07/02/2017

Retrô 2011: Prog N' Pagan

= Este artigo foi publicado originalmente em 11/02/2012 =

Hail! Está aqui a segunda parte das resenhas de discos de 2011, na categoria Prog N' Pagan, ou seja, progressivo e pagão. A categoria Rock N' Metal virá em breve.

Esta categoria existe porque, quando este autor que vos fala separava os discos notáveis de 2011, ele percebeu que os de Progressivo e de Folk estavam em pequeno número, mais eram suficientes para serem notados, e por isso colocou os dois estilos juntos. E essa decisão acabou por não ser tão aleatória assim, pois o Progressivo e o Folk Metal são estilos difíceis de ouvir, que exigem um desafio constante de atenção e dedicação ao ouvinte e inclusive ao fã mais familiarizado no gênero. Além disso, os dois subgêneros são conhecidos por quebrar barreiras pré-impostas e diversificar e se reinventar o tempo todo, numa constante evolução e não deixando de ter o espírito do Metal. Por isso apreciem.


Retrô 2011: Prog N' Pagan

Banda: Queensrÿche
Álbum: Dedicated to Chaos
Estilo: Heavy Metal, Progressivo

Sobre a banda: O Queensrÿche é uma banda importante e já conhecida no meio do Rock Progressivo, que usa de influências do Rock clássico e do Metal para constituir seu som complexo. Ultimamente a banda anda em crise com discos aquém das grandes expectativas criadas, e não se sabe muito bem o porque dessa crise. Muitos preferem colocar a culpa em Geoff Tate, o chefão da banda, por usa falta de criatividade. Mas quem sabe esse disco novo não supera as expectativas ruins?
Sobre o álbum: A primeira faixa “Get Started “ já nos mostra influências bem clássicas e é uma música até bem acessível, poderia até ser um hit, apesar de não ter força suficiente. Contudo a primeira faixa infelizmente não mostra o que ouviremos em seguida: tomamos um susto em seguida com “Hot Spot Junkie“ que beira o Nu Metal, depois com as Alternativas e fracas “Got It Bad” até “Retail Therapy”. Seguem-se depois músicas não-dispensáveis como “Broken” e “Hard Times”, que trazem um clima de introspecção cativante. De forma geral, é só após a metade do álbum que ele começa a andar nos trilhos, apesar de haver mais momentos ruins que bons. E como se não bastasse, a voz de Tate não está boa, talvez pela idade chegando... ou só preguiça de cantar bem mesmo. No fim, o “Dedicated to Chaos” é realmente dedicado ao caos, com músicas aquém das expectativas e que não vale a pena tê-lo em sua coleção, infelizmente.
Gravadora: Roadrunner Records
Faixas:
01. Get Started
02. Hot Spot Junkie
03. Got It Bad
04. Around the World
05. Higher
06. Retail Therapy
07. At the Edge
08. Broken
09. Hard Times
10. Drive
11. I Believe
12. Luvnu
13. Wot We Do
14. I Take You
15. The Lie
16. Big Noize

Banda: Pain of Salvation
Álbum: Road Salt Two
Estilo: Rock Progressivo

Sobre a banda: O Pain of Salvation também é um dos grandes nomes do gênero Rock/Metal Progressivo que sempre mostraram criatividade e nunca foram previsíveis demais, sempre buscando ousar e alcançar novos horizontes em busca da batida perfeita como todo Prog que se respeite.
Sobre o álbum: “Road Salt Two” é a continuação de “Road Salt One”, disco de 2010 que mostra como a banda se dá bem quando se trata de executar um Rock Progressivo com influências da década de 70, inclusive com psicodelia e criatividade de sobra pra tornar a obra rica e com uma naturalidade incrível, assim como a ótima produção que traz mais brilho ao álbum. Além do instrumental inspirado, percebemos grande participação na voz de Daniel Gildenlöw, que está impactante e afinadíssima, elaborando uma obra muitíssimo densa e intensa, que pode cair no gosto de qualquer fã de Rock Progressivo em suas raízes, muito bem-vindo para esta era de técnicas exaustivamente complexadas. Ele transmite uma atmosfera estranha, desconcertante, perturbante e ainda assim, interessante. Tudo com "ante". É um disco natural e flui com uma leveza de encantar os ouvidos.
Gravadora: InsideOut Music
Faixas:
01. Road Salt Theme
02. Softly She Cries
03. Conditioned
04. Healing Now
05. To the Shoreline
06. Eleven
07. 1979
08. The Deeper Cut
09. Mortar Grind
10. Through the Distance
11. The Physics of Gridlock
12. End Credits

