14/04/2015

The True History Of: Massacration

Hoje, ontem, anteontem, e quinta-feira (reprise é foda) aconteceu a maior festa celebrativa da música ruim brasileira: o VMB 2009. Este autor confessa que viu o VMB todo, mesmo sabendo que ele iria premiar artistas emos e indies como Fresno, Nx Zero, Cine, e o indie Móveis Coloniais de Acajú. Aliás, que porra de nome é esse? Parece uma promoção das Casas Bahia!

"APROVEITE AGORA A PROMOÇÃO! MÓVEIS COLONIAIS DE ACAJÚ POR 99 PARCELAS DE 99 E 99 REAIS MENSAIS SEM JUROS E SEM ENTRADA! SÓ AQUI NAS CASAS BAHIA!"

Este autor que vos fala viu o VMB unicamente por causa de Marcelo Adnet, o leleske carioca no mundo paulista eMoTV, e, lógico, por causa da maior banda de Heavy Metal do mundo, os herdeiros de Deus Metal aqui na Terra, o Massacration. O Massacration inclusive causou o genocídio de emos e indies que morreram depois do show no estilo Iron Maiden com a roupagem de Glam Metal. Marcos Mion ficou com tanto medo do Massacration que vai até mudar de emissora.

Então, se você acha que o Massacration é uma banda de mentira montada da eMoTV, você não sabe de 1/800 da história do Massacration. Esta é a história verdadeira:

Data de criação: 1982
País de origem: Brasil
Estilo: The True Heavy Metal
Influências: Massacration não teve influências, ELES foram influência


Origens
Massacration foi uma banda formada na década de 80 por Detonator e Blondie Hammet, que chamou os amigos Jimmy "The Hammer" e Headmaster para integrarem a banda. Estes dois participavam da banda MMUS, que significava Metal Make Us Strong (Metal nos faz ficar fortões!) que tinha acabado de acabar. Um tempo depois, para completar a banda com o baixo, fizeram um anúncio na revista Rock Brigade escrito "Procura-se um baixista". Então acharam Metal Avenger e completaram a banda.

A banda fez muito sucesso no circuito underground, sendo influência pra bandas como Iron Maiden, Manowar, Judas Priest, muito tempo depois Torture Squad, além de outras que não alcançam tanto sucesso como Massacration. Infelizmente, mesmo com 77 discos lançados, o Massacration não é reconhecido pelo mercado e nem tem uma biografia verdadeira na Wikipedia. Isso se deve pelo fato de bandas menores mais acessíveis ficarem com espaço maior na mídia. Mas o desconhecimento do mundo pelo Massacration se deve principalmente pela banda que teve que fazer uma turnê interplanetária, devido ao seu sucesso estrondoso. O Massacration tocou no planeta dos aneis, no planeta vermelho, no planeta com nome de remédio, inclusive em Marduk, o décimo-segundo planeta. De onde você acha que a banda Marduk veio?

Como os integrantes já estavam muito velhos para continuar suas atividades, o próprio Deus Metal permitiu que a alma deles reencarnasse em um grupo de cinco brasileiros humoristas de um certo canal de TV, o Hermes e Renato. Com o encosto no corpo, o grupo de humoristas reviveu a gloriosa banda que um dia tinha virado o mundo de cabeça pra baixo e pra cima, e pra baixo, e pra cima, como se ficasse batendo a cabeça.

Hoje, todo o mundo conhece o Massacration, mas mesmo com a fama, a banda só fez 2 discos, totalizando 79 na sua carreira: o "Gates Of Metal Fried Chicken Of Death" e o "Good Blood Headbangers", sendo o último produzido por Roy Z.


Massacration facts

  • O Massacration influenciou o Iron Maiden. Então, se muita coisa existe por causa do Áirôn, o Áirôn deve sua existência ao Massacration. HAIL!
  • O vocalista Detonator é um castrati, um adepto da técnica onde se corta o saco dos homens antes da puberdade para terem a voz fina pra sempre, pelos hormônios do saco estarem em falta. Mas Detonator acabou cortando o pau. Mas isso lhe rendeu uma voz mais potente que a de Joelma do Calypso.
  • Massacration é a única banda que tem um disco plutônio-triplo-radioativo, por causa das vendas monstruosas de seus CDs.
  • Um bando de músicas do Massacration são plagiadas por artistas que se acham fodões. Uma delas é "Kill With Power", roubada pelo Manowar. Eles colocaram uns solinhos gays e mudaram a música toda.
  • Não se sabe muito da história de Massacration, porque muita coisa foi perdida pelo tempo. Alguns dizem que Massacration é como o filósofo grego Sócrates, que não existe registro histórico de que eles tenham existido de verdade. As gravadoras em que o Massacration gravou seus CDs faliram, não existia site oficial (lógico), e as informações colhidas sobre o Massacration foram faladas pelos integrantes e fãs velhos que têm os CDs deles.
  • Foi o Massacration quem criou o rótulo Thrash Metal. Na verdade o Slayer quis mostrar seu som ao Massacration para conseguir uma orientação. Detonator não gostou nada do som do Slayer e caracterizou como Trash Metal, dizendo que a banda era um lixo. O Slayer entendeu como Thrash Metal com "h", no sentido de fodão. Então ficou Thrash Metal até hoje.

Mundo real
Depois que o Massacration encarnou nos corpos do grupo Hermes e Renato, a banda se tornou um Metal Palhaço, brincando com os todos os trejeitos que caracterizam o estilo que tocam. São como os Mamonas Assassinas do Metal. O pior é que a banda veio da eMpTyV, o canal da alienação musical brasileira, onde se aprende que ForFun é Rock e que Mallu Magalhães é a promessa da música nacional.

Mesmo saindo da eMoTiVo e de um programa de humor, o Massacration faz a alegria dos headbangers que finalmente acharam uma coisa decente pra rir.


Discografia (não contando os 77 CDs)
2005:
Gates of Metal Fried Chicken Of Death
2009: Good Blood Headbanguers


Integrantes
Detonator - vocal
Blondie Hammet - guitarra solo
Headmaster - guitarra rítmica
Metal Avenger - baixo
Jimmy "The Hammer" - bateria


O que o Massacration representa
O que acontece por parte de muitos headbangers é um olhar desconfiado com o Massacration, pois é uma banda que brinca com todos os trejeitos do Metal, e mesmo assim tem fãs, divulgação monstruosa e DOIS CDs oficiais. Alguns pensam que a banda de mentira quer ser uma banda de verdade. E que se não for isso, eles estão simplismente invadind um mercado onde tem gente que faz música séria, o que não é a essência do Massacration. Pense nisso: o Krisiun tá na ativa desde um tempão, e quem leva a fama é o Massacration. Desse jeito, enquanto um monte de bandas underground querem seu lugar ao Sol, vem uma banda de mentira e fica com toda o prestígio. Isso não é uma injustiça?

