08/02/2017

Retrô 2011: Brazuca

= Este artigo foi publicado originalmente em 17/01/2012 =

Aqui está a primeira parte dos arremedos de resenha que este autor sempre faz no começo do ano, pra falar dos discos do ano passado. Lembrando que esta Bíblia não resenha demos, LPs, EPs, singles, splits, álbuns de covers, compilações, regravações, relançamentos com uma ou outra coisinha inédita, DVDs, nem obras ao vivo. Seria trabalho demais pra uma pessoa só!

Neste ano existem 6 categorias para dividir o tanto de discos que foram lançados, que são: Rock N' Metal, falando de Rock e Metal tradicionais; Prog & Pagan falando de Progressivo e Folk/Viking Metal (os discos foram tão poucos nesses estilos que tiveram de ser encaixados juntos!); Melódico que fala de... coisas melódicas; Extremo, que fala das coisas... extremas!!!; e Destaques, falando dos discos que foram mais esperados ou receberam maior repercussão..

E esta categoria é a chamada Brazuca, e ela tem como objetivo dar uma forcinha ao Rock/Metal nacional e divulgá-lo ao público deste site. Essa ideia surgiu depois que um certo vocalista de Power Metal disse que é só a banda dele, e mais aquela que tem um negro no vocal, que representam o Metal brasileiro; e que se essas bandas acabarem, o Metal vai enferrujar. Não que o público deste site acredite mesmo nessa tese, mas ele também não conhece a fundo o Rock/Metal da própria terra (assim como o resto do povo), e fica sabendo mais do que surge lá fora. Afinal, que bandas são noticiadas? As lá de fora. E por que ninguém sabe das bandas daqui? Porque as notícias são pouquíssimas ou quase zero. A alma do negócio é divulgação! E é pra isso que essa categoria serve, pra divulgar o som de Odin nas terras tropicais do Samba, praia, caipirinha e prostituição. Deleite-se.

Retrô 2011: Brazuca

Banda: Dr. Sin
Álbum: Animal
Estilo: Hard Rock

Sobre a banda: Dr. Sin é uma das bandas mais conhecidas do Brasil, geralmente conhecida pelo seu hit "Futebol, Mulher e Rock and Roll". Mas a banda é mais que isso! Tem 21 anos de carreira, 10 discos, e apenas 3 músicos, suficientes pelo talento que mostram.
Sobre o álbum: O álbum está animal! Que foi? Você sabe como este autor gosta de fazer piadinha infame Mais uma vez o trio nos surpreende com seu Hard Rock flertando com Progressivo e esbanjando técnica e feeling, como a banda sempre faz com total domínio. E surpreende também ao perceber que cada música tem sua própria cara e seu próprio estilo, umas com harmonia cadenciada, outras com riffs mais pegajosos, outras mais apelativas, outras mais melódicas, outras agressivas, e por aí vai. É até difícil destacar uma música, e mais ainda um só integrante pela sua atuação, pois tudo é grandioso. Resumindo, o disco é uma prova de como há um grande tesouro já lapidado no Brasil, e que só o que falta para ser valorizado, é ser divulgado. Talvez fossemelhor se esse disco fosse cantado em português, pra enaltecer ainda mais a brasilidade, Mas...
Gravadora: Laser Company
Faixas:
01. Animal
02. Lady Lust
03. U R Deleted
04. Faster Than a Bullet
05. Train of Pain
06. Seven Sins
07. Pray for Tomorrow
08. The King
09. Heroes
10. Life
11. Drifter
12. Those Days
13. Witness
14. May The Force Be With You
15. Ninja

