06/02/2017

Retrô 2011: Rock N' Metal

= Este artigo foi publicado originalmente em 17/02/2012 =

Aqui está a terceira categoria da Retrô, que fala de Rock e Metal, dois estilos que é bom reforçar que estão vivos divulgando-os, para que todos se convençam de uma vez de que não é só porque a Mídia não mostra um Black Sabbath da vida nas notícias, que esses estilos estão mortos. Existem muitas bandas na ativa, e a única coisa que elas não tem, é o seu devido conhecimento. Por isso este categoria existe.

E ela veio rápido dessa vez! Isso porque este autor recebeu ajuda da sua amada valquíria, que também sabe fazer resenhas eloquentes e diretas. Então esta categoria será alternada entre mini-resenhas delas e deste autor, e para diferenciá-las, as que forem feitas por ela serão tingidas de vinho. Espero que gostem do trabalho dela, pois não será o único! ^^

Retrô 2011: Rock N' Metal

Banda: Uriah Heep
Álbum: Into The Wild
Estilo: Rock e umas misturas

Sobre a banda: Uriah Heep é uma britânica formada em 1969 e que continua na ativa até hoje, considerada como uma banda Cult, já lançaram diversos discos e se caracterizam por terem canções melódicas e vocais harmoniosos (o que proporciona uma qualidade ótima).
Sobre o álbum: Ótimo álbum de uma banda que mesmo estando muito tempo junta, ainda consegue fazer um trabalho coeso e nos presenteia com um rock clássico de melhor qualidade, sem deixar de parecer moderno. Este álbum tem uma pegada setentista, que faz parecer facilmente um disco do The Who ou do Led Zeppelin, algo que poucas bandas atualmente conseguem realizar com maestria. O CD começa com “Nail On The Head”, que tem riffs que parecem ter viajado no tempo, “I Can’t See You” tem uma aura Country, e “Believe” é um Hard Rock da melhor qualidade. Este disco poderia muito bem entrar na lista de grandes clássicos do passado, tamanha a qualidade em trazer o espírito do Rock à tona novamente. Excelente aquisição pra quem gosta de um Rock/Hard de verdade e feito com muito bom gosto.
Gravadora: Frontiers Records
Faixas:
01. Nail on the Head
02. I Can See You
03. Into the Wild
04. Money Talk
05. I'm Ready
06. Trail of Diamonds
07. Southern Star
08. Believe
09. Lost
10. T-bird Angel
11. Kiss of Freedom
12. Hard Way to Learn


Banda: Black Country Communion
Álbum: 2
Estilo: Rock puro

Sobre a banda: Black Country Communion é o supergrupo formado por Glenn Hughes, Joe Bonamassa, Derek Sherinian e Jason Bonham, que diferente de outros super grupos que são criticados e fazem os narizes dos rockeiros de plantão torcerem, a banda caiu no gosto de todos e já lançou o disco considerado clássico “Black Country” em 2009, e continua não decepcionando os fãs com seu bom trabalho.
Sobre o álbum: A qualidade do supergrupo permanece em “2”. O que falta em criatividade em fazer títulos, sobra em profissionalismo, competência e inspiração para fazer uma boa obra. Se o anterior não deu destaque a ninguém e deu espaço a todos pra mostrarem seus talentos, neste disco percebemos uma participação maior da bateria de Bonham e os teclados de Sherinian, apesar de tudo soar como sempre. Os vocais de Hughes continuam incríveis e as linhas de guitarra de Bonamassa permeiam pelas faixas, ainda com a cozinha competente que formam um Rock puro com suas influências de Blues e Hard, além de inspiração em outras bandas como Deep Purple ou Led Zeppelin (o que não é surpresa, pois todos os integrantes vieram desses grupos). Mas o diferencial é que as músicas soam mais cadenciadas e melódicas, combinando com a cor da sua capa. No fim, o que temos aqui é mais uma grande obra desse grupo que não deixou a peteca cair e que com certeza ainda tem muito pra mostrar, pra felicidade de todos que gostam de Rock puro.
Gravadora: Mascot (Reino Unido), J & R Adventures (EUA)
Faixas:
01. The Outsider
02. Man in the Middle
03. The Battle for Hadrian s Wall
04. Save Me
05. Smokestack Woman
06. Faithless
07. An Ordinary Son
08. I Can See Your Spirit
09. Little Secret
10. Crossfire
11. Cold

Banda: Misfits
Álbum: The Devil’s Rain
Estilo: Punk Rock (chame de Horror Punk se quiser)