Por outro lado, o Massacration iniciou muita gente no mundo do Metal, e ainda provou que headbangers SIM, sabem rir. Um bando de gente normalzinha acha que headbangers são uma horda satânica mal-humorada e revoltada. Mentira! É claro que headbanger tem alegria! Se bem que tem black metallers que não gostam de sorrir, mas já é outra história. E o melhor é que, saindo da MTV, o Massacration iniciou muitos adolescentezinhos ao mundo do Metal, além de ser a luz do canal alienador infestado de vinhetas com mensagens subliminares. Alguns garotinhos ouvindo Massacration pesquisaram outras bandas, e agora ouvem Venom e Saxon! Se esqueceram totalmente da MTV! Esqueceram do Green Day e do Good Charlotte!

O ruim é que nem todos que assistem a MTV são assim, curiosos para conhecer novos sons. Os adolescentezinhos que formam a audiência do canal viam apenas Massacration como Heavy Metal, e gostavam apenas de Massacration. Alguns MTViciados foram ao festival Brasil Metal Union (um tempão atrás) onde foram Sepultura e algumas bandas internacionais. O MTViciados só gostaram de Massacration! Tudo bem que a intenção do Hermes e Renato não era esse tipo de fã fútil e alienado ao show, mas isso é inevitável quando os fãs deles são formados por headbangers true não extremistas e a audiência imbecil e influenciável da eMoTV.

O maior problema é que muita gente leva o Massacration a sério demais. O próprio Massacration diz nos encartes dos CDs que são uma banda de mentira. Se bem que é meio difícil lembrar isto quando se tem DOIS discos oficiais... Mas tirando as críticas e fatos ruins que rodeiam a banda, o Massacration é foda. Tem o som de Heavy Metal de dar inveja a muitos grunges, punks, nu metaleiros e indies. Mas não leve-os tão a sério.

O Massacration é como a Bíblia do Rock: exalta o Rock, mas tirando uma com ele.

12/04/2015

A Síndrome da Era de Ouro

O que você vai ver agora é uma mostra do que foi falado no artigo "O além". É uma notícia que busca "mandar a real", mesmo que essa "real" não seja correspondente à realidade.

fonte: PlayDelNacho

Vamos Admitir Sem Hipocrisia: não há banda nova que preste
Por Scott Rowley da Classic Rock Magazine



O LED ZEPPELIN voltou. Os STONES tocam na O2 Arena. A formação original do STATU QUO [aka ‘The Frantic Four’] sairá em turnê ano que vem. A lojas de discos estão repleta de álbuns novo do KISS e do AEROSMITH [bem, ela estariam, caso ainda existissem]. Algumas semanas atrás, JEFF LYNNE tinha DOIS álbuns no TOP 10.

Se isso tivesse ocorrido poucas semanas atrás, teríamos chamado o mês de ‘Rocktubro’, e insistido que todo mundo deixasse o cabelo crescer para fazer um mullet para se preparar para ‘Movembro’. Mas ó rolou agora, coincidindo convenientemente com o [evento de premiação da revista inglesa] Classic Rock Roll of Honour, na mesma época do ano quando sempre se faz a mesma série de perguntas:

1] Não seria o caso dessas bandas antigas se aposentarem todas e deixarem que as novas se destaquem?

2] Todas essas reuniões – é só pela grana, não é?

3] Você pode me apresentar para Jimmy Page?

A resposta para todas essas perguntas é ‘não’. Bem, à exceção da 2], pra qual a resposta é CLARO QUE É PELA PORRA DA GRANA!

Considere a seguinte análise: ninguém mais ganha dinheiro com a venda de música gravada. As bandas que estavam acostumadas com a chegada de um belo e polpudo cheque de royalties todo ano de repente viram ser substituído por um cheque do Spotify e do YouTube, de cerca de uns 150 reais. Isso não paga nem pela conta do serviço de quarto delas, muito menos para manter as filhas no [shopping de ponta de estoque] Jimmy Choos ou pela manutenção de uma casa na Costa Rica. “Mas elas já não são ricas o suficiente?”, eu ouço você gritar. Pelos padrões comuns, sim. Mas é igual pra todo mundo: quando sua despesa é maior que sua renda, você fica com medo. Austeridade? A maioria dos astros do rock acha que isso é nome de algum grupo holandês de prog.

Enquanto isso, sair em turnê nunca foi tão lucrativo e o apetite para ver bandas ao vivo nunca foi tão grande. Há mais festivais competindo pelos mesmos artistas e isso empurra os cachês para cima. Estórias sobre bandas que cinco anos atrás estava pedindo 750 mil reais para tocar num festival e agora pedem 2 milhões abundam. Há boatos de que quando o AC/DC tocou no Download Festival alguns anos atrás, eles receberam 9 milhões de reais. Dizem que os Rolling Stones estão fazendo 52 milhões de reais por quatro shows. 13 milhões por show. Isso é o que recebem por uma noite de trabalho.

Então será que as bandas antigas deveriam sair do caminho e deixar que as bandas novas entrassem? Hm, não. As bandas mais jovens deveriam estar chutando as mais velhas pra fora da estrada, fazendo com que elas parecessem irrelevantes, superando-as no palco e nas composições. O rock n’ roll é uma meritocracia. Nós reclamamos de Paul McCartney fechar as Olimpíadas com mais uma execução de ‘Hey Jude’, mas quem tem músicas melhores para entrar no posto? Qual banda nova tem um desses hinos instantaneamente reconhecíveis, inegáveis e capazes de unir um país dos quais todo mundo sabe a letra? Com certeza não é o caso de Dizzy Rascal, Frank Turner ou o Arctic Monkeys, com certeza.

Para colocar isso de outro modo, ninguém sugere que deixemos de ler livros antigos ou assistir filmes de outrora. Escreveram-se muitos livros desde os dias de Jane Austen, Charles Dickens e Ernest Hemingway, sem falar em Jack Kerouac, Norman Mailer e Sylvia Plath – e por acaso sugerimos que esses clássicos sejam considerados obsoletos com a chegada da mais nova trupe de escritores da moda? Por acaso ‘Butch Cassidy & The Sundance Kid’ virou uma bosta com o lançamento de ‘Os Vingadores’? Por que Billy Connolly não faz as pessoas pararem de rir? Annie Leibovitz deveria dar um tempo com aquelas fotografias? E o que rola com Frank Gehry e todas aquelas porras de edifícios? DEIXA PROS OUTROS TAMBÉM, FRANK! [Desculpa. Exaltei-me um pouco. Mas você entende do que eu falo.]

Há uma tendência a se patronizar bandas novas: “Ah, os pobrezinhos não conseguem uma chance hoje em dia”. A revista-irmã da Classic Rock, a Prog, fez sua primeira premiação no verão passado e eu estava sentado com o MARILLION, uma banda detestada quando o tema é ser ‘cool’, mas que na verdade foi pioneira do modelo ‘custeado pelos fãs’, quando os apreciadores da banda pagam adiantado por um disco [como no caso do Pledge Music/Kickstarter].

“Obviamente o Marillion foi inovador”, eu disse para o vocalista da banda, STEVE HOGARTH, “Mas ajudou o fato de vocês já terem um público que pudesse viabilizar isso. O que as bandas novas e jovens podem fazer?”

“Eu te digo o que elas podem fazer”, disse Steve. “Elas podem ser brilhantes.”