Banda: Madame Saatan
Álbum: Peixe Homem
Estilo: Heavy Metal

Sobre a banda: Madame Saatan é uma banda nova que conseguiu seu espaço bem rápido, tanto por cantar em português quanto por ter uma vocalista (mulher sempre atrai marmanjos), que ainda por cima canta com sotaque regional de seu lugar de origem, que é Belém do Pará. E você pensando que só tinha Banda Calypso de bom nesse lugar, né! Além disso, a banda também possui influências regionais brasileiras, fazendo-a ter uma originalidade excepcional.
Sobre o álbum: Desde 2003 até agora, a banda tem se apresentado em festivais independentes e acabou estabelecendo sua “base” em São Paulo, um detalhe importante pra quem notou certa tensão e peso nas obras de "Peixe Homem". A firmeza e força que a banda apresenta, unida ao seu regionalismo tradicional fazem uma mistura muito agradável e marcante, fazendo todos entenderem o sucesso rápido que a Madame conquistou. A produção também foi muito bem trabalhada por Paulo Anhaia e Alan Douches, aumentando o nível do álbum. Ainda que sejam apenas de Heavy Metal, toda a tensão e pressão que elas transmitem tornam o álbum extremamente visceral e profundo, de uma singularidade que é admirável. "Peixe Homem" é uma ótima pedida pra quem gosta de originalidade, Metal pesado, e não se incomoda com sotaque regional.
Gravadora: Doutromundo Discos
Faixas:
01. Respira
02. Fúria
03. Até o Fim
04. Sete Dias
05. A Cicatriz
06. Invisível
07. A Foice
08. Moira
09. Rio Vermelho
10. Insônia
11. Sonâmbula
12. Sombra em Você

Banda: Carro Bomba
Álbum: Carcaça
Estilo: Heavy Metal

Sobre a banda: Carro Bomba é umas das raras bandas não-famosas que cantam em português e que tocam Rock pesado de altíssimo nível, de deixar gringo no chinelo. A banda que está na ativa há oito anos apresenta músicas ótimas e já é uma das referências de Rock em português, digno não só de prestígio como de maior divulgação, o que infelizmente não é o caso.
Sobre o álbum: O tal do Rock Pesado (chamado de Heavy Metal) da banda é de agradar qualquer fã do gênero, com músicas contagiantes que passam uma energia incrível. Talvez alguém possa dizer que a voz de Rogério Fernandes não é lá muito boa, mas combina tão bem com a sonoridade da banda que é impossível colocar defeito. As influências de Black Sabbath e Dio que tornaram a sonoridade da banda tão única e marcante não foram esquecidas, conseguiram ser melhores e alcançar níveis superiores, fazendo muitos considerarem Carcaça o melhor álbum da banda, e um dos melhores álbuns do ano no Brasil. Imperdível.
Gravadora: Laser Company
Faixas:
01. Bala Perdida
02. Queimando a Largada
03. Carcaça
04. Combustível
05. O Medo Cala a Cidade
06. Mondo Plastico
07. Blueshit
08. Corpo Fechado
09. O Foda-se III
10. Tortura

Banda: Matanza
Álbum: Odiosa Natureza Humana
Estilo: Rock Pesado e do bão

Sobre a banda: Matanza não pode ser rotulada facilmente, tem influências de Country, Hardcore e Heavy metal, tudo isso unido resultando no simples e puro Rock pesado. A banda que já faz sucesso no Brasil há mais de 16 anos cantando em português e é ícone do Rock brasileiro, adorada por todo mundo, desde jovens que nunca tomaram um porre e piram com as músicas sobre cerveja, as mulheres que ignoram certas letras machistas e qualquer um interessado num som direto e grosso.
Sobre o álbum: Devido a insatisfações relacionadas com a carreira, o compositor e guitarrista Marco Donida transformou toda sua raiva em música, e eis que esse álbum foi criado. Se uma palavra o resumisse, certamente seria misantropia . Ele está carregado de riffs rápidos, batidas furiosas e composições inspiradas, movidas pela vontade de liberar sua raiva na desprezível e decadente raça humana, compondo o disco mais sombrio (em termos de temática) da carreira da banda. Outro detalhe é que o disco foi feito em apenas três dias e numa fita de rolo, sem nenhuma arrumação digital, tornando a obra bem mais humana, em contraposição com o clima pesado e misantropo. O resultado que encontramos é um desabafo pesado e espontâneo, um dos melhores trabalhos de uma banda que sempre foi verdadeira em suas músicas, que agora, mais honesta e melhor que nunca.
Gravadora: DeckDisc
Faixas:
01. Remédios Demais
02. Em Respeito Ao Vício
03. Ela Não Me Perdoou
04. Escárnio
05. Tudo Errado
06. Saco Cheio e Mau-Humor
07. Odiosa Natureza Humana
08. Carvão, Enxofre e Salitre
09. Amigo Nenhum
10. Conforme Disseram As Vozes
11. Melhor Sem Você
12. A Menor Paciência
13. O Bebum Acabado

