado Jimi Hendrix... Sua história e ascenção você vê no próximo artigo do Antigo Testamento.