03/11/2010

Interpretações das escrituras: Jimi Hendrix

No capítulo anterior vimos que o reino de Odin estava formado com o Movimento Hippie, que revolucionou a época com sua ideologia e modo de vida, que também influenciou as bandas da época. Em meio a essa cena, um homem se destacou. O maior profeta que este mundo viu e dito Filho de Odin, o maior mensageiro do Rock, que o moldou ao seu modo e o revolucionou. Seu nome: James Marshall Hendrix, ou Jimi Hendrix.


Antigo Testamento: Jimi Hendrix

“A música é minha religião.”
Odin pensou que seu reino já havia sido feito com o chamado Movimento Hippie, e que bastava se apresentar aos seus convertidos que eles rapidamente o seguiriam. Porém viu que isso não era possível, pois sua aparência assustaria aos hippies, com sua pele de urso, seu elmo, sua lança e sua face mal-encarada.

Quando se pôs neste dilema, Ele percebeu que a ideologia hippie com seu jeito "paz e amor" era muito diferente do que havia idealizado. Há muito tempo os adoradores de Odin eram os vikings, guerreiros implacáveis, corajosos e sempre dispostos a guerrear, tão diferentes dos seus novos convertidos. No fim, Odin viu que deveria evoluir seu som um pouco mais, apesar da pressa em ser reverenciado. Palavras de Odin: "Deus faz os homens, e homens não fazem deuses. Nietzsche é um idiota.". Seria ridículo que Ele mudasse e dependesse da vontade dos homens, e por isso, decidiu apressar seu plano com uma cartada infalível:

Odin convocou seu filho Thor, o deus germânico do Trovão e o mais poderoso dos Aesir para a Terra, com o objetivo de acelerar a ascenção do seu reino nórdico em Midgard. Para isso, Thor mirou seu alvo num jovem nascido em Seattle que até aquele momento só havia tocado guitarra sem muita expressão como músico de apoio. Este jovem era Jimi hendrix, que foi escolhido para ser o profeta maior da década, e o homem que revolucionaria o modo de ouvir e gostar de Rock.

Thor apareceu à Jimi por meio de uma visão. O deus explicou a história do Rock, que havia sido criado originalmente por Odin, transmitido por seus discípulos do Blues e Jazz. Também explicou o plano de Odin para formar mais convertidos, e que a Hendrix seria concedido um poder e talento inigualável, que arrebataria pessoas e faria todos gostarem de Rock. Jimi ficou assustado por ser justamente o escolhido, pensou que seria muita responsabilidade, e não sabia se iria responder àquela proposta tão importante - na verdade nem sabia se aquela visão era verdadeira ou não. Vendo sua confusão, Thor mostrou o seu martelo Mjölnir, e disse: “Agora deixo meu poder com você. Vai, guia teu povo à luz”. Thor apontou Mjölnir ao alto, e do martelo saiu uma rajada de raios que atingiu Hendrix e a sua guitarra Fender Stratocaster. Ele e o instrumento foram eletrocutados pelos raios, mas não conduziam a eletrecidade, e não se feriram. De repente os raios subiram aos céus, e quando atingiram o ápice, o céu estremeceu e trovões gritaram. Jimi desmaiou no chão, com exaustão.


Quando despertou, ainda atordoado pelo desmaio, se viu banhado por uma luz forte e brilhante, que o arrebatou em espírito. Jimi foi transportado por um arco-íris a Asgard, o reino dos deuses. Foi recebido por Heimdall, que o levou à planície de Ida, diretamente a Odin. O Supremo explicou a Hendrix mais detalhes sobre seu plano e seus ideiais. Com uma longa conversa, Jimi foi convencido e aceitou seu destino, voltando a Midgard. Agora ele era o principal mensageiro do rock, e com seu talento maximizado e melhorado.

Um tempo depois, Hendrix formou sua própria banda: Jimmy James and The Blue Flames, aproveitando para fazer trabalhos com Frank Zappa, que o ensinou a usar o pedal de distorção recém-lançado chamado Wah-Wah, onde dominou seu uso com perfeição. Um tempo depois foi descoberto pelo baixista do The Animals, Chas Chandler, que o levou a um contrato com seu produtor, e ainda ajudou a fazer um nova banda com o baixista Noel Redding e o baterista Mitch Mitchell, formando o power trio mais poderoso do mundo: The Jimi Hendrix Experience.