Banda: Shadowside
Álbum: Inner Monster Out
Estilo: Heavy Metal

Sobre a banda: Shadowside é uma banda já consagrada nessa nova safra de Metal brasileiro, que atrai atenção pela sua força e energia poderosas e pelo potencial gigantesco que apresenta. Mas seu sucesso deve-se principalmente pela vocalista Dani Nolden, pois nada melhor que uma mulher pra atrair a nação headbanger.
Sobre o álbum: Do último CD de 2009 “Dare To Dream” para este, percebemos uma clara evolução nas composições das músicas, tornando elas mais encorpadas e maduras, com um profissionalismo que não perde em nada para qualquer banda estrangeira - e nem deveria ser assim. Também existem alguns efeitos eletrônicos e algumas linhas de guitarra que remetem ao Metal Alternativo, que podem até soar deslocadas, mas podem ser relevados se levar em conta que isso foi fruto da evolução da banda. O álbum também contou com participações de Björn Strid (Soilwork), Mikael Stanne (Dark Tranquillity) e Niklas Isfeldt (Dream Evil) na música “Inner Monster Out”, mas honestamente, dane-se, porque o destaque de todas as músicas ficou mesmo para Dani Nolden, que tem também evoluiu sua voz fazendo-a mais poderosa, contagiante e versátil ainda, comandando o instrumental também bem-trabalhado, grandioso e pesado. "Inner Monster Out" é um grande disco que mostra a nata do Heavy Metal e vai muito além com o potencial que o Shadowside pode oferecer. Este é um dos melhores álbuns de 2011.
Gravadora: Voice Music
Faixas:
01. Gag Order
02. Angel With Horns
03. Habitchual
04. In The Name of Love
05. Inner Monster Out (feat. Björn Strid, Mikael Stanne, Niklas Isfeldt)
06. I'm Your Mind
07. My Disrupted Reality
08. A Smile Upon Death
09. Whatever Our Fortune
10. A.D.D.
11. Waste of Life

Banda: Ecliptyka
Álbum: A Tale of Decadence
Estilo: Power Metal, Symphonic Metal

Sobre a banda: Talvez o maior destaque brasileiro de 2011, o Ecliptyka chamou a atenção por tocar Metal melódico e ter uma vocalista bonitinha... coisa que já aconteceu com outra banda, o Holiness. E como o Holiness, o Ecliptyka foi destaque também por ter uma identidade única em meio ao tanto de referências e influências que a banda usa.
Sobre o álbum: Essa mistura de influências pode ser sentida de cara quando não conseguimos definir em que rótulo a banda se encaixa. No vocal temos um gutural versátil e uma voz bela e cristalina que fazem o típico “Metal Bela e a Fera”, além do instrumental carregado de influências do Power Metal e até Metalcore (o que nem chega perto de ser um infortúnio). A banda consegue compreender todas suas influências e executá-las com a maior naturalidade e qualidade possível, pronta e preparada para degustação e agrado do ouvinte. Por isso “A Tale of Decadence” é uma obra de alto nível que merece elogios e principalmente ter sido destaque em 2011 (não que a linda Helena Martins não tenha ajudado nisso).
Gravadora: Die Hard Records
Faixas:
01. The Age of Decadence
02. We Are The Same
03. Splendid Cradle
04. Fight Back
05. Dead Eyes
06. Echoes From War
07. Hate
08. Why Should They Pay?
09. Look at Yourself
10. I’ve Had Everything
11. Unnatural Evolution
12. Eyes Closed
13. Berço Esplêndido (faixa bônus)