No começo desse ano eu fui convocado pela ‘polícia indie’ da estação Radio 5 para falar sobre os artistas do Festival de Wight [TOM PETTY, BRUCE SPRINGSTEEN e os iniciantes do PEARL JAM]. Eu expliquei que, ao contrário do que algumas pessoas acreditam, somos grandes apoiadores de músicas novas na Classic Rock Magazine. Mas, se eu tivesse que ser honesto, nenhuma das bandas novas que exaltamos recentemente compôs músicas no naipe de ‘Whole Lotta Love’ ou ‘The Boys Are Back In Town’. Eu não ouvi uma nova ‘Walk This Way’, ‘We Will Rock You’ ou ‘Jumping Jack Flash’, muito menos uma ‘London Calling’, uma ‘Going Underground’ ou uma ‘Sex And Drugs And Rock N’ Roll’. Nem um cheiro de ‘Smells Like Teen Spirit’ ou sinal de uma ‘Motorcycle Emptiness’.

É verdade que os tempos mudaram – em nosso mundo de vários canais, rádio DAB, YouTube, Spotify e Soundcloud, sem os [programas da TV inglesa] Top of the Pops ou uma parada Top 40 sobre a quais tenhamos noção – é mais difícil de alcançar o mesmo tipo de massa crítica que propulsionou aquelas músicas ao status de clássico… só faltam ‘AS’ músicas.

O novo editor musical da NME me pediu para elaborar sobre isso. Para ele, ‘AS’ músicas existem. Por exemplo, ele comentou sobre uma banda nova chamada Milk Maid cujas canções são isso e aquilo.

O DJ foi gentil e tocou algo deles para nós.

Foi ISSO que ouvimos:



Não digo mais nada.


É melhor não dizer mesmo. O que essa matéria daiz basicamente é que tem muito pessoal que diz que "as bandas antigas já eram, viva as bandas novas", mas ao mesmo tempo exaltam bandas sem brilho ou sem carisma como Arctic Monkeys. No mais, essa matéria vem de uma pessoa que passa pela Síndrome da Era de Ouro.

A Síndrome da Era de Ouro é um grave distúrbio psicológico que a pessoa sofre, onde ela se convence de vários pensamentos:
  • Não que a pessoa viva de passado... mas antigamente era muito melhor que hoje. Os bons e velhos tempos são insuperáveis.
  • Atualmente não há nada que preste. Tudo que é bom ficou no passado.
  • Se houver alguma coisa que preste hoje em dia, é porque imita o passado. Afinal, nada que é novo presta.
Para os velhos dinossauros do Rock mente-fechada, existem apenas 3 tipos de bandas hoje em dia:
  • Bandas de CORE: Emocore, Metalcore e Deathcore. Todas uma porcaria.
  • Bandas indie alternativoides como esta que a matéria mostrou, mostrando o tipo de sonoridade que os críticos super inteligentes a-do-ram exaltar o tempo todo.
  • Bandas pop, que nem é preciso comentar (elas mancham o cenário do Rock, estas bastardas filhas de uma Lilith AAAAAAAAAAAAAAAHHH)
Os que passam pela Síndrome da Era de Ouro também cultuam bandas das décadas de 60-80 (sendo que a partir da década de 80 a Música morreu) e também costumam postar como eles odeiam as bandas novas em comentários aleatórios na internet, sempre dizendo que elas nunca terão o brilho das bandas fodásticas de antigamente.

E um parêntese: essa Síndrome pode ser confundida com a mentalidade e atitude que os rockeiros tem ao desprezar todo que seja novo no Rock. Afinal, Emocore, Nu Metal, Industrial, Indie, Alternativo, Metalcore, Deathcore, tudo isso faz parte da nova safra do Rock. Mas isso é um engano, por uma simples razão: os rockeiros reconhecem que existem bandas boas atualmente. O ponto crucial da Síndrome de Ouro é achar que só o que tinha antigamente que era bom. Já o rockeiro mente-aberta sabe que existem bandas boas atualmente.

E como fica a atitude dele de não gostar nada que seja atual? É simples: ele não considera Rock nem Metal de verdade os estilos que usam esse rótulos, e eles serem novos são apenas uma coincidência. Dando exemplos, até o Folk Metal (que é um estilo relativamente novo) tem suas características do Metal tradicional, mas o Metalcore já não tem - já tem origem origem no estilo alternativo do Emocore. Mas o rockeiro e headbanger pode muito bem dar valor às cenas que realmente fazem Metal e que são novas - são tão novas que este autor nem vai citar, pode haver certa discordância. Uma delas (pra aperitivo) é um tal de Modern Metal.

Agora pra provar como a Síndrome da Era de Ouro está errada, este autor vai listar alguns sites que acompanham e mostram bandas novas ou não famosas que são ignoradas pelos intelectualoides de plantão.

E como você deve saber sobre esses sites, quando você acha um, brotam mais 10. Então é material novo pra conhecer, apreciar, louvar e não reclamar. E pra terminar esse artigo, aqui vai uma banda que, como diz a matéria, não tem capacidade pra brilhar como as antigas e nem de trazer clássicos.

11/04/2015

Grandes bandas, grandes negócios

Você já deve ter ouvido falar que certas bandas e artistas estão na ativa apenas pelo dinheiro, fazendo discos apenas pra vender e explorar os fãs adestrados. É difícil definir com certeza quais são eles sem ter um embasamento ou princípio, mas é possível determiná-las a partir de certas condições:
  • Se a banda passa a impressão de querer "aparecer" demais;
  • Se a banda passa a impressão de querer criar polêmica;
  • Se a fama da banda algumas vezes ultrapassa suas obras (música)
Todos concordam que essas condições fazem ela inspirar dúvidas quanto as suas atitudes e atos. Mas quando ela pode fazer tais coisas?


Coisas que ajudam você a pensar que a banda está "vendida"

01. Se ela for consagrada demais
Essa é a primeira condição. Toda banda com longos anos de estrada, fama, sucesso e dinheiro pode ser alvo de julgamento de estar na ativa só pelos prazeres materiais e ego inflado. Dizem que o sucesso faz isso com as cabeças mais fracas, e é verdade. Se bem que algumas bandas tem artistas com ego ganancioso suficiente pra se aproveitar da fama pra ganhar grana.

02. Se a ela investe em marketing pesado
Investir em marketing pesado é espalhar a imagem, atividades e existência dela em tudo que é lugar, fazendo propaganda massiva e algumas vezes com intuito de lucro direto ou indireto. E isso é feito quando a banda faz propaganda impressa de seus shows em flyers e cartazes ou anúncios virtuais com imagens promocionais ou banners espalhados em sites; produz videoclipes com certa frequência; dá entrevistas na TV, rádio, programas ou revistas; aparece em eventos que não são musicais necessariamente como programas de TV ou eventos beneficentes... e além de tudo isso, levar a marca da banda a produtos ou objetos em geral. Tudo vale pra deixá-la mais conhecida - e assim julgá-la de mainstream e vendida.


03. Se ela ou seus integrantes estão envolvidos em estórias, picuinhas ou controvérsias
Essas coisas fazem ela e seus artistas serem conhecidos não por sua vida profissional, mas pessoal. o que dá a impressão que ela quer "aparecer". Quando o grupo declara certa coisa sobre algo/alguém, se um integrante faz tal coisa em algum lugar que gerou fofoca, se existem brigas internas ou intrigas, até se existem fotos da infância dos integrantes. Se tudo isso virar notícia e todo mundo ficar sabendo, vai chamar a atenção pra eles e possivelmente ficar com má fama.