Com isso, o primeiro CD lançado em 1967, "Are You Experienced?" foi aclamado pela crítica e sucesso de público, já que Hendrix conseguia explorar certos recursos e técnicas desconhecidas na guitarra até então, além da facilidade com que fazia escalas pentatônicas e outras inimagináveis. Na verdade, Jimi estava somente usando todo o poder que Thor tinha concedido a ele. E foi por causa desse talento que todos começaram a seguir seu exemplo e idolatrá-lo como o homem que revolucionou o jeito de se ouvir e gostar de Rock. Todos mesmo: fãs de Keith Richards, Pete Townshend, Eric Clapton (que ironicamente perdeu seu prestígio depois que Jimi apareceu), Jeff Back, Alvin Lee... até os fãs assíduos de B.B. King e Johnny Winter o reverenciavam. Além dos fãs, músicos consagrados como Gil Evans, lenda do Jazz e o trompetista e maior expoente do Cool Jazz Miles Davis já tentaram gravar músicas com Jimi, sendo que Gil gravou um CD apenas com músicas do guitarrista.

E os elogios não paravam nos fãs, seus CDs também eram muito elogiados. Fazendo resenhas... “Are You Experienced?” é composto de vários hits que se tornam hinos, como “Hey Joe”, “The Winds Cry Mary”, “Purple Haze”, que além de mesclarem entre Rock Psicodélico e Acid Rock (o que fez vários críticos perceberem tardiamente que os dois gêneros na verdade eram o mesmo) antecederam as bases do que mais tarde seria chamado de Hard Rock.

Já o segundo disco “Axis: Bold As Love” é o mais criticado CD, embora experimental e diversificado, tanto licamente quanto musicalmente, as críticas atacam as músicas seguirem o padrão de apenas 3 minutos, fazendo-as pop demais (já naquele tempo os fãs tinham essa preocupação). Claro que eles não entendiam que uma obra de Hendrix ser “Pop” era ótimo para a época. Outro fato interessante a cerca do “Axis” é o fato de Hendrix ter feito uso constante de LSD, dando um clima psicodélico ao extremo na obra que ficou muito inspirada.

E o terceiro CD, “Eletric Ladyland” é o que se entende por “o máximo que um estúdio pode fazer”: há efeitos, distorções, mudanças de velocidade na frequencia sonora, muita microfonia e saturação musical, mas tudo em uníssono, fazendo a obra ser impecável. As músicas foram tão bem elaboradas e produzidas que muitas músicas não foram e nem poderiam ser reproduzidas igualmente ao vivo. Além disso a obra é bem intelectual, pra se ouvir quieto não fazendo nada além de ouvir as músicas, para não perder a essência das mesmas.


Dia chegou então, em que Jimi Hendrix fez um show tão cheio do Espírito que fez uma façanha: usou o Wha-Wha, a alavanca e a primeira corda da sua guitarra ao mesmo tempo durante uma música, que fizeram um ruído estremecedor e um relâmpago saiu do braço da sua Fender Stratocaster, atingindo os céus e fazendo-o brilhar em um clarão esplendoroso. Este foi o momento em que Jimi mostrou que era o escolhido, o mestre abençoado por Thor para guiar o mundo, a representação do Filho de Odin. Depois desse acontecimento, críticos, jornalistas e até historiadores lançaram o mito do maior guitarrista do mundo, espalhando seus feitos ainda quando era uma pessoa comum acabada de ir a Londres fazer sucesso.

Uma das histórias diz sobre Hendrix recém-chegado em Londres, quando a cidade estava no auge da sua efervescência musical. Lá, Chas Chandler apresentou o então desconhecido Jimi ao guitarrista Eric Clapton, encontro que levou Jimi a fazer uma jam session com a banda Cream. Durante o show, ficou evidente quem tocava melhor, e rapidamente as pessoas lançaram a história: “Um negro desconhecido superou o Deus da Guitarra!”, apelido carinhoso e nada puxa-saco de Clapton até então.