Banda: Kattah
Álbum: Eyes Of Sand
Estilo: Heavy Metal, Power Metal

Sobre a banda: Lá vem o negão cheio de paixão, te Kattah é uma banda nova que foi formada em 2006 (relativamente é pouco tempo) e teve um EP lançado em 2010 chamado “Lebaunese Aura”, onde vemos a brilhante fórmula do grupo que mistura Metal com elementos de música árabe, resultando num Power Metal similar ao do Angra - banda com quem até já fez turnê pela Europa como banda de abertura.
Sobre o álbum: É bem verdade que essas ditas influências de música árabe (além de passagens pela música típica brasileira também) são por vezes bem tímidas, e a proposta de unir várias sonoridades em um som único e homogêneo não é totalmente conquistada, mas isso não tira o mérito da banda que mostra sua diversidade, criatividade e naturalidade nas suas obras. Destaque para a faixa “Lebanese Aura” que mostra a máxima essência da proposta da banda, que é a faixa que tem mais aura árabe (a faixa completa pode ser ouvida no seu EP). Podemos esperar mais faixas desse tipo no futuro, se ela se esforçar mais em se tornar o diferencial que ela deseja. Por hora o “Eyes Of Sand” já é uma obra grandiosa, não só pela identidade própria já conquistada pela banda como por ser apenas o álbum de estréia. Se você não notar e apreciar o potencial da banda, vai te Kattah.
Gravadora: MS Metal Records
Faixas:
01. Eyes Of Sand
02. This Fire
03. Illusion Of Dreams
04. Deep Feelings
05. I Believe
06. Groupies
07. Lebanese Aura
08. Maracatu
09. Lebanese Aura (versão editada)

Banda: Hibria
Álbum: Blind Ride
Estilo: Power Metal

Sobre a banda: Hibria é uma banda de Power Metal que está na ativa há 16 anos e só faz sucesso lá fora, principalmente no Japão. O som da banda se caracteriza por ser cru e direto demais para o estigma de Power que todos conhecem, fazendo suas obras atraentes por fugir dessa mesmice.
Sobre o álbum: É o caso de “Blind Ride”, que não só tem seu peso e agilidade tradicionais como são maximizados e mais destacados, aumentando o valor e prestígio do álbum. A voz de Iuri Sanson está tinindo de agressiva e melódica como nunca, e os demais instrumentistas estão inspirados em suas composições acertadas e cheias de energia, esbanjando inclusive técnica e complexidade. Além disso, o álbum é inspirado na obra Ensaio Sobre a Cegueira, do escritor José Saramago, o que dá ao Hibria uma riqueza não só instrumental como também lírica. Enfim, pra quem só ouviu o hit “Shoot Me Down”, esqueça, pois é uma música superficial que não capta toda a essência do álbum. Ele está mais cru, direto, agressivo, poderoso e abençoado por Thor como nunca esteve. Vale a pena sair da mesmice do Metal Melódico mela-cueca pra apreciar “Blind Ride” com toda fúria e vigor.
Gravadora: Voice Music
Faixas:
01. Blind Ride
02. Nonconforming Minds
03. Welcome To The Horror Show
04. Shoot Me Down
05. Blinded By Faith
06. The Shelter's On Fire
07. Beyond The Regrets of The Past
08. I Feel No Bliss
09. Sight of Blindness
10. Tough Is The Way
11. Rotten Souls
12. I'm Gonna Live Till I Die (faixa bônus japonesa)