Sobre a banda: O Misfits é a banda precursora do Horror Punk, fundada por Glenn Danzig em 1977, foi e ainda é uma grande influencia para diversas bandas como Metallica e Guns 'N' Roses. Musicas rápidas e pesadas sempre foram as suas marcas.
Sobre o álbum: Depois de um longo tempo de espera, os fãs do Misfits recebem o novo trabalho da banda, The Devil’s Rain, que para muitos soa diferente dos primórdios do grupo, já que só tem um integrante da formação original. Algumas músicas contem pequenos solos e a maioria tem um comportamento digamos “calmo” em comparação a outras composições dos Misfits. Este álbum divide opiniões: alguns fãs mais fiéis dizem que a banda se desviou demais do estilo que os consagrou como precursores do “Horror Punk”, já outros dizem que este álbum é apenas uma evolução natural do grupo, que passou oito anos sem lançar material inédito. Cabe a você ouvinte decidir o que acha deste trabalho, que em minha opinião, é um bom disco, que mostra capacidades e ideias diferentes deste grupo tão famoso.
Gravadora: Misfits Records
Faixas:
01. The Devil's Rain
02. Vivid Red
03. Land of the Dead
04. The Black Hole
05. Twilight of the Dead
06. Curse of the Mummy's Hand
07. Cold in Hell
08. Unexplained
09. Dark Shadows
10. Father
11. Jack the Ripper
12. Monkey's Paw
13. Where Do They Go?
14. Sleepwalkin'
15. Ghost of Frankenstein
16. Death Ray


Banda: Duff McKagan's Loaded
Álbum: The Taking
Estilo: Punk Rock, Hard Rock

Sobre a banda: Banda formada em 1999 pelo vocalista e baixista Duff McKagan, toca um Hard e de alta qualidade. A banda ficou algum tempo parada devido a Duff que estava no Velvet Revolver, e devido ao hiato desta, a banda voltou em 2008 com força total, já passaram 2 vezes aqui pelo Brasil, e em 2011 lançaram The Taking, que sintetiza bem a essência dessa banda excelente.
Sobre o álbum: Duff nesse novo projeto (nem tão novo, a banda foi formada em 1999, mas ficou um tempo parada) inova numa mistura muito bem dosada do mais puro Punk e do Hardcore. Duff e sua banda tentam se distanciar das influências de bandas passadas, como Velvet Revolver e Guns 'N' Roses, fazendo um som próprio, sem experimentalismos. Ele aqui canta e toca guitarra, impondo bem a sua preferência pelo Punk. O disco também conta com alguns trechos mais pesados, lembrando um pouco do Metal, mas também em outros momentos, nos fazendo lembrar de bandas como Green Day. O cd tem 12 músicas que nos fazem viajar até o cenário do início do Hardcore, ótimo disco.
Gravadora: Eagle Rock Entertainment, Armoury
Faixas:
01. Lords Of Abbadon
02. Executioners Song
03 .Dead Skin
04. We Win
05. Easier Lying
06. Shes An Anchor
07. Indian Summer
08. Wrecking Ball
09. King Of The World
10. Cocaine
11. Your Name
12. Follow Me To Hell


Banda: Reckless Love
Álbum: Animal Attraction
Estilo: Glam Rock

Sobre a banda: O Reckless Love veio da Finlândia com um Glam Rock fora de época e muito bem vindo. A banda lançava singles e EP’s desde 2004 e com o seu álbum de 2010 “Releckless Love” ganhou uma repercussão considerável, o que deixou o público com gostinho de “quero mais”, criando-se uma expectativa para o próximo trabalho do grupo.
Sobre o álbum: Como uma boa banda de Glam Rock, os clichês, riffs e a pegada característica estão todas presentes, o que daria pra considerar um bom álbum “revival”... se não fosse pela nova proposta da banda, que parece ter decidido “buscar novos horizontes e ser mais acessível a outros públicos”, o que nunca é bom sinal. Um clima pop é gritante no álbum, onde vocais são destaque e a parte instrumental é pouco trabalhada. Existem alguns bons momentos onde solos pulsantes e riffs aparecem para animar o ouvinte, mas o álbum acaba ficando aquém do esperado. Certamente esta nova proposta não deu muito certo, apesar do álbum não ser ruim por todo, apenas tem uma identidade diferente da banda. O negócio agora é ouvir e decidir por si próprio se isso está no seu gosto.
Gravadora: Universal Music
Faixas:
01. Animal Attraction
02. Speedin’
03. Born To Break Your Heart
04. Hot
05. Fantasy
06. Dirty Dreams
07. Dance
08. Fight
09. Switchblade Babe
10. On The Radio
11. Coconuts