04. Se tudo que ela faz gera repercussão
Se ela faz qualquer coisa, por menor que seja, e gera comentários, discussão e opiniões, é sinal que ela é conhecida e importante o bastante pra criar fofoquinha, e pode confirmar que ela quer apenas aparecer. Mas isso leva fama à banda, gera certas expectativas entre os fãs ou destroi outras, cria conceitos sobre ela e tudo mais.

A partir dessas premissas, já podemos considerar algumas bandas como negócios:


Negócios lucrativos que você adora ouvir

Banda: KISS
Gênero: Hard Rock
Porque é um negócio: O KISS nunca escondeu sua gana por fama e dinheiro. Desde o começo ele vendia sua própria imagem com suas máscaras, roupas e pose, e até aproveitavam das suas máscaras pra fazer mistério sobre suas identidades, coisa que chamava atenção para o grupo. Ele também tem cerca de 3000 produtos licenciados a venda, desde bonequinhos até camisinhas, de chinelos de dedo até caixões. Além da banda poder fazer seu próprio canal de televendas, o KISS também tem uma fama mítica. Seus shows que contam com o Catman atirando de bazuca, Demon sangrando pela boca e escorrendo na sua língua de Orochimaru e Starchild tocando guitarra e dando uns rolê em cima do público pendurado por cabos são parte da sua performance cheia de pose, a começar pela famosa frase de apresentação: "You wanted the best, you got the best! The hottest band in the world, KISS!". Os fãs veem isto como atitudes confiantes e corajosas de uma banda que não tem receio de ser adorada e idolatrada, e se por acaso eles mudarem de atitude, vão deixar de gostar do KISS.

Aliás, isso já aconteceu várias vezes! Na fase The Elder, onde a banda apostou em performances e visuais mais discretos pra rebater a opinião pública que eram músicos de verdade, marcando uma fase experimental, além da fase Lick It Up onde a eles tiraram as máscaras e perderam respeito com o público por dois motivos: eles se descaracterizaram e perderam sua maior marca, e eles eram feios demais. Além disso, trocas de integrantes, problemas pessoais e fofocas foram uma constante na carreira do grupo.

Banda: Guns N' Roses
Estilo: Hard Rock
Porque é um negócio: Como toda banda de Hard Rock dos anos 80, o Guns também investia na sua própria imagem e atitude pra fazer propaganda, mas o Guns era especial: o talento de Axl em ter uma voz única e não desafinar enquanto corria de um lado pro outro no palco enquanto o guitarrista cabeludo de cartola fazia solos cheios de feeling deram destaque maior a essa banda. A nível de popularidade, Axl e Slash disputavam fama com sua beleza e estilo, respectivamente, e o Guns N' Roses era adorado por muitos. A banda começou a dar impressão de ser um negócio quando Axl mandava e desmandava no grupo guiado por seu ego, o que causava desconforto nos demais integrantes e parecia que eles só se mantinham unidos pelo bem maior, que era a banda viva. Um problema aqui e outro ali levaram os integrantes a serem demitidos ou se demitirem por Axl, sobrando apenas ele na banda e com uma dívida: o álbum "Chinese Democracy".

Axl ficou enrolando o mundo inteiro dizendo que o Guns ainda estava vivo enquanto chamava músicos no improviso e não lançava nenhuma música ou obra nova (se lançava, era em intervalos de no mínimo um ano). Somente depois de mais de uma década o "Chinese Democracy" foi lançado em 2008, com um Guns totalmente repaginado, onde Axl mostrou seu SlipKnot particular - a banda atual tem 7 integrantes contando com seu líder. Pois bem, depois de tanto tempo seria bom enterrar o nome Guns N' Roses para não associá-lo com o Frankenstein que é a banda de hoje, não é? NÃO, pois Guns N' Roses tem mais força do que qualquer outro projeto que Axl fizer. o nome da banda deve ser carregado para o bem da fama do senhor ególatra e dos gunners, a base de fãs acéfala que defendem a banda atual de qualquer engraçadinho que tente desmoralizá-la (inclusive este blog).

Banda: Iron Maiden
Estilo: Heavy Metal
Porque é um negócio: Não há um ser vivo que não conheça o Iron Maiden, coisa que se deve ao forte trabalho de marketing que a banda tem. A cara do Eddie é conhecida por todo o mundo e ele é o morto-vivo mais amado que 748956160910913091836 zumbis que apareçam em quaisquer jogos de videogame, filmes ou figurantes do The Walking Dead juntos. Além disso você pode perceber que a banda preenche todos os pré-requisitos anteriormente citados: a banda é consagrada demais, investe em marketing pesado, seus integrantes estão envolvidos em fofoquinhas (a mais famosa delas é de Bruce Dickinson sendo ator de uma novela da Globo) e TUDO, absolutamente TUDO que a banda faz gera repercussão. Os fãs dividem a banda em fases, discutem sobre qual disco é melhor e porque, e discutem até qual visual do Eddie é mais legal.

Uma das maiores provas que o Iron parece um negócio foi com a saída de Bruce Dickinson da banda em 1993, pra apostar numa carreira solo (que só emplacou a música "Tears of The Dragon"). E para substituir Bruce, a banda arranjou um concurso pra saber quem seria o novo Ídolo do Brasil, digo, o novo vocalista da dama de ferro. Até os brasileiros Edu Falaschi e Andre Matos foram cogitados, mas a verdade é que foi a gravadora quem lançou esse concurso, e ainda desnecessariamente, pois o vocalista substituto já tinha sido escolhido. Ele era Blaze Bayley, um cara que até ontem era um zé ninguém, mas conseguiu ser a voz da banda. O resultado foi que Blaze simplesmente "não era o Bruce" e os fãs não odiaram os discos "The X Factor" e "Virtual XI", que contam com sua participação. Com esse desprezo, o Iron chutou Blaze Bayley do grupo, e este até entendeu, pois sua presença não fazia mais o Iron lucrar como antes. A base de fãs da banda também é bem intransigente e não aceita nenhuma mudança na banda  - até hoje eles não engolem a veia Progressiva que o Iron desenvolveu ao longo dos anos.

Banda: Metallica
Estilo: Thrash Metal
Porque é um negócio: Tudo ia bem pra banda mais famosa do Metal, seu discos eram bem recebidos e sua garra era notada por todo fã de Thrash, mesmo que a sua sonoridade não fosse tão pesada quanto de outras bandas menos conhecidas como Exodus ou Testament. O Metallica foi quem criou os "escalões" das bandas de Thrash Metal, que eram divididas por sua fama. No primeiro escalão tinha o Big Four of American Thrash Metal: Metallica, Megadeth, Slayer e Anthrax. No segundo escalão, as bandas menos conhecidas, como Destruction, Sodom, Kreator e Tankard - esta formação inclusive chamada de The Big Four of German Thrash Metal, além das bandas já ditas e outras.