Banda: Almah
Álbum: Motion
Estilo: Power Metal

Sobre a banda: Ela é o motivo desta categoria Brazuca ter sido criada! O seu vocalista Edu Falaschi e integrante também do Angra havia dado aquelas declarações e antes disso já declarava problemas na voz, o que tornou o lançamento de “Motion” muito esperado, tanto pelos que gostavam de suas obras quantos pelos que esperavam que ele se desse mal e terem um motivo pra reclamar. E deu-se que ele foi o álbum mais vendido de 2011 no Brasil, não pela sua obra em si, mas por toda a polêmica que Edu causou. Mas e quanto ao disco?
Sobre o álbum: O disco é surpreendente! Ele definitivamente é ousado em se afastar da sua zona de conforto e expandir os horizontes. Isso começa pela variedade de influências, compostas por pitadas de Progressivo e uma sonoridade Thrash Metal, com a voz de Edu estar mais grave e agressiva! Sim, o Almah está bipolar! Hora com sua melodia e feeling cativantes e outra hora com peso e agressividade impactantes. E isso é feito com tanta precisão, profissionalismo e qualidade, que é incrível demais pra acreditar que estamos ouvindo o Almah de verdade. Isso nos faz concluir duas coisas: que além de ser de longe o melhor disco da banda, toda falta de fé que as pessoas colocam nela é totalmente desnecessária! Se as pessoas dessem mais crédito ao Almah (principalmente a Edu Falaschi), ele não teria uma reputação ruim, não precisaria mendigar fama e destaque disfarçado de protesto, e no fim, não haveria toda a polêmica em torno da sua imagem mitificada. Mas, toda essa polêmica desnecessária pode ser esquecida na audição de “Motion”, que dispensa preconceitos e até críticas ruins, pois é uma obra excelente, acima da média e que merece toda admiração e respeito.
Gravadora: Laser Company, AFM Records, Icarus Records, Victor JVC
Faixas:
01. Hypnotized
02. Living And Drifting
03. Days Of The New
04. Bullets On The Altar
05. Zombies Dictator (feat. Victor Cutrale)
06. Trace Of Trait
07. Soul Alight
08. Late Night in '85
09. Daydream Lucidity (feat. Thiago Bianchi)
10. When And Why

Banda: Mindflow
Álbum: With Bare Hands
Estilo: Progressive Metal

Sobre a banda: Mindflow é um dos grandes nomes do Prog nacional, uma banda nova que já teve a capacidade de andar em turnê com o Dream Theater como banda de abertura e é adorado tanto por fãs de Prog quanto não-fãs de Prog, pois a banda faz o estilo parecer muito menos entediante e bem mais atraente.
Sobre o álbum: Com elementos de Hard Rock e Pop aliados ao seu Prog, “With Bare Hands” não soa cansativo em momento algum, todas as músicas são bem acessíveis. E nada disso faz a banda perder a qualidade, pois podemos perceber mais maturidade e destreza nas suas obras, como “Lethal”, onde tem peso e agressividade não-característicos até chegar ao refrão, “Thruth Into This This Game” com incríveis solos de guitarra, “Walking Tall” com um riff e pegada ímpar, e entre outras músicas, os hits “Break Me Out” e “Breakthrough”, que mostram como a banda pode ser acessível – ao ponto dos refrãos serem incrivelmente pegajosos - e ao mesmo tempo ser técnica com a maestria que só o Mindflow consegue executar. Quem não é familiarizado com Progressivo certamente vai gostar tanto de “With Bare Hands” quantos os já amantes do estilo.
Gravadora: Nightmare Records
Faixas:
01. Break Me Out
02. Reset The Future
03. Breakthrough
04. Walking Tall
05. With Bare Hands
06. Corrupted
07. Under na Alias
08. Shuffle Up and Deal
09. Lethal
10. Thrust Into This Game
11. The Ride
12. Destructive Divice
13. Instinct
14. Fragile State of Peace

