04/06/2011

Igreja Universal Iniciática Pop (aquecimento6)

Exatamente 6 aquecimentos... Aqui vai uma história rápida.

O Astafix é uma banda de Thrash Metal criada por Wally, ex-guitarrista da banda de Emocore CPM 22, quando esta não estava em atividade há tempos. Seu primeiro single foi "Red Streets", aqui vai um trecho da letra:

The deed is done / Kingdom come / Aflame they enter
Atrocity for god / Atrocity for god

A banda teve uma queda especial pela temática que a maioria das bandas de Metal Extremo vem tratando nos últimos anos... um mundo fudido. Mas por que Wally decidiu só agora fazer um som true?

Veja um trecho de "Vida ou Morte", novo single do CPM 22, depois da sua longa pausa:

CPM 22 - Vida ou Morte
Fiz uma reserva no ônibus das três / Quem sabe ele leva, quem sabe nos conduz pra luz, eu pensei
Em uma nova era, um novo amanhecer / Com novas ideias, com novas atitudes vamos vencer

Propostas modernas / Superação em mente
Batidas concretas / E a velha identidade só pra manter
Sem medo vamos prosseguir / Agora é pra valer
Estamos em guerra / Em mais uma missão de vida ou morte
Desejo sorte para todos nós (Vamos vencer) / É vida ou morte outra vez (Vamos vencer)
Prosperidade hoje e sempre (Vamos vencer) / Desejo sorte para todos nós (Vamos vencer)

Neste último aquecimento preparamos o leitor para as intenções da Igreja Universal Iniciática Pop. Estejam preparados para o que vem a seguir... and enjoy.

E pra deixar registrado... Rick Bonadio é e será sempre um filho da puta.

Rumo à sobrevivência

Este artigo é continuação do "Pirataria é Pirataria?", portanto, leia-o se quiser entender este. Ao final dele uma pergunta ficou no ar: já que a grande indústria musical está se desfazendo e daqui a pouco não haverá mais como fazer da música um produto de comércio, como farão os artistas para se sustentar?

Este autor dá a resposta: não se sabe. Pelo menos por enquanto. Poderia a tecnologia obrigar os artistas a serem advogados, doutores, engenheiros civis, astronautas e padres além de músicos para poder viver? Isso só o futuro dirá... a única coisa que se sabe é que daqui a 10 anos as pessoas (e este próprio autor que vos fala) vão ler este texto e pensar: "Quanta preocupação pra uma coisa tão óbvia... como eles não foram capazes de prever isso?", confirmando o quanto a mente humana é limitada e nossa natureza é frágil... Mas a fragilidade humana não é o tema. O que farão os artistas para se sustentar sem a ajuda das grandes gravadoras? Vamos tentar retroceder no tempo pra ver se encontramos a resposta - saída óbvia para todos os problemas do mundo: tentar encontrar no passado pistas e soluções para o futuro.


Sem amarras
A pergunta-tema já havia sido respondida enquanto o Movimento Punk estava vivo, com o conhecido conceito do DIY, ou Do It Yourself (Faça Você Mesmo), que dizia que a banda deveria usar dos seus próprios métodos para fazer suas gravações, produção, mixagem, divulgação, publicidade, ou seja, tudo que uma grande gravadora faria. Foi do DIY que nasceu o espírito de "não preciso de gravadora pra fazer minha banda ter sucesso", e não foram apenas as bandas punk quem seguiram esse conceito: as de Hardcore também, e principalmente as bandas Indie.

Agora vamos nos aprofundar no cenário Indie? Vamos, vocês não tem escolha (o blog é meu, MWAHAHA). Se quiserem podem considerar esse artigo duplo, pois começa agora o...


Estudos sobre a Igreja Protestante Alternativa Independente

Indie Rock quer dizer Rock Independente, e como o nome sugere, reúne bandas que não são empresariadas por gravadoras. Esse movimento surgiu durante a década de 80 nos Estados Unidos e Inglaterra, e é caracterizado por bandas com influências do New Wave, Rock Alternativo e Pós-Punk (outro nome pra Rock Alternativo). O objetivo principal do Indie é querer apresentar um som old-school e tradicionalista, que lembre o Classic Rock de 60, porém não consegue ter o mesmo feeling dos artistas dessa época.