A banda começou a parecer um negócio quando lançou o "... And Justice for All", que se afastou da sonoridade típica da banda. Depois lançou o "Black Album" que ficou deveras "comercial". Depois disso foram os "Load" e "Reload", que traziam o Metallica fazendo experimentos. Finalmente veio o "St. Anger", que deu todos os motivos pros fãs acharem que banda se vendeu. Além da banda se promover com a própria imagem (com James Hetfield de cabelo cortado! Que blasfêmia!), a sonoridade da banda foi mudando com o passar do tempo, indicando uma tendência que o Metallica havia se tornado um lixo pra ser vendido. Isso foi até o lançamento do "Death Magnetic", que dividiu opiniões e todos concordaram num ponto: o Metallica é uma banda marketeira que só faz sucesso se tocar os seus hits, não as músicas dos seus discos desvirtuados.

Banda: Angra
Estilo: Power Metal/Progressivo
Porque é um negócio: A banda não dava a certeza que era um negócio até um certo integrante ser mais famoso que o resto do Angra inteiro: Andre Matos. A sua voz de ninfa da floresta e seu charme de uma gueixa fogosa eram o chamariz principal pra banda. Só que isso não era um problema até ela ter conflitos internos com seu empresário e resultar na saída de 3 integrantes, entre eles, Andre. Esses três integrantes formaram a banda Shaaman, e todos focaram nela já que a musa japonesa estava nela. Enquanto isso o Angra tentou remendar os seus restos e chamou novos músicos e um novo vocalista, Edu Falaschi, que não tinha o mesmo timbre de Andre. Todos encarnaram nele simplesmente porque "ele não era o Andre, era um feioso qualquer". Até aí, sem nada de estranho, não é?

Quase. Ao longo do tempo a popularidade e prestígio da banda foram caindo com seu desvirtuamento da sonoridade original, além dos integrantes fazerem carreira solo de vez em quando - Bittencourt Project, Freakeys, Kiko Loureiro, Almah - e passarem a impressão que não se aguentam quando estão trabalhando juntos, mais especificamente no próprio Angra. Existem muitos conflitos de ideias e todos também tem egos difíceis de ser controlados. Além disso o fantasma da falta de Andre atormenta o grupo até hoje, e aí sim a sua popularidade se torna um problema: dizem as más línguas que sem ele, o Angra não passa de uma banda vazia que está na ativa apenas pela obrigação de carregar o nome poderoso do Angra. Isso pode ser um pensamento exagerado, mas pode ser confirmado pelos fatos que vão comprovando o fim da banda: a mudança na sonoridade, as fofocas, a saída de Edu Falaschi... tudo isso gera suspense e audiência para qual será o novo capítulo da banda.

Banda: Nightwish
Estilo: Metal Sinfônico
Porque é um negócio: A banda que foi uma das precursoras do estilo Metal Bela e a Fera se tornou um negócio quando lançou o disco "Once" em 2004. Ele foi um sucesso comercial que trouxe músicas com o intuito claro de ser assimilada pelo grande público mainstream, a ponto de seus clipes "Wish I Had An Angel" e "Nemo" serem transmitidos pela MTV. Essa transição de uma banda lendária do Metal Sinfônico para uma banda mainstream metida a gótica (que virou modinha temporária) era por causa do empresário e marido da vocalista Tarja Turunen, uma vocalista que também era mais famosa que a banda inteira junta. É dito que Tarja andava mais afastada do grupo e até queria ganhar mais dinheiro que os outros, e por tudo isso ela foi demitida da empresa, digo, da banda. Foi lançado o DVD "End of An Era" que mostrava a última turnê da banda até então, e no dia seguinte, Tarja Turunen foi demitida via website oficial da banda, com uma carta assinada pelos demais integrantes. Que jeito estranho de resolver conflitos!

Pra continuar a tocar a empresa pra frente, o Nightwish realizou testes pra arranjar uma nova vocalista. Arranjou uma depois de muito tempo, Anette Olzon, que não tinha voz lírica como Tarja e por isso fora odiada pelos fãs. Essa história é parecidíssima com outras, né? Pois bem, o disco com sua participação "Dark Passion Play" dividiu opiniões entre os fãs e depois de um tempo o álbum "Imaginaerum" foi lançado pra calar a boca de todo mundo que dizia que a banda não tinha mais jeito. E tudo estava perfeito, ATÉ QUE Anette estava doente e foi substituída num show sem ser consultada. Ela ficou indignada e mostrou seu descontentamento na internet, e logo veio a resposta da empresa: "Anette, você está demitida. Reclamou, vazou". Hoje a banda tem outra vocalista (Floor Jansen, com longo tempo de estrada) pra acabar sua turnê. Não se sabe se ela vai ser integrante oficial depois disso.


Impressões
O que percebemos em todas essas "biografias" é que as bandas nunca tem uma trajetória estável. Sempre estão fazendo troca troca de integrantes, vendendo sua imagem e gerando fofocas sobre seu futuro. E é isso que mais traz a impressão da banda ser apenas um negócio: com tanta instabilidade, os integrantes se sentem na obrigação de trabalhar e carregar o nome da sua banda pra frente, independente da sua própria felicidade e convívio com os outros.

Este artigo o tempo todo trabalhou com fatos, e a partir deles gerou suposições e premissas. É claro que nenhuma banda vai admitir que está na pista apenas pra negócio, vai rolar aquela demagogia básica de "nós vamos ficar unidos pra tocar música de qualidade como vocês querem" e blá blá blá. Mas a instabilidade que as bandas mostram que é o ponto chave pra qualquer um começar a desconfiar sobre o quanto ela está a vontade ao continuar na ativa.

Também podemos observar certos fenômenos acerca dessas bandas: elas sempre estão sendo destaque em algum site ou revista de Metal por não estarem fazendo mais que sua obrigação (fazendo show ou dando entrevista), ter uma base de fãs grande, fanática e acéfala (que cai com o perfil descrito no artigo "Fenômenos musicais: fãs / posers), e até uma base de anti-fãs! Esses são os fãs que acompanham tudo que a banda faz, mas em vez de pagar pau pra ela, desce o pau nela! Você pode ver em qualquer comentário de notícias sobre o Sepultura, vai ter um cara falando que a banda já morreu e não vale a pena esperar nada dela. Se fosse verdade, por que ele estaria comentando? No fundo ele quer ver a banda ser menos vendida e deixar de ser instável como todo bom fã assumido e fanático.

A conclusão que tiramos disso tudo é que é tudo culpa da fama, sucesso e instabilidade que as nossas bandas queridas passam que nos amedronta. E nós somos tão medrosos que temos medo de escutar uma música e descobrir que ela não foi tocada com a mesma emoção que sentimos ao ouvi-la. Aquela música do Angra é tão linda, mas será que os músicos estavam inspirados quando estavam tocando-a, ou só gravaram pra continuar a "marca Angra"?

Seja qual for a intenção das bandas ao fazerem suas músicas, este autor dá um conselho: não se envolvam demais com gente que vocês não conhecem. Pois quando uma banda acabar ou simplesmente mudar de integrante mais popular, vocês ficarão tristes, depressivos, haverá choro e ranger de dentes, mas não perceberão que estão tristes por pessoas que nem te conhecem. O sentimento que você tem por uma banda ou artista nunca é recíproco, é apenas pessoal e ilusório, uma ilusão que conforta.