Banda: Woslom
Álbum: Time To Rise
Estilo: Thrash Metal

Sobre a banda: Wolsom é uma banda paulista que praticamente viveu no underground, desde 1997 e com cinco demos fazendo shows e mudando de formação, pra variar. O som da banda se caracteriza por ser bem old-school e sem muitas firulas de produção, resultando em obras naturais e impactantes.
Sobre o álbum: Este é o único CD que a banda já lançou na carreira, e felizmente “estreou” em grande estilo. Todo o álbum remete ao bom e velho Thrash Metal do seu auge de tão contagiante que é, tanto nas boas construções quanto no feeling furioso e ágil que faz você voltar ao tempo, mesmo não tendo vivido a época. Na parte instrumental temos guitarras de riffs e solos arrasadores e uma cozinha (baixo e bateria pra quem não sabe, é gíria de resenheiro) muito competente e destruidora. E já que ao longo do tempo o Woslom foi mudando sua sonoridade pra ficar cada vez mais Thrash e mais atraente, podemos considerar este o maior trabalho da banda e um ótimo álbum de estreia! Totalmente recomendado pra quem curte um Thrash Metal com cheiro de poeira e cheiro de suor de gente que acabou de cair do mosh.
Gravadora: Independente
Faixas:
01. Time To Rise
02. Soulless (S.O.T.D.)
03. Power & Misery
04. The Deep Null
05. Mortal Effect
06. Despise Your Pain
07. Downfall
08. Checkmate
09. Beyond Inferno

Banda: Bywar
Álbum: Abduction
Estilo: Thrash Metal

Sobre a banda: O Bywar é outra banda que sempre viveu no underground e agora está com um pouco mais de destaque por causa de seu lançamento. Ela até seria uma banda que dispensa apresentações, mas este autor quer explicar todas né... Ela existe desde 1996, período em que o Brasil estava escasso de Thrash Metal, lançando três discos e quatro splits ao longo da carreira, além da primeira demo.
Sobre o álbum: O Bywar já é um nome consagrado na cena, mas isso não o impediu de querer evoluir e tocar o que gosta cada vez melhor. E o disco chega quase a ser perfeito por agregar tantos elementos do Thrash Metal de raiz, ainda mais com a qualidade técnica e competência dos músicos que te faz ter um AVC ou quebrar o pescoço com a agitação das faixas. É impossível não se contagiar em “Consciously Dead”, “Another Crusade” ou “Black Spirals Of Death” (nomes de dar gosto), não com as ótimas interpretações do vocalista Adriano Perfetto, guitarras bem-trabalhadas e com a cozinha dando o peso com garra e fúria. E vale um destaque para a “Poltergeist Time”, que tem mais de 7 minutos, mas que passam rapidamente de tão boa que é a faixa. Certamente é o melhor registro dessa banda grandiosa que ainda tem muito mais a mostrar, se depender da vontade de esbanjar talento como o Bywar tem de sobra.
Gravadora: Mutilation Records
Faixas:
1. ...The Fourth Kind
2. Poltergeist Time
3. Abduction
4. Toward the Unreal
5. Another Crusade
6. Handful of Evil
7. Ragnarök (The Final War)
8. Starchildren – Alien Concept
9. Behind the Pain
10. Black Spirals of Death
11. Consciously Dead

Banda: Claustrofobia
Álbum: Peste
Estilo: Thrash Metal, Death Metal

Sobre a banda: O Claustrofobia é uma banda de Metal Extremo que tem seu nome registrado na história do Metal brasileiro, sendo essencialmente importante para o entendimento desse movimento no país. Ela existe há 18 anos e tem apenas cinco discos contando com este recente, mas faz muito sucesso no underground e na sua carreira internacional.
Sobre o álbum: Após o ótimo “I See Red” de 2009, temos este excelente trabalho de Thrash Metal com elementos de Death e uma aura mais técnica que nunca, o que não deixa o álbum menos pesado e agressivo. Podemos ouvir desde uma fúria de riffs matadora em ”Pino de Granada”, passar pela perfeita união de Thrash/Death em “Vida de Mentira” e continuar contagiado com a música de protesto “Bastardos do Brasil”, não há uma música que não mostre a total essência da banda - que a própria chama de “Metal Malóka”, que é inclusive uma faixa com levadas incríveis. Quem curte um trabalho pesado, agressivo e o melhor, cantado em português para que todos assimilem a obra melhor, não pode deixar de ouvir uma das melhores bandas do Brasil.
Gravadora: Candlelight Records
Faixas:
01. Peste
02. Metal Malóka
03. Bastardos do Brasil
04. Nota 6.66
05. Pinu da Granada
06. Alegoria do Sangue
07. Bicho Humano
08. Vida de Mentira
09. Caosfera
10. Viva