Como na década de 80 as gravadoras atendiam a demanda por Glam Rock, Hard Rock e Heavy Metal, todas as bandas alternativas se viram obrigadas a tentar alcançar o sucesso sozinhas, fazendo o Movimento Indie nascer (ainda não com esse termo). As bandas mais conhecidas desse estilo foram: The Stone Roses, My Bloody Valentine, Pixies, The Jesus and Mary Chain, Sonic Youth, Dinosaur Jr, !!!, The White Stripes, entre outras.

Foi apenas a partir do ano 2000 que, quando o mundo chorava tardiamente a morte do Rock, o Movimento Indie ficou conhecido mundialmente, divulgado pela mídia britânica e americana. Elas junto com os veículos "especializados" e a MTV começaram a vender o Indie como a salvação do Rock, a faísca de esperança que havia ressuscitado esse estilo morto. Assim, muitas bandas foram divulgadas entre 2000 e 2005, sendo as principais: The Strokes (a considerada nova messias do Rock), Franz Ferdinand, Kaiser Chiefs, The Libertines, Arcade Fire, Kings of Leon, Kasabian, The Flaming Lips, The Fratellis, The Little Flames, The Kooks, The Last Shadow Puppets, The Rascals, The Hives, The Raconteurs, Futureheads, The Subways, The Claxons, MGMT, The Rapture, Babyshambles, Arctic Monkeys, Bloc Party, etc.

O Brasil também entrou nessa onda Indie, e todas as bandas do estilo foram divulgadas exaustivamente pela MTV (até hoje ela faz isso). São elas: Moptop, Forgotten Boys, Vanguart, Ecos Falsos, Vivendo do Ócio, Garotas Suecas, Rock Rocket, Facas Voadoras, Canto dos Malditos na Terra do Nunca, Cueio Limão, GRAM, Relespública, Curumin, Cansei de Ser Sexy, Little Joy, 2ois, e várias outras que se encaixam com perfeição no versículo 24 do vigésimo quarto capítulo de Mateus. Apesar do marketing gerado, os próprios Indie parecem reconhecer que são mensageiros da morte... ou não.


Agora vamos abrir um parêntese pra falar dos fãs... Os indies são conhecidos por serem intelectuais, elitizados, com uma grande base cultural e musical, mas que não gostam de compartilhar seus conhecimentos e suas bandas underground com os mainstream, diferenciados e ignorantes... são legítimos tr00s ao inverso, pois tem Síndrome de Underground pra uma coisa tão ruim que nem vale a pena ser fanático - aliás, já ser fanático é uma idiotice, mas isso é outra história.

Voltando ao foco do post inteiro... concluiremos esse artigo "Estudos sobre blá blá blá" com uma verdade sobre esta igreja. Apesar de todas essas bandas serem conhecidas como independentes, todas elas mudam de ideia se vier alguma gravadora para querer empresariá-las, e elas não pensam duas vezes pra serem escravas assalariadas do Sistema. Essa contradição que já foi comentada por aqui mostra que uma banda só precisa de uma coisa pra fazer sucesso: divulgação.

Com a divulgação se tem dinheiro, prestígio, fãs, e tudo mais. E com tudo isso conquistado, as bandas devem focar em fazer shows, não vender CDs. Não se deve confiar mais na venda de uma coisa que daqui a pouco entrará em total desuso, o que importa mesmo é mostrar o quanto se é bom naquilo que se faz ao vivo. Com mais shows, todos os fãs, fama, prestígio e sucesso são aumentados e ajuda a formar a carreira sólida da banda.