Porém a história mais famosa de Jimi foi quando ele foi convidado por Paul McCartney a tocar no Monterey Pop Festival, nos Estados Unidos. Foi lá que Jimi Hendrix queimou sua guitarra, fazendo sua marca registrada em Midgard. Este ato lendário que fez ele ser consagrado nos EUA e em menos de dois meses, repercussão internacional.

“Na hora em que queimei minha guitarra foi como se fosse um sacrifício. Você sacrifica as coisas que ama. Eu amo minha guitarra.”

Ainda há a história onde Loki, o Deus germânico do Fogo e inimigo de Thor pregou uma peça em Hendrix: na primeira vez que ele quis queimar sua guitarra numa apresentação em Astoria Theatre, em Londres, o fogo do instrumento subiu alto demais por causa de Loki, atingindo Jimi e levando-o ao hospital com queimaduras sérias, mas que foram cicatrizando com o tempo, já que ele tinha sido abençoado por Thor. No final, o guitarrista ainda teve que ouvir reclamações do administrador do Rank Theatre management pra que ele não danificasse os amplificadores e outros objetos do palco. Isso era Rock and Roll, oras! Ele era obrigado a fazer isso!

Mas nem tudo são flores. O destino do Filho de Odin não reservou histórias boas sempre... Houve um tempo em que Jimi teve visões e alucinações sobre o futuro. Ele podia ver o que aconteceria com ele, com a sua vida e com todo o plano de edificação no reino nórdico que Odin prospectava. Hendrix viu coisas boas, mas aterrorizantes em sua maioria. Com o tempo, ele ficou tão preocupado e confuso sobre seu novo dom (além de criar raios de sua guitarra) que só se concentrava nisso, e nada era mais importante. Com isso, ele escreveu todas as suas visões em livros e mais livros, e a esses livros foi dado o nome de The Jimi Pages. Com a escritura deste livros, Jimi não estava se concentrando nas músicas, shows, na sua vida. Foi arrumando problemas com seus amigos e companheiros de banda, fato que deu fim ao Jimi Hendrix Experience em janeiro de 1969.

Apenas meses depois, tentando colocar a cabeça no lugar e tentando reformar sua imagem pública – que havia destruído num show feito pelo canal de TV BBC1, onde produtores o acusaram de arrogante, Jimi formou a nova banda em agosto do mesmo ano, chamada Gypsy Suns and Raimbows. A banda era formada por: Hendrix na guitarra, Billy Cox no baixo, Mitch Mitchell na bateria, Larry Lee na guitarra base e Jerry Velez e Juma Sultan na bateria e percussão.

Superficialmente, a banda só serviu para dar um cenário a mais uma história de Hendrix, que foi o show do Hino Nacional dos Estados Unidos. Não houve ensaios e a performance tinha um clima um tanto instável, e pra competar, Hendrix estava sob efeito de LSD. A plateia animada ia se desanimando e esvaziando o local lentamente, não presenciando a jam session da banda que tocava de forma improvisad o Hino Nacional Americano, quase irreconhecível e acompanhado por efeitos sonoros e sons de guerra, como bombas e metralhadoras, produzidos pela guitarra poderosa de Hendrix. O público médio que sobrou do show ficou pasmo com a nova técnica que o Filho de Odin estava mostrando. No final, o hino bizarro parodiado por sons de guerra causou polêmica, e quando perguntado se tinha consciência do que tinha feito, Hendrix disse smplesmente: "Eu achei que foi lindo."

“Tento usar minha música para fazer essas pessoas agirem.”

