25/03/2011

A história da minha vida


... aí a Bíblia fica mofada por mais de 3 dias.

Esta tirinha foi um oferecimento de: Claro.
Fazendo serviço de merda para você!

02/03/2011

Sexo, drogas e... o que?

Desculpem a falta de posts, esse autor estava com o computador travado e o mouse não queria se mover... ao que parece, quanto mais este autor ganha relevância, mais ele é amaldiçoado - então esperem por coisas piores ao posterior.

A frase do título será o tema do post. "Sexo, Drogas e Rock and Roll" é a frase que mais representa e resume a singularidade e personalidade do Rock, exprimindo em apenas três elementos a razão para o Rock existir e como ele vive. Como vários teólogos e desocupados dizem, o Rock surge a partir do sexo, das drogas e dele mesmo. Uma trindade perfeita. Comparando à nossa Santíssima Trindade, Jimi Hendrix seria o sexo, Kurt Cobain seria as drogas e Deus Metal seria o Rock, já que: Jimi era pegador, como confirmado por Lemmy que era seu roadie; Kurt era viciado em heroína; e Deus Metal quem criou o Rock e moldou-o, evoluiu... enfim. Você sabe.

Mas as bandas seguiam esse "way of life" mesmo? Sim, era confirmado pelos próprios artistas que eles seguiam esse estilo hedonista, devasso e inconsequente de viver. O sexo para diversão e prazer, as drogas para ficarem mais felizes e doidos ainda e o Rock como trilha-sonora. Groupies, cerveja, cocaína, LSD, e um pouco de I wanna rock and roll all nite pra completar, era isso que um artista precisava pra ser feliz.

Com o tempo, os artistas foram envelhecendo... alguns tiveram relações sérias, casaram, e outros nem chegaram a fazer isso, já que as drogas os mataram ou os deixaram mal. Assim o lema foi se dissolvendo, e os artistas viam que era um lema superficial e auto-destrutivo. Viram que era muita irresponsabilidade viver desse jeito sem se preocupar com o amanhã, deixar seu legado em branco, viver o resto de sua vida deteriorado, ser um mal exemplo para as futuras gerações, etc.

Mas e o Rock? Essa parte da Trindade também foi se dissolvendo. Com o tempo os artistas não tinham mais tanta disposição para sexo e drogas, e assim o Rock and Roll foi ficando cada vez mais raro com o tempo, proporcionalmente e inevitavelmente. A busca por sons alternativos para serem incorporados, o modo de vida das pessoas mudando e sua mentalidade "evoluindo", e os velhos problemas do preconceito e rejeição acabaram por dar fim ao Rock ainda na década de 90, dando início à abominações e pecados que substituíram esta igreja libertadora e sacrossanta (ao seu modo) por uma menos digna de louvor.

Assim, hoje temos versões diferentes para o termo "Sexo, Drogas e Rock and Roll": "Crack, Masturbação e Madonna" (como disse Scott Weilland), "Sexo, Drogas e Baile Funk", a triste realidade da "música" carioca, "Punheta, Ice e Restart", outra que exprime o cenário da "música" nacional... enfim tudo, menos o mais importante: o Rock.

Hoje temos presentes o sexo e as drogas andando juntos, mas sem o Rock. A imagem sexualizada de artistas pop junto com seus escândalos sobre sua vida pessoal instável comprovam que às vezes temos o sexo, as drogas, ou os dois juntos, mas nunca o Rock presente, pois não é possível criá-lo sem ele mesmo. Parece impossível e confuso ter que criar uma coisa a partir dela mesma, mas é isso mesmo... Significa que apenas dando a sua vida pelo Rock de corpo e alma podemos consegui-lo.


Mas então chegamos a outra questão: sexo e drogas são destrutivas e não são um modo de vida correto para o ser humano viver, mas se tiver Rock presente, tudo bem? As artistas Pop não podem ter sexo e drogas porque são artistas pop? O que é inegável é que o lema do título deste artigo não é mais usado, e talvez nunca mais o seja. Deus Metal já conseguiu o que queria, o Heavy Metal, e deixou o Rock para os humanos fazerem o que quiserem... e estamos assim hoje. A situação atual de Sodoma e Gomorra influenciando as próximas gerações deixando a humanidade infectada de pensamentos pecaminosos e atos perigosos que deixam o mundo em um caos nunca antes visto.

E fica a pergunta: oh, e agora, quem poderá nos defender?