Então não se apeguem tanto às coisas, isso vai te livrar de muitos descontentamentos ou decepções. Ou como diria aquelas famosas frases de internet: "Cansei de chorar por quem não me dá valor =( ". Aaaahh... Enfim, você fica com uma banda que também é tachada de "negócio". Adeusmetal.

Teoria da relatividade

É muito comum entre pessoas mais cultas (ou pretensiosas) a crença que a música de massa (ou música popular, que está destinada ao povo, que está no segmento mainstream, etc) é uma arte produzida com baixa qualidade, cheia de clichês e fórmulas, e sem complexidade nenhuma para que ela atinja o máximo de pessoas possível e agrade o gosto comum de todas elas. Feito isso, o povo vai gostar das músicas, dos seus artistas correspondentes e vão consumir todas as suas obras fonográficas, enriquecendo as gravadoras e grandes corporações. Nesse pensamento, passa-se a considerar a música de massa como um tipo de negócio mercenário com o único intuito de lucrar, combinando com o objetivo do sistema capitalista.

O que há de errado nesse pensamento? Bom, nada. O Sistema age dessa forma com as obras fonográficas mesmo. Mas, pra sobreviver nesse sistema, todos precisam se vender, não é? Tanto as bandas underground quanto as mainstream precisam de dinheiro pra sobreviver, pois nenhum ser humano consegue fazer fotossíntese pra viver, e os sistemas político-econômicos alternativos não são viáveis. Pelo menos por enquanto.

Mas os cultos rebatem esse argumento dizendo que, não é porque a banda ou artista precisam comer do pão de cada dia que eles vão necessariamente fazer obras de baixa qualidade, "ou se vender", como eles gostam de dizer, usando esse termo como sinônimo pra: se tornar ruim, se perder, se afastar das raízes, etc.

Perguntamos de novo: o que há de errado nesse pensamento? Até agora nada, de novo. É verdade que nenhuma banda precisa mudar seu estilo pra uma mais acessível, por isso que muitas bandas são bem sucedidas sendo independentes, underground e tem uma legião de fãs fiel, mesmo que a maioria das pessoas não a conheça. Por exemplo o Matanza, ele não precisa aparecer na Globo pra ser uma banda bem-sucedida.

Então chegamos ao final desse pensamento: já que as bandas e artistas adotam uma sonoridade mais acessível por todos e facilmente assimilável, conclui-se que nenhuma delas se esforça o bastante para fazer obras boas e dignas de serem ouvidas, estando na condição de meras peças industriais e sem valor intelectual, pois nem passar mensagem, elas passam, só servem pra entreter as pessoas menos cultas. É óbvio que existe uma grande e nítida diferença entre Black Country Communion e Michel Teló, perfeitos exemplos de música boa e ruim.




Agora sim, o que há de errado na conclusão desse pensamento? O que está errado é a principal conclusão dela: se uma música é comercial, não passa uma mensagem relevante, não é bem trabalhada ou complexa, bem produzida nem é ao menos underground, essa música é, por consequência, ruim.

O que há de errado nisso? Ué, você não vê? Não se pode determinar que uma música é ruim só porque ela não preenche tais requisitos citados acima, assim como não é possível determinar como música boa uma que preenche esses quesitos. Por que não??? Porque existe um velho ditado que diz "Gosto não se discute".

E é exatamente isso que a Teoria da Relatividade fala (não a do Einstein, a dessa Bíblia mesmo): Tudo é relativo. O que você gosta pode não ser o gosto do outro. Se criaturas curtem Black Country Communion, outras curtem Michel Teló. Tem gosto pra tudo, uai! E qual dos dois é melhor? Caramba leitor, nenhum é melhor que outro! Não existe esse negócio de melhor e pior, existem apenas preferências pessoais! E é essa relatividade que este autor vai provar, contestando os vários argumentos que os rockeiros pretensiosos usam pra desmerecer e desrespeitar artistas populares como Michel e outros hereges.

E pra começar, é bom começar pelo argumento destes artistas serem comerciáveis, "se venderem", etc. Pois bem, o fato inegável é que o sistema capitalista exige que todas as pessoas se vendam, então ninguém está livre de ser chamado de prostituto! Pensemos: o que uma prostituta faz? Fica na calçada da rua esperando ser comprada, assim como você vai no açougue comprar meio quilo de frango. De onde veio esse cadáver de frango? De uma fábrica que mata frangos e tem trabalhadores que fazem esse trabalho. Esses trabalhadores são pagos pelo seus devidos serviços, os tornando meros "vendidos". No sistema capitalista, trabalhar é igual a se prostituir, ou, se vender. Acusar uma banda de ser vendida é não olhar pra si mesmo e perceber que é uma prostituta! Por isso esse argumento do "comerciável" e "se vender" abrange TOOOODO MUNDO, então não é válido. Leia o artigo O que é 'se vender' pra entender melhor esse conceito.

Que tal analisarmos um argumento melhor formulado? O mais conhecido é que a música popular tem cantores que não falam nada de importante ou relevante, e ainda alienam o público e os deixa cego para as coisas que acontecem no mundo, pois não tem um papel conscientizador. Diferente do Rock, que sempre bateu de frente com a Sociedade com seus temas que causam raiva, desprezo, inquietação, medo, indignação na Sociedade, a música popular sempre foi um mero entretenimento, sem valor verdadeiro.

Esse argumento até poderia ser válido, mas o fato é que todas as músicas tem o único papel de entreter o ouvinte. Afinal, ela é uma arte, e assim como a dança, pintura, arquitetura, poesia e tantas outras artes, ela tem o objetivo de expressar alguma coisa, um sentimento, uma ideia, uma visão particular do autor da obra sobre algo, etc. E no fundo, essas artes só tem valor completo para o autor, pois os seus receptores vão apenas tratá-las como entretenimento. E mesmo quando elas tem o dito "papel conscientizador", não vão impulsionar ninguém a mudar o mundo. Com a música é a mesma coisa: ela pode abordar temas mais sérios e pertinentes como política, sociedade, ter assuntos antropológicos que mexem no consciente e trazem reflexão, mas isso é opcional, não uma regra. Por isso que curtir músicas engajadas é apenas uma preferência pessoal, nada mais que isso.

Entretanto, há quem diga também que os temas da música popular são muito banais e batidos, porque é sempre "amor", "amor não-correspondido", "não consigo viver sem você", "estou triste por não ter você", "hoje a balada vai ser boa", etc. Mas que tal questionar a validade das letras de Rock? Ele é um estilo hedonista que busca o prazer sem limites e nem se importa com amanhã, temas que não contribuem para o crescimento pessoal de ninguém. E o Metal também não fica pra trás: fala de histórias fantasiosas ou resolve se meter a falar de anti-cristianismo, morte, histórias de terror, blá blá blá. Isso lá é edificante? Traz crescimento pessoal? Aaaah, mas você gosta né! Olha a relatividade agindo de novo. O que é bom pra você pode não ser pros outros, e vice-versa.

Um fato que devemos observar também é que qualquer gênero pode ter temas "conscientizadores", isso não é privilégio do Rock. Bob Marley se engajava muito em política com suas obras de protesto; o Rap fala constantemente da vida das pessoas marginalizadas; as bandas mais alternativas buscam temas reflexivos e antropológicos... até a Pitty se engajava nesses temas antes de virar uma garotinha fútil!