Banda: Opeth
Álbum: Heritage
Estilo: Um som estranho que por via das dúvidas, é melhor chamar Progressivo

Sobre a banda: Opeth é um caso único de banda que tem ousadia e liberdade bastante para se tornar imprevisível e não poder ser encaixada em nenhum rótulo preciso. O que sabemos é que é um som complexo e cheio de características e sonoridades de vários estilos, que resultaram num Metal Progressivo pesado. Isso antigamente, pois e recentemente é um Rock progressivo que lembra muito o que se fazia na década de 70.
Sobre o álbum: É nesta linha de Progressivo setentista que “Heritage” trabalha e segue com criatividade e imprevisibilidade atenuantes. Seria redundância pedir a todo fã de Progressivo prestar atenção num álbum do estilo, mas neste caso é preciso dizer isso e prestar atenção redobrada. Existem muitas quebradas de ritmo, mudanças no andamento, transição de atmosferas e momentos de extrema densidade e emoção aflorada simultaneamente. E isso não é o bastante, existem umas levadas de Jazz e dedilhados de guitarra, instrumentos e sonoridades folclóricas, e uma melancolia tocante de fazer você ver beleza na escuridão. Só ouvindo mesmo pra sentir tudo isso! E também com pelo menos duas audições pra entender tudo. Certamente que essa complexidade e essa nova cara da banda vão desagradar alguns, mas este é indiscutivelmente um belo álbum que merece uma minuciosa atenção e um grandioso prestígio.
Gravadora: Roadrunner Records
Faixas:
01. Heritage
02. The Devil's Orchard
03. I Feel the Dark
04. Slither
05. Nepenthe
06. Häxprocess
07. Famine
08. The Lines in My Hand
09. Folklore
10. Marrow of the Earth

Banda: Textures
Álbum: Dualism
Estilo: Metal Progressivo

Sobre a banda: O Textures é uma banda que se destacou por tocar Prog com muitos elementos de outros gêneros com facilidade, técnicas e domínio impressionantes. Este é o quarto CD da banda e ele marca uma nova fase, onde dois integrantes mudaram e com eles, suas influências.
Sobre o álbum: “Dualism” foi tão feliz nesse álbum que ele até deixou de ter suas influências da banda de Uatarréu Meshuggah. Se antes não dava pra entender nada, hoje continuamos a não entender nada, mas pelo menos é Progressivo! Nós viajamos no universo complexo e criativo de muita técnica e originalidade do álbum, onde a banda investiu mais em melodias e também em sonoridades mais pesadas, com passagens pelo Thrash Metal e Metalcore, causando um clima verdadeiro de dualidade que o título do álbum expressa. Podemos ouvir o que há de melhor no Heavy Metal com andamentos coesos e variações muito bem intrincadas, inclusive em suas passagens pelo Metalcore, onde a banda executa tão bem que deixa o Metalcore de verdade na lama. Quem gosta de complexidade e texturas variadas não pode deixar de ouvir Textures, um dos melhores CDs do ano.
Gravadora: Nuclear Blast
Faixas:
01. Arms of the Sea
02. Black Horses Stampede
03. Reaching Home
04. Sanguine Draws the Oath
05. Consonant Hemispheres
06. Burning the Midnight Oil
07. Singularity
08. Minor Earth, Major Skies
09. Stoic Resignation
10. Foreclosure
11. Sketches from a Motionless Statue