Banda: Clawn
Álbum: Great Excuse To Domination
Estilo: Brutal Death Metal

Sobre a banda: Clawn é uma banda nascida em 99 que tem apenas duas demos, um EP e dois CDs, o ótimo “Deathless Beauty of the Silence” de 2006 e após cinco anos de espera, toda a experiência e qualidade de um dos maiores registros de Brutal Death Metal brasileiros.
Sobre o álbum: Já comecei a falar do disco antes da hora! Pois bem, a banda juntou ao longo dos anos toda sua bagagem de conhecimentos e experiência para fazer uma obra furiosa, eficaz, técnica e arrasadora. É difícil destacar algumas faixas para dar exemplos, mas algumas em especial superam a média, como “Hateful Redemption” que já introduz o ouvinte ao disco com boa dose de energia, seguindo para “Religious Plague” fazendo menção ao tema tradicional que a banda executa perfeitamente, “Sinner” que possui uma pegada ágil e crua, até a última faixa “Oblivion” que mostra como a banda cumpriu seu “trabalho” de forma magistral. Vale também destacar a atuação do baterista Pedro Corrêa em “Cursed Iheritance”, onde ele mostra sua veia técnica e talento com louvor. No fim, “Great Execution To Domination” é concluído com a idéia que permeou esta sinopse, é simplesmente um dos melhores registros do Metal Extremo de 2011.
Gravadora: Black Hole Productions, Lab 6, Rapture Records, Rotten Foetus
Faixas:
01. Hateful Redemption
02. Unrelenting Need to Kill
03. Religious Plague
04. Disbelief
05. Last Hours of Humanity
06. Sinner
07. Battlefields
08. Fear the Truth
09. Cursed Inherintance
10. Blessed by the Fake Light
11. Revelations of Tormented Thoughts
12. Oblivion

Banda: Cavalera Conspiracy
Álbum: Blunt Force Trauma
Estilo: Thrash Metal, Death Metal

Sobre a banda: O Cavalera Conspiracy foi o que nasceu do afastamento do fundador e guitarrista Max Cavalera do lendário Sepultura em 2007, após um acontecimento controverso e mal-explicado até hoje. Muitos consideram a banda a verdadeira identidade do que seria o Sepultura caso Max continuasse na banda, afinal, só Max consegue ser ele mesmo e compor as músicas que ele mesmo faz.
Sobre o álbum: A briguinha que os irmãos Cavalera fazem cuspindo fogo nos antigos colegas de banda é ruim pros dois lados, pois fica quase impossível não associar as duas bandas, como acontece neste disco: ele pode muito bem alegrar os fãs de “Arise” ou “Chaos A.D.”, discos clássicos do Sepultura. Isso porque o Cavalera se concentrou em fazer um disco autêntico e com a simplicidade que o tornou prestigiado, no caso, a mistura explosiva de Thrash e Death Metal (o que chamam por aí de Groove). Por causa disso, alguns podem fazer ressalvas, seja sobre o disco bater nessa tecla o tempo inteiro, ou até por Iggor Cavalera não ter certo destaque em sua atuação, mas todos os integrantes são competentes no que fazem, além de tudo ser compensado pela brilhante dobradinha Max Cavalera e Marc Rizzo que fazem riffs e linhas de guitarra incríveis. Neste disco a banda se superou e esse disco tem tudo pra ser um clássico do Cavalera Conspiracy.
Gravadora: RoadRunner
Faixas:
01. Warlord
02. Torture
03. Lynch Mob
04. Killing Inside
05. Thrasher
06. I Speak Hate
07. Target
08. Genghis Khan
09. Burn Waco
10. Rasputin
11. Blunt Force Trauma