Enquanto isso, o AC/DC fala sobre diversão ou Rock and Roll, e é uma banda adorada até hoje que não acrescenta em nada pra uma sociedade melhor e mais evoluída. Inclusive o eu-lírico da música acima fala de uma mulher que mexe com a cabeça dele, o que não diferencia muito de "Ai, Se Eu Te Pego". Só a linguagem é diferente, porque nos dois casos o homem está flertando com a mulher. E depois, vai ser o gosto pessoal de cada indivíduo que vai predominar no julgamento de qual música é melhor. Você está começando a entender ou assimilar esse pensamento de relatividade, leitor?

Continuando o assunto, talvez você pense: essa música do AC/DC é melhor que a de Michel, porque é mais trabalhada, mais complexa, tem uma boa composição e a habilidade dos artistas enriquece a obra. Aqui entramos no outro argumento, que é o da complexidade.

Costuma-se afirmar que uma música bem produzida, bem trabalhada, complexa, técnica e que explora várias experimentações é que é boa, e que as músicas ruins são as que não cumprem esses paradigmas. MAS, uma música possuir técnica não vale de nada se ela não tem feeling. Pra quem não sabe, feeling é o sentimento, emoção, mensagem ou clima inserido na obra, que faz o ouvinte se contagiar, se emocionar ou se admirar. E o feeling pode existir independente da técnica imprimida na música. Tanto que muitas podem não ser nada complexas e serem muito prestigiadas...


... enquanto outras podem ser virtuosas, complexas, técnicas, mostrar um show de teoria musical, mas não terem feeling nenhum.


Por isso o feeling é essencial, o mínimo necessário que uma música precisa pra ser agradável. Com certeza só os "fãs de técnica" gostam dessa obra do Yngwie Malmsteen! E quantas amam de "Hey Jude" dos Beatles? Ih, muitas, de perder a conta. Isso prova que gostar de técnica é só uma das milhares de preferências que alguém pode ter, não uma desculpa pra desmerecer as outras músicas que não são complexas.

E apesar disso ser um fato consumado, os "cultos" dizem que esse papo de feeling é só uma desculpa pra desmerecer as músicas complexas, pois quem não gosta delas, não tem capacidade bastante pra lidar, registrar, distinguir, entender, assimilar e apreciar a enxurrada de informações contidas numa musiquinha. Traduzindo: os "cultos" chamam todos que não gostam do que eles gostam de ignorantes! Existe demonstração de preconceito e intolerância mais perfeita que essa? Isso é muito lindo!

Pense só, leitor: é mais agradável ouvir uma obra em que você precise forçar a mente pra entender cada acorde tocado e ainda se manter em atenção constante, ou uma obra que você sente a pegada logo de início e nem precisa se preocupar com surpresas adiante? Até o pessoal que gosta de complexidade já calejou bastante seus ouvidos pra apreciar "Another Brick On The Wall" como uma música de entretenimento ou mera "música de fundo" enquanto faz alguma coisa qualquer. Os pretensiosos arrogantes associam "gostar de música facilmente assimilável" com "ser ignorante", ao invés de "preferência por comodidade"... ou pura preguiça.

Mas qual a razão de tanta arrogância, intolerância e preconceito? A razão é que lá no fundo, todos os fãs de música que se comportam desse jeito são egoístas, e adotam uma mentalidade elitista. Uma pessoa é elitista quando se julga uma das únicas capacitadas, merecedoras e dignas de ter acesso às coisas, bem como as únicas capazes de apreciá-las. Desse jeito elas se sentem fazendo parte de uma elite, privilegiadas por ter algo que quase ninguém tem. Quase, pois alguns poucos seres humanos também podem ser capazes de compartilhar os mesmos gostos, se forem dignas disso. Só não podem ser muitos, porque aí perde a graça! A graça de ser elitista é o prestígio e auto-estima que se sente ao ser um dos únicos a usufruir algo.

Assim os elitistas da música se sentem especiais e abençoados por ouvir coisas que quase ninguém ouve - ou que ninguém é interessado em conhecer - pois não são como a ralé que não tem cultura de verdade, cultura de elite, cultura de gente decente e de bem que está um nível acima. É como um rico que come caviar e acha que é muito bom, mesmo que esse troço tenha cheiro de buceta mal lavada, sabe?

Ah, este autor não tá dizendo que você não pode gostar de Yngwie Malmsteen sem ser chamado de elitista pedante e preconceituoso, pois você pode ter essa personalidade independente de suas preferências.

E o elitismo também pode vir com um outro sintoma clássico e grave, que é Síndrome de Underground. Ela é a síndrome que te dá atestado de extremista e elitista, pois você começa a se apegar a coisas que não são conhecidas pela maioria, ou até por ninguém. É essa síndrome que dá ao doente o poder de desprezar qualquer coisa pop, mainstream, modinha, e consequentemente, as pessoas que gostam dessas coisas. A mente do doente fica totalmente envenenada por essa síndrome, e ela acredita piamente que gostos definem o ser humano, como se ele fosse inteligente por gostar de MPB, ou retardado por gostar de Mamonas Assassinas. Isso se chama preconceito.

Entenderam porque os rockeiros "cultos" não gostam de pop? Porque acham que são especiais e não devem se misturar com a gentalha. Eles arrumam qualquer desculpa pra continuarem sendo egoístas, preconceituosos, arrogantes, metidos a sabichões, e outros adjetivos pejorativos. Vale tudo pra desmerecer a música popular e defender seu próprio gosto: chamar o povo de ignorante e sem cultura, se dizer culto e sensato, arrumar argumentos tortos que validam a forma errada dele pensar... até dizer que este autor está perdendo o rumo e agora anda traindo o movimento defendendo a música popular! Isso com certeza vai acontecer em breve!

Mas o objetivo desse artigo é mostrar como a Teoria da Relatividade ("Tudo é relativo") está certa, pois ninguém é igual a ninguém. Cada um tem sua própria vida, suas próprias experiências, contexto social, e com isso, preferências pessoais. Então o mínimo que se deve fazer pra tornar o mundo menos ruim com isso é respeitar o próximo. Desrespeitar alguém/um grupo/a sociedade inteira por ela não se encaixar nas suas preferências é ser exigente, egoísta e generalizante, e principalmente desrespeitoso. Discriminar alguém pelo gosto pessoal é uma das maiores mostras de falta de bom-senso que alguém pode expressar. E mais do que isso, é se levar a sério demais.

Ok, esse discurso é muito bonito e politicamente correto, mas este autor vai ouvir Michel Teló porque ele disse tudo isso? Não, pois as obras de Michel não fazem o estilo dele, e ele tampouco vai passar a considerar suas obras como boas um dia. Não seria hipocrisia ele defender uma coisa que ele nem curte? Não, porque é mais que possível respeitar algo que você não gosta. Como é possível? É simples, é só deixar de frescura, e principalmente, passar a considerar tudo como música, não tendo ressentimento desnecessário por nenhum gênero. Você não vai morrer se Michel Teló lançar mais um hit nas rádios. Ele não vai matar sua mãe. Não vai desgraçar sua família. Não vai te amaldiçoar com magia vudu. Não vai colocar o pé na sua frente pra você tropeçar, te fazendo cair no chão de olho num prego, te fazer cambalear de dor e ser atropelado por um caminhão desgovernado e lançar seu lindo corpinho num penhasco onde você vai ser decomposto em pedacinhos quando chegar ao chão depois da altura de 8.765 metros abaixo. Então pra que ter raiva incondicional de um cara que você nem conhece?! Ou de um estilo musical? Ou de algo que não faz diferença na sua vida realmente?