Banda: Myrath
Álbum: Tales Of The Sands
Estilo: Metal Progressivo

Sobre a banda: O Myrath é uma banda da Tunísia (pra quem já está acostumado a lugares estranhos como a Polônia) que faz uma belíssima mistura de Prog com elementos da música popular deste país, que tem religião muçulmana. A banda também é a primeira banda da Tunísia a ser registrada numa gravadora e já tem três discos oficiais contando com este último.
Sobre o álbum: A banda que já mostrou seu grande talento fazendo músicas ao estilo Prog Metal (ou seja, com mais de sete minutos) dessa vez optou por fazer músicas mais diretas e pesadas também, fazendo o ouvinte pensar por um momento que está ouvindo um álbum de Power Metal, de tão épico que a música tipicamente árabe pode ser. As composições seguem uma linha de qualidade ótima e empolgante que fica facilmente assimilável apesar de complexa, o que dá um gás no álbum como um todo e fazer o ouvinte vibrar ao invés de tentar ouvir quantas camadas existem em cada faixa. “Tales of The Sand” não tem uma música que seja aquém da média, todas são ótimas e belíssimas em sua proposta muito bem elaborada e executada.
Gravadora: XIII Bis Records
Faixas:
01. Under Siege
02. Braving The Seas
03. Merciless Times
04. Tales of the Sands
05. Sour Sigh
06. Dawn Within
07. Wide Shut
08. Requiem for a Goodbye
09. Beyond the Stars
10. Time to Grow

Banda: Evergrey
Álbum: Glorious Collision
Estilo: Metal Progressivo

Sobre a banda: Evergrey é uma banda importante no cenário do Prog e tem oito discos em sua carreira, e sempre teve uma queda pelo obscuro e escuridão, canalizando esta paixão nas suas letras e nas suas composições conceituais. A partir de 2006 a banda começou a entrar numa crise interna e lançou dois álbuns medianos em 2006 e 2008, até ficarem sem gravadora diante da falência da SPV Records. Nisso, saíram todos os integrantes exceto pelo líder, guitarrista e vocalista Tom S. Englund e o tecladista Rikard Zander. Mas a banda conseguiu novos integrantes, nova gravadora e gravou um novo álbum para dar a volta por cima.
Sobre o álbum: Ele é uma ótima volta por cima! O álbum conseguiu canalizar sua veia obscura em atmosferas melódicas e soturnas que remetem aos melhores momentos da banda, carregadas de um clima de renovação e emoção. A obra também mostra suas duas faces pesadas e melódicas, tendo excelência em suas composições agressivas e introspectivas, atingindo um nível de qualidade belíssimo. Certamente que “Glorious Collision” é o melhor álbum desde 2003 ou 2004, e não marca uma gloriosa colisão de uma banda ao chão como mostra o título e capa do álbum, mas sim um renascimento justo e merecido a uma grande banda.
Gravadora: Steamhammer Records
Faixas:
01. Leave It Behind Us
02. You
03. Wrong
04. Frozen
05. Restoring The Loss
06. To Fit The Mold
07. Out Of Reach
08. The Phantom Letters
09. The Disease...
10. It Comes From Within
11. Free
12. I'm Drowning Alone
13. ... And The Distance