Banda: Unearthly
Álbum: Flagellum Dei
Estilo: Death Metal, Black Metal

Sobre a banda: O Unearthly é conhecido por qualquer bom conhecedor do underground e da música extrema... ou seja, é desconhecido. A banda foi fundada em 1998 no Rio de Janeiro e após duas demos, lançou cinco discos, e já tem uma carreira internacional.
Sobre o álbum: A banda que adora apostar na mistura de Death Metal e Black foi muito bem-sucedida, a começar pela perfeita produção do álbum feita na Polônia pelos irmãos produtores Wojtek e Slawek Wieslawscy (não se preocupe por não conseguir ler, continue a leitura,) que já trabalharam com Vader e Behemoth. Esses pestinhas deixaram o Unearthly praticamente com a cara do Behemoth! O que logicamente não é um defeito nem motivo de demérito, pois a banda tem sua identidade e brilho próprio. E apreciando a obra, encontramos andamentos variados, dedilhados calmos de guitarra que descambam para o barulho infernal e abençoado, atmosferas caóticas e muito intensas, enfim, atuações espetaculares do quarteto que colocam as músicas num nível elevadíssimo de profissionalismo. "Flagellum Dei" é tão rico, criativo, grandioso e impactante, que consideram-no um marco na música extrema brasileira, e com razão e louvor. Simplesmente imperdível pros amantes do gênero.
Gravadora: Shinigami Records, Hertz Studios
Faixas:
01. Seven Six Two
02. Baptized in Blood
03. Flagellum
04. Black Sun (Part I)
05. Osmotic Haeresis (Part II)
06. My Fault
07. Eye for an Eye
08. Lord of All Battles
09. Limbus
10. Insurgency
11. Exterminata

Banda: Krisiun
Álbum: The Great Execution
Estilo: Brutal Death Metal

Sobre a banda: Krisiun faz parte da Tríade Metaller do Brasil (acabei de inventar esse termo) formada também por Angra e Sepultura. Dentre elas o Krisiun é a que melhor se saiu na sua carreira, com uma trajetória sólida de sucesso qualidade e sem nenhuma polemicazinha de revista. O grupo já é consagrado internacionalmente como um dos grandes nomes do Metal Extremo, mas não se contenta em apenas aproveitar sua fama e decide continuar em frente.
Sobre o álbum: Parece até epidemia entre as bandas de grande renome o desejo de evoluir e inovar, mas felizmente todas (ou a maioria) que fazem isso, são felizes na proposta. Nesse caso, o Krisiun apostou numa climatização mais intensa com andamentos rápidos, furiosos e densos e lentos, também ampliando seus horizontes e buscando influências do Metal clássico e Thrash Metal. Isso sem perder as suas características tradicionais e sua essência grandiosa, uma habilidade que poucos conseguem dominar com tanto desempenho. O disco também contou com participações especiais: o guitarrista Marcello Caminha da dupla César Oliveira & Rogério Melo que faz dedilhados bem interessantes em “The Sword of Orion”, e João Gordo do Ratos de Porão vociferando na faixa “Extinção em Massa”. E pra terminar, vamos ressaltando um detalhe que é o próprio disco, que tem mais de uma hora de duração, mas que o ouvinte mais atento nem vai perceber, pois estará ocupado demais apreciando o álbum por completo. Obrigatório para todo fã da Krisiun (inclusive os que se arrepiam só d pensar em Max Kolesne maneirando nos blast beats), "The Great Execution" é tecnicamente perfeito, um dos melhores discos de 2011.
Gravadora: Century Media Records
Faixas:
01. The Will to Potency
02. Blood of Lions
03. The Great Execution
04. Descending Abomination
05. The Extremist
06. The Sword of Orion
07. Violentia Gladiatore
08. Rise and Confront
09. Extinção em Massa
10. Shadows of Betrayal

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