Depois da banda nova que teve pouco tempo de vida, Hendrix formou a banda Band of Gypys, com Billy Cox, no baixo e Buddy Miles na bateria. Ainda perturbado por suas visões (que vão ser descritas no próximo capítulo), Jimi viu a evolução, o processo constante de mutação que o Rock passaria, e viu outros grandes músicos e outros ídolos, e alguns que estavam nos eu momento presente, tendo mais atenção na época. Jimi se sentiu desprezado como Elvis Presley, não sabendo lidar muito bem com aquilo. Isso se evidenciou numa entrevista de TV, onde Miles, amigo de Hendrix que declarou que Hendrix se sentia frustrado por estar perdendo evidência para outros músicos. Esta entrevista inclusive foi feita depois de um show que Hendrix e Miles fizeram no Madison Square Garden, em janeiro de 70. Depois de duas músicas, Hendrix disse “Desculpem por não conseguirmos nos entender”, indo embora de repente do show.

“O Inefável prazer de viver, não se experimenta enquanto não começamos a olhar nossa vida como principal dos trabalhos que devemos empreender.”

Depois disso, a vida do Filho de Odin deu uma recaída. Em sua última turnê europeia, ele foi recebido com vaias e zombarias por fãs, quanto se apresentou no Festival de Fehmarn, na Alemanha, em meio a uma atmosfera de baderna. Em meio a isso, e após uma visão terrível que teve sobre Elvis e o destino dos músicos influentes do Rock de morrerem aos 27 anos, Jimi decidiu deixar seu último legado neste mundo, obedecendo a ordem de Deus Metal para guiar o mundo no novo estilo de Rock que as pessoas deveriam adorar: o Progressivo. Hendrix fez isso quando reuniu o guitarrista e baixista Greg Lake, o tecladista Keith Emerson e um tempo depois o baterista Carl Palmer, que formariam a banda HELP, nome inspirado nas primeiras letras de seus sobrenomes.

Mas o novo projeto não deu em nada, pois o destino maldito de morte programada veio à Hendrix. Em 18 de setembro de 1970, Hendrix foi procurado pelo seu empresário Michael Jeffrey com o assunto de um seguro. Mas Jimi sabia que aquele que estava falando não era Michael, e sim Lilith, que possuiu o corpo do empresário. A máscara caiu quando Jimi disse: “Michael, em latim, Miguel, “Que é como Deus”. Isso é muita arrogância sua...”. Lilith se revelou e atacou o guitarrista, mas Hendrix usou poderes nunca usados até o momento: clamou os céus e pediu proteção à Thor, e de suas mãos surgiram raios que atingiram Lilith em cheio. O corpo de Michael foi lançado contra a parede do porão do hotel que estavam, mas ele se manteve em pé após o impacto. Lilith invocou Samael, o Anjo da Morte para ajudá-la, pois percebeu que a luta com um semi-deus não seria fácil. Os dois demônios voaram para cima de Hendrix, e este concentrou todos seus raios em volta do corpo como um escudo para se proteger. Com eles, atraiu todo tipo de objeto de metal do porão e jogou-os um a um para atingir os demônios. Com o poder de dominar e transformar a matéria física, Lilith e Samael transformaram juntos os objetos à fumaça, e fizeram a eletrecidade que protegia Hendrix desaparecer, pois os íons se transformaram em moléculas de fumaça também. Com a proteção quebrada, Lilith apertou o pescoço de Hendrix com sua mão, sufocando-o lentamente. Enquanto isso, com um toque de ironia, Samael deu à Hendrix seu último gole de bebida, um vinho tinto. Depois disso, o corpo morto de Hendrix tombou no chão.

“Quando eu morrer, quero que as pessoas toquem minha música, enlouqueçam, percam o bom senso e façam o que der na cabeça.”

O maior guitarrista que o mundo tinha visto decaiu, e o mundo chorou sua morte. O céu chorou em Seattle, sua terra natal. Os trovões gritaram. Odin ficou muito frustrado com o ocorrido, mas decidiu seguir com seu plano, pois sabia que a memória de Hendrix não era em vão. Ele continuou sua meta de levar o Rock através dos tempos, guiando agora a banda que Jimi deixou como seu último ato: o HELP, que agora se chamava Emerson, Lake and Palmer.

***
“Eras mais tarde, emergiu o Espírito Santo, nascido para limpar os corações das pessoas e dar início a uma nova era. E ele nascerá da mesma montanha que emergiu o Filho.”

“Me dá licença que vou beijar o céu.”