Banda: Korpiklaani
Álbum: Ukon Wacka
Estilo: Folk Metal

Sobre a banda: Korpiklaani (este nome foi escrito em ctrl+v em todas as vezes) é uma banda finlandesa nascida em 2003 e é um dos maiores expoentes do Folk Metal, que intercala o Metal com os elementos mais tradicionais da Europa Escandinava com maestria.
Sobre o álbum: Aqui estão os elementos mais básicos que a banda já mostrou que faz muito bem: flautas, violino, acordeão e os outros instrumentos abençoados por Odin, todos em seus devidos lugares, até demais. A banda fez apenas repetir suas fórmulas num disco que não sai do óbvio, mas que também não deixa de agradar aos fãs. A única coisa que pode desagradar de verdade, é o disco ser cantado em finlandês, impedindo qualquer um de cantar junto. E como todas as faixas são aceitáveis, algumas poucas são destaque, como "Louhen Yhdeksas Poika", "Tequila", a faixa-título e “Surna”, além da faixa instrumental “Vaarinpolkka” e do cover do Motörhead “Iron Fist”, que não é tão Folk assim pra falar a verdade. No mais, se você espera que o álbum revolucione a história do Folk Metal e traga a luz pra sua vida, esqueça e aproveite este álbum que é muito divertido e contagiante.
Gravadora: Nuclear Blast
Faixas:
01. Louhen Yhdeksäs Poika
02. Päät Pois Tai Hirteen
03. Tuoppi Oltta
04. Lonkkaluut
05. Tequila
06. Ukon Wacka
07. Korvesta Liha
08. Koivu Ja Tähti
09. Vaarinpolkka
10. Surma

Banda: Cruachan
Álbum: Blood on the Black Robe
Estilo: Folk Metal

Sobre a banda: Cruachan é uma das bandas que moldaram o Folk Metal que conhecemos hoje, ao lado de Skyclad, Ensiferum, Elvenking, Blackmore’s Night e Tuatha De Dannan. As ideias e linhas que a banda seguiu em sua carreira foram passadas adiante enquanto ela mesma foi passada para trás em fama, onde outros grupos (como estes citados) ficaram mais famosos. Podem ter muitas razões para esse desconhecimento, o que você poderá ler abaixo.
Sobre o álbum: Alguns fatos que contribuíram para a banda não fosse conhecida foram sua pouca divulgação e seu som ser caracterizado por ser “sujo”, devido a baixa qualidade da produção. Mas este “Blood on the Black Robe” pode marcar uma grande mudança na carreira da banda, pela mudança em sua proposta, que é drástica. o disco é bem melhor produzido e a banda mostra mais profissionalismo e competência nas suas composições, enquanto os vocais femininos e flautas já tradicionais foram deixados pra trás. Além disso, o Black e Folk Metal que a banda unia, foram separados. O que restou no final, foi o paganismo das letras e umas poucas passagens em que o Black e Folk Metal combinaram, pois o resto está totalmente mudado. Se esse disco é só uma exceção ou é o início de uma transição, não sabemos, mas nada apresentado no disco é confuso, destoado ou de baixa qualidade. O álbum está bom, mas a banda se afastar das antigas características pode ser uma perda tremenda. Por enquanto vamos ver o que as völvas reservam para o destino do Cruachan.
Gravadora: Candlelight Records
Faixas:
01. To War
02. I Am Warrior
03. The Column
04. Thy Kingdom Gone
05. An Bean Sidhe
06. Blood on the Black Robe
07. Primeval Odium
08. The Voyage of Bran
09. Brian Boru's March
10. Pagan Hate
11. The Nine Year War