A intolerância é um câncer que se alastra no mundo. O respeito é a sua cura. Basta um pouco de boa vontade pra fazer esse remédio agir na sua mente. Assim você deixa de pensar em coisas como "Gosto não se discute, se lamenta". Lamenta-se quem se acha superior a alguém por gostar de uma coisa diferente. Quem você acha que é?

O além

De onde viemos? Pra onde vamos? O que nos espera no além, se é que há um além? Essas perguntas são perigosas para os humanos que se aprofundarem nelas sem um preparo, podendo causar-lhes depressão, desejos suicidas e os sentimentos mais agoniantes e aterrorizantes já sentidos, semelhantes a dor de ter a pontinha do dedo cortada por papel, a frustração por não conseguir resolver o cubo mágico, o sofrimento de ter morrido mais de 666 vezes no Jogo Mais Difícil do Mundo e não ter passado nem do nível 10...

Seja qual for a resposta que encontrarmos pra essas perguntas, elas não são precisas nem certeiras, pois não podemos ver o futuro. As respostas só podem ser formuladas a partir das nossas impressões, palpites, considerações que temos sobre as coisas, seguindo nossa natureza. Ou seja: o que será do futuro, não sabemos exatamente. Ele será apenas o que nós acreditarmos ou quisermos que ele seja.

Pra entender melhor esse modo de pensar, vamos responder uma das perguntas mais fundamentais e "polêmicas" da nossa época: "Quando os rockstars antigos e consagrados morrerem, o que será do Rock?"


Neste momento os leitores entram em profunda depressão por já imaginarem coisas negativas pro futuro dele. Eles pensam basicamente que o Rock será esquecido totalmente pelas futuras gerações por não haver mais referências de rockstars, muito menos vivos. Não haverá ninguém com a língua tão avantajada quanto a de Gene Simmons, ninguém tão gay e tão macho ao mesmo tempo quanto Rob Halford, ninguém tão feio e rouco como Lemmy Kilmister, ninguém tão guitar hero quanto Slash... O futuro do Rock é ser enterrado no momento em que seus rockstars e representantes forem pra tumba.

E na cabeça desses pessimistas e falsos profetas, os rockstars já estão com um pé na cova. Geralmente eles botam na cabeça que o Rock está morto quando veem seus ídolos atualmente, totalmente diferentes de antigamente, em sua "época de ouro".



Por exemplo, Axl Rose não consegue mais correr e cantar ao mesmo tempo...




E Slash não pode mais exibir seu tórax pras mina pirar.






Enquanto o tempo não fez bem pra Patti Smith...










As ex-Runaways Joan Jett e Lita Ford não podem mais ficar fugindo por aí.


Paul McCartney encara o tempo, mas envelhece like a sir...



Enquanto Mick Jagger não tem uma amizade muito piedosa com o tempo. Mas continua moving like jagger.



Ringo Starr deixou a barba crescer e o cabelo encolher...



Assim como Dee Snider que está irreconhecível sem cabelão bufado nem maquiagem.

Outro irreconhecível é Robert Plant, que você certamente não saberia quem é sem aviso prévio...



Mas um que teve a idade como aliada foi Alice Cooper, que acabou tornando-o mais assustador. Nem precisa de maquiagem!



Falando em maquiagem, Gene Simmons precisa de uma pra sobreviver. Por fora, igual, mas por baixo dela, a senilidade aparece.






No caso de James Hetfield, a senilidade só aparece no cabelo e na barbicha. Na mente das fãs, ele continua bonitão.

Outro bonitão que sobreviveu ao tempo foi Jon Bon Jovi, que as mina pira até hoje! Ele tem a mesma síndrome de Celso Portiolli, que não deixa o tempo agir na sua face.




Já Bret Michaels continuou bonito... os olhos azuis.



Steven Tyler agora tem cara de tia velha que já foi muito rodada na vida.



E este é David Coverdale, se você não reconheceu. É difícil mesmo.




Esse dá pra reconhecer pela cor dos olhos diferentes: é David Bowie.

Partindo pro modo easy, todos já sabem como está o Ozzy hoje em dia... mas o filho dele não! ELE TEM BARBA!!!



E esse é Angus Young, que já deixou de ser young.




Por último nessa exposição... não era preciso mostrar como Keith Richards está atualmente de novo, mas vale a pena reforçar.







Além da velhice dos rockstars clássicos, os rockeiros ficam com depressão por também verem que seu amado estilo musical não aparece nas rádios nem TV, onde a nova geração nem ao menos teve o gosto de ouvir algo como Aerosmith tocando num canal normal de TV. Seu único refúgio é a internet, que não são todos que podem acompanhar as novidades que aparecem a cada segundo.

Então, dado tudo isso, o Rock vai morrer no futuro não é?

NO!

Essa resposta acima é meio certa. Se você (você mesmo, você que está lendo) deixar que o Rock se torne uma mera lembrança que só foi vivenciada pelas antigas gerações, o Rock vai mesmo morrer. Mas se você deixar de viver de passado e prestar atenção às coisas boas que estão no presente, vai construir um futuro bem rock and roll.

Esse é o problema dessa geração atual (e a antiga também, porque não?) com relação ao Rock: ela está muito presa ao passado e não deixa que as novas bandas se tornem seus futuros ídolos, não as prestigiando e muito menos as conhecendo. Existe tanta coisa boa por aí, é só pesquisar, procurar e ver com seus próprios olhos. Veja ALGUNS exemplos disso:




Todas essas bandas mostradas lançaram discos em 2012 e tem pouco tempo de estrada. Sua popularidade é quase nula, devido aos fãs rockeiros que preferem dar mais valor às velharias que às coisas novas e atuais. Até dá pra entender porque eles fazem isso, pois já estão acostumados a reverenciar os clássicos, os lendários gigantes que pisavam na terra-média e davam o ar de sua graça e grandiosidade, e contagiava os mortais com sua energia pulsante e suas músicas poderosas e contagiantes... Mas é um erro achar que isso foi uma época que não volta mais, que só porque foi uma época passada ela não pode se repetir no futuro.

Alguns gostam de se prender a essa filosofia mente-fechada argumentando que "ninguém mais será como os rockstars clássicos já foram". Sim, é verdade, ninguém será tão brilhante quanto John Lennon, Jimi Hendrix ou Janis Joplin foram, mas isso não é motivo pra não prestigiar os novos artistas que estão lutando pra ter um lugar ao sol. Afinal, eles não estão tentando ser como os artistas clássicos, estão tentando alcançar a sua atençãos endo eles mesmos.

E é VOCÊ quem decide se o Rock vai continuar vivo nas futuras gerações ou se ele vais e tornar peça de museu e apenas visitado pelos filhos dos seus filhos que não irão vivenciá-lo, mas só encará-lo como uma fotografia velha e não conhecendo o valor que ela já teve na época. Deixe de viver no passado e construa um futuro concreto.