Desde o início foi assim: o CD como instrumento de divulgação, os veículos de comunicação (rádio e televisão) como apoio, e o show como o verdadeiro trabalho da banda, onde ela mostra todo seu talento. E para que isso aconteça, há necessidade de que mais concertos aconteçam e que eles sejam mais baratos, para que sejam mais acessíveis à população e que ajudem tanto o público quanto a banda (à nível de entretenimento e "pão de cada dia").

MAS, até chegar ao show, nós temos ainda o problema da divulgação. Atualmente notícias e fatos novos acontecem são divulgados em 1/4 de centésimo de segundo, então tentar divulgar a sua pobre banda de garagem é uma concorrência desleal! Mas os Indies deram a resposta pra resolver esse problema há muito tempo: na própria Internet. Para ilustrar isso, vamos dar o exemplo de uma banda Indie: Arctic Monkeys.

O Arctic Monkeys começaram suas atividades em 2003, fazendo pequenos concertos e distribuindo CDs demo para o público de graça, sem intuito de lucro, apenas para divulgação e nada mais. Mas chegou o dia em que os discos acabaram e a demanda ficou grande, então os fãs decidiram divulgar a banda numa conta do MySpace, copiando as músicas dos CDs à rede social (e o melhor, sem avisar a própria banda! Que fãs fieis!), dando um efeito viral quase imediato. Assim, desde que esse CD demo foi lançado até a assinatura com a gravadora independente Domino Records em junho de 2005, o Arctic conseguiu relevância na sua cena até chegar na mídia britânica, alcançando uma carreira sólida.

Um detalhe: eles ficaram famosos usando a internet bem antes do Coldplay vender seus CDs pela rede - o que fez a banda ser considerada pela Mídia como precursora no uso da tecnologia à favor da música. Mas pensando melhor, quem tirou melhor proveito desse recurso? Uma banda que aproveitou de seus anos de carreira e o apoio da mídia e fãs para fazer algo relativamente impensado; ou uma banda desconhecida que queria apenas ser conhecida e foi mais ousada em não querer lucro? Este autor crê que a resposta está dada.

O uso da internet parece mesmo ser o futuro da música, e pode até ajudar os gastos em investimentos em shows serem mais baratos. Visto que o grande argumento das gravadoras é que com a venda baixa de CDs, os DVDs, singles e shows ficam mais caros, se continuarem a vender obras fonográficas pela internet e começarem a gravar obras em algo de pequeno custo, poderão baratear tudo. Aqui vai uma ideia:

Alguém lembra da promoção da Coca-Cola que dava CDzinhos de música temáticos? A maioria das pessoas não conseguia usá-los porque seu rádio não estava adaptado para um CD daquele tamanho, mas com o avanço da tecnologia, isso já não será (é) mais um problema, já que os rádios de hoje são adaptados e tem até entrada USB para pendrives. E talvez...

... talvez vendam até pendrives de música, com um encarte de plástico ou papelão, como fariam com um CD normal. Ficaria tão paradoxalmente grande como qualquer game de console pequeno como Nintendo DS, já que a fita é mínima para uma caixa grande... mas pelo menos não acaba com a tradição da obra musical ter uma arte gráfica. Seria horrível se pendrives fossem vendidos nas prateleiras apenas com o nome da banda e álbum!

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Este autor deu ideias de como a indústria pode continuar explorando seus trabalhadores assalariados e deu ideias de como as bandas podem sobreviver sem gravadoras com uma solução simples: divulgação. E se concentrar em shows. No fim a Internet é só um detalhe, porque o Velhas Virgens não precisou dela pra fazer seus 25 anos de carreira... Bom, se virem. Adeusmetal.

A relação entre Metallica e Loki

Que relação teria uma banda de Thrash Metal com o deus da trapaça, falsidade, travessuras e chifres? Ora, Loki é o senhor dos trolls também, e Metallica já trollou e foi trollado muitas vezes na vida. Foi trollado quando James Hetfield foi queimado por estar mal-posicionado num efeito de pirotecnia no show com o Guns, trollou com Dave Mustaine quando mandou ele bêbado pro outro lado dos Estados Unidos pra dizer "Você está demitido"...