Banda: Аркона Arkona
Álbum: Slovo
Estilo: Folk Metal, Viking Metal

Sobre a banda: Arkona é uma banda russa (existem arrebatados de Odin por lá!) que já lançou seis álbuns de estúdio e conseguiu fama além da Rússia, sendo conhecida até por este autor que vos fala. Ela também conta com uma vocalista bonita e um repertório cheio de diversidade e criatividade, com passagens tradicionais do Metal e da cultura folclórica, além de cantar tudo em russo.
Sobre o álbum: A obra é bem linear, uma faixa se intercala a outra e até difícil de se achar às vezes, uma ótima chance do ouvinte viajar em cada música, camadas, interlúdios, orquestrações, entrar de cabeça na obra como um todo e ficar admirado com a riqueza e complexidade de detalhes, camadas e instrumentações do álbum, álbum que flui com autenticidade, profissionalismo, eficiência e beleza, também contando com uma produção grandiosa. A diversidade de sons também é algo louvável e até imprevisível, recheada de instrumentos folclóricos (flauta e gaita de fole), orquestras, coros, enfim. Resumindo todos esses elogios: é foda! Escute e não se arrependerá.
Gravadora: Napalm Records
Faixas: (na língua original, no alfabeto ocidental e traduzido pro inglês)
01. Азъ (Az/I)
02. Аркаим (Arkaim/Arkaim)
03. Больно Мне (Bolno mne/I'm in Pain)
04. Леший (Leshiy/Leshiy)
05. Заклятие (Zaklyatye/Incantation)
06. Предок (Predok/Ancestor)
07. Никогда (Nikogda/Never)
08. Там за Туманами (Tam za tumanami/There, Beyond the Mists)
09. Потомок (Potomok/Descendant)
10. Слово (Slovo/Word)
11. Одна (Odna/Alone)
12. Во Моём Садочке... (Vo moyom sadochke.../In My Garden...)
13. Стена на Стенку (Stenka na stenku/Wall on Wall)
14. Зимушка (Zimushka/Winter)

Banda: Vintersorg
Álbum: Jordpuls
Estilo: Viking Metal

Sobre a banda: Vintersorg é um projeto do músico Andreas Hedlund (conhecido pelo pseudônimo Vintersorg), que atua nas bandas Cronian e Borknagar, além de já ter participado de outras. O projeto começou em 1994, mas foi adiado até o lançamento do EP “Hedniskhjärtad” em 1998 e depois disso, fez sete álbuns na carreira, incluindo este último. Atualmente a banda tem dois integrantes, Mattias Marklund e o próprio Vintersorg.
Sobre o álbum: O projeto tinha por intenção levar o Black Metal a novas dimensões, explorando sonoridades diferentes, e acabaram por incorporar a aura técnica do Progressivo e as melodias do Folk Metal. Neste disco, vemos que essa proposta foi bem seguida, com composições melhor elaboradas e mais eficazes, comparado aos álbuns anteriores. Percebemos logo um destaque maior nas melodias e também no domínio de voz de Vintersorg, que consegue ser rasgado e limpo de uma hora pra outra com muito domínio. Algumas faixas destacáveis deste álbum são “Mörk Nebulosa”, “Stjärndyrkan” e “Palissader”, não por serem melhores, mas por serem mais assimiláveis mesmo (até ficam na cabeça). “Jordpuls” é um disco que conseguiu ser feliz em sua proposta melhorada e um bom registro de um projeto que é levado como “de segundo plano”, apesar de ter potencial pra ser mais reconhecido.
Gravadora: Napalm Records
Faixas (traduzidas pro inglês):
01. Världsalltets fanfar (Fanfare of the Universe)
02. Klippor och skär (Cliffs and Skerries")
03. Till dånet av forsar och fall (To the Roar of Rivers and Waterfalls)
04. Mörk nebulosa (Dark Nebula)
05. Stjärndyrkan (Star Worship)
06. Skogen sover (The Forest is Asleep)
07. Vindögat (Wind's Eye)
08. Palissader (Palisades)
09. Eld och lågor (Fire and Flames)

Banda: Alestorm
Álbum: Back Through Time
Estilo: Folk Metal

Sobre a banda: Alestorm é uma banda escocesa conhecida por sua temática pirata, que inclusive vem sendo uma tendência entre algumas bandas de Folk recentes. Inclusive já formaram até uma vertente inútil pra bandas que tocam Folk com temática pirata, chama-se Pirate Metal! Mas não é bom levá-la a sério. As músicas do Alestorm são bem animadas e chegam até a ser cômicas até, de tão divertidas que são.
Sobre o CD: O álbum não decepciona os fãs que já conheciam o brilhante trabalho da banda, além de ser uma ótima oportunidade para os que não conhecem a banda passar a acompanhá-los, pois ele está repleto de criatividade em suas composições divertidas e com uma produção impecável. As suas influências de Running Wild (lendária banda de Power Metal clássico e precursora no tema pirata) aliadas aos elementos Folk e muita inspiração resultaram no melhor que a banda fez até hoje, com seus refrãos pegajosos, músicas marcantes e uma obra com muito carisma e espontaneidade. Recomendadíssimo.
Gravadora: Napalm Records
Faixas:
01. Back Through Time
02. Shipwrecked
03. The Sunk’ n Norwegian
04. Midget Saw
05. Buckfast Powersmash
06. Scraping the Barrel
07. Rum
08. Swashbuckled
09. Rumpelkombo
10. Barrett’s Privateers (Stan Rogers Cover)
11. Death Throes of the Terrorsquid

Banda: Moonsorrow
Álbum: Varjoina Kuljemme Kuolleiden Maassa
Estilo: Viking Metal

Sobre a banda: Moonsorrow é outra banda que se tornou importante no cenário musical pagão metálico, que traz uma força empolgante que faz você empunhar espada, escudo e pensar em honrar a sua terra de anões e matar trolls por aí.
Sobre o álbum: O que define uma banda de Viking Metal é basicamente uma sonoridade Folk e também pesada o bastante para ser melódica e épica, coisa que o Moonsorrow demonstra e executa muito bem. O álbum é composto por 4 faixas de mais de 10 minutos e 3 faixas de interlúdio, onde você encontra vocais rasgados contrastando com as melodias intensas e dramáticas, com a energia dos riffs e da cozinha pesada. Todo esse som atmosférico, intenso e grandioso faz você sonhar em conquistar um reino a bordo do seu barco viking, ou cair de sono e sonhar de verdade de tão épico e demorado que é o álbum. Se você não tiver disposição para batalhar, com certeza cairá, vencido pela própria fraqueza. Mas se resistir, entenderá porque o Moonsorrow é um dos grandes nomes do Viking Metal, e nesse CD que tem cara de clássico. Em resumo... não é tudo mundo que vai gostard esse disco. Mas isso não significa que ele não é bom.
Gravadora: Spinefarm Records
Faixas:
01. Tähdetön (Starless)
02. Hävitetty (Ravaged)
03. Muinaiset (The Ancient Ones)
04. Nälkä, Väsymys Ja Epätoivo (Hunger, Weariness and Despair)
05. Huuto (The Scream)
06. Kuolleille (For the Dead)
07. Kuolleiden Maa (The Land of the Dead)

Banda: Turisas
Álbum: Stand Up and Fight
Estilo: Metal Sinfônico Folk

Sobre a banda: O Turisas é um dos expoentes do Viking Metal, épico e melódico como só ele faz bem, que faz vikings terem orgulho de ser vikings, apesar de não haver muitos hoje em dia. Não, claro que ainda existem alguns hoje em dia! Ora! Enfim, A voz limpa e potente que horas é gutural contrasta com as orquestrações que fazem a banda ser tão prestigiada.
Sobre o álbum: Com cara de trilha sonora e aula de história, o Turisas arrasa em um álbum épico e floreado de firulas elementos melódicos e pomposos, como riffs de guitarra e teclado bem-dosados, peso na medida certa e ainda coros grandiosíssimos. A atmosfera de batalha, glória e vontade de saquear reinos é canalizada em cada faixa, fazendo o álbum inteiro ser elegante e belo. Vale destacar as faixas “Take The Day!”, “Hunting Pirates”, “Venetoi! - Prasinoi!”, e também... Mas espera, essa é a ordem das faixas! Pois é, todas as músicas são boas e valem a pena! Você pode escutar “Stand Up and Fight” sem medo de afiar sua espada, navegar pelos mares e pilhar reinos. Só mais uma recomendação: ouça em volume alto.
Gravadora: Century Media Records
Faixas:
01. The March of the Varangian Guard
02. Take the Day!
03. Hunting Pirates
04. Venetoi! - Prasinoi!
05. Stand Up and Fight
06. The Great Escape
07. Fear the Fear
08. End of an Empire
09. The Bosphorus Freezes Over

Banda: Týr
Álbum: The Lay of Thrym
Estilo: Viking Metal

Sobre a banda: Týr é outra referência no Viking Metal por sua epicidade, vida das Ilhas Faroé (onde???) e é tão épico que parece até Power Metal, fora pela técnica tipicamente Prog e elementos do Folk Metal.
Sobre o álbum: Thrym foi o imbecil do gigante que roubou o martelo de Thor e exigiu a mão de Freya em troca dele, mas isso é detalhe. Este disco é uma síntese de tudo que eles fizeram de bom nos seus 10 anos de carreira, toda sua aura Progressiva de complexidade e técnica, melodia e Folk Metal e sua melhor forma – o que torna possível a rotulação da banda como Power Metal e o que nos prova como rótulos são inúteis diante da diversidade e criatividade que uma banda pode apresentar. E é esse clima de diversidade que permeia o álbum com suas influências bem dosadas e coesas, com peso e melodia lado a lado em coros e instrumentações belas e contagiantes, compondo um disco glorioso, épico e cheio de complexidade pra cair no gosto de qualquer pessoa. E ainda tem as músicas “I” e “Stargazers”, covers de Black Sabbath e Dio na edição especial do disco. Vale a pena conferir.
Gravadora: Napalm Records
Faixas:
01. Flames of the Free
02. Shadow of the Swastika
03. Take Your Tyrant
04. Evening Star
05. Hall of Freedom
06. Fields of the Fallen
07. Konning Hans
08. Ellindur bóndi á Jaðri
09. Nine Worlds of Lore
10. The Lay of Thrym

Banda: Amon Amarth
Álbum: Surtur Rising
Estilo: Viking Metal

Sobre a banda: O Amon Amarth foi uma das primeiras bandas de Viking Metal tradicional. Por tradicional leia-se Black Metal com influências pagãs da Europa escandinava, tantos nas letras quanto no uso de certos instrumentos e sonoridades. Assim o Amon Amarth é pesado com gutural e com um instrumental rico e bem-elaborado.
Sobre o álbum: Ele vem sendo muito elogiado, bem-cotado e considerado fodástico por unanimidade, mas será que ele é tudo isso que dizem? Sem exageros, é sim. A velocidade de riffs junto com seu peso e composições complexas de te deixar pilhado o tempo inteiro são o grande trunfo do álbum, além de harmonias profundas e levadas extremas que diversificam a obra e a deixam esplendidamente pesada e épica. E a banda só precisou melhorar um pouquinho o seu nível pra fazer um álbum estrondoso, não sendo variado e transgressor, mas optando por ficar de pés no chão e fazer o que faz de melhor, o que já é mais do que suficiente pra nós. E se alguém quer falar mal de algo deste disco, reclame do cover que o Amon fez de System of a Down, apesar dele ser muito bem executado e não haver motivo para uma Inquisição e morte ao Amon Amarth. Só idiotas não gostam que seus ídolos se diversiquem.
Gravadora: Metal Blade Records
Faixas:
01. War of the Gods
02. Töck's Taunt: Loke's Treachery Part II
03. Destroyer of the Universe
04. Slaves of Fear
05. Live Without Regrets
06. The Last Stand of Frej
07. For Victory or Death
08. Wrath of the Norsemen
09. A Beast Am I
10. Doom Over Dead Man

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