Banda: Chickenfoot
Álbum: Chickenfoot III
Estilo: Hard Rock

Sobre a banda: Super grupo formado por ótimos músicos, que já em seu álbum de estreia inovaram com um Hard Rock puro, e agora repetem a dose em seu segundo cd. Joe Satriani, Chad Smith (Red Hot Chilli Peppers), Sammy Hagar (ex-Van Halen) e Michael Anthony (ex-Van Halen) honram o mérito de super grupo com louvor; excelentes músicos fazem musica de alta qualidade.
Sobre o álbum: O que falar sobre este novo trabalho do supergrupo Chickenfoot? Simplesmente EXCELENTE! Seguindo a qualidade de seu antecessor, "Chickenfoot III" nos traz um Hard Rock com uma batida por vezes dançante, misturando um pouco de Blues, Soul, resultando em um disco ótimo em que o conjunto de todos os instrumentos e a coesão entre os músicos fazem um casamento perfeito. "Alright, Alright" e "Big Foot" nos lembra muito a sonoridade do disco anterior, mas não uma cópia, "Come Closer" vem de mansinho para depois já vir o Hard de "Three And A Half Letters", que fala sobre os tempos terríveis em que se encontra a "American Way Of Life". Disco incrível de um supergrupo que só nos proporciona musica de alta qualidade, mostrando que sabem fazer o velho e bom Rock!
Gravadora: E1 Music, EarMUSIC
Faixas:
01. Last Temptation
02. Alright, Alright
03. Different Devil
04. Up Next
05. Lighten Up
06. Come Closer
07. Three and a Half Letters
08. Big Foot
09. Dubai Blues
10. Something's Gone Wrong


Banda: Sebastian Bach
Álbum: Kick and Screaming
Estilo: Hard Rock

Sobre a banda: Foi vocalista do Skid Row, do Kid Wikkid e do Last Hard Men, e atualmente está em carreira solo, fazendo um trabalho incrível, e recentemente lançou Kicking & Screaming, que mistura o peso das guitarras e a voz lírica e aguda de Bach.
Sobre o álbum: Riffs bem elaborados, combinados com a voz melódica de Sebastian Bach é o que encontramos logo no início do álbum Kick and Screaming. Na primeira música já percebemos as características que irão permear todo o disco. A batida bem anos 80 é marcante e muito presente durante o álbum, o peso das guitarras por vezes é cortado por melodias mais calmas, quase como baladas, mas logo em seguida, as guitarras já mostram a que vieram; e tudo isso combinado à voz de Sebastian, que em certos momentos é suave, e ao mesmo tempo forte, com seus gritos característicos. Destaque para a música "Dance On Your Grave" é composta por uma batida animada e um baixo que se mostra muito presente. O disco encerra com chave de ouro com uma balada propriamente dita, “Wishin” faz até lembrar um pouco de época de Bach no Skid Row, é uma ótima música para se ouvir junto de quem se ama. Melodias muito bem pensadas, músicas elaboradas e a harmonia entre todos os componentes da banda tornam esse trabalho coeso, e simplesmente excelente. Totalmente recomendado para quem curte um bom e velho Hard Rock.
Gravadora: Label Frontiers Records, Get Off My Bach! Productions, Avalon Records
Faixas:
01. Kicking And Screaming
02. My Own Worst Enemy
03. TunnelVision
04. Dance On Your Grave
05. Caught In A Dream
06. As Long As I Got The Music
07. I'm Alive
08. Dirty Power
09. Live The Life
10. Dream Forever
11. One Good Reason
12. Wishin


Banda: Black Label Society
Álbum: The Song Remains Not The Same
Estilo: Heavy Metal

Sobre a banda: Black Label Society é uma banda de Heavy Metal formada pelo ex-guitarrista de Ozzy Osbourne. Zakk Wylde deixou sua marca impressa nos trabalhos dessa banda, com solos e riffs inconfundíveis, com um estilo próprio de tocar, com um peso e um feeling que formam a sua marca; e essas marcas são sempre presentes nos trabalhos do Black Label (muito bem feitos), já que Zakk é o coração e a alma desse grupo.
Sobre o álbum: Como o próprio nome já diz “The Songs Remains Not The Same”, esse trabalho é diferente de todos os outros lançados, pois é um álbum com musicas acústicas. Você pode estar pensando, o que tem de mais em um álbum acústico? A resposta é que este disco mostra um lado diferente de Zakk Wylde & Cia., pois mesmo sendo unplugged, tem um feeling todo particular de Zakk, que deu emoção e fez um excelente serviço neste cd, que são musicas já lançadas em outro cd (e mais uma cover de Simon e Garfunkel), mas em versões acústicas, contando também com piano e uma sutilidade que marca presença. Wylde fez um trabalho incrível, mostrando outro lado mais melódico e cheio de sentimento, que é transmitido inteiramente para o ouvinte.
Gravadora: E One
Faixas:
01. Overlord
02. Parade of the Dead
03. Riders of the Damned
04. Darkest Days
05. Junior's Eyes
06. Helpless
07. Bridge Over Troubled Water
08. Can't Find My Way Home
09. Darkest Days
10. The First Noel


Banda: Katana
Álbum: Heads Will Roll
Estilo: Heavy Metal

Sobre a banda: Katana é uma banda com nome japonês e nasceu na Suécia em 2005 (existe outra banda homônima que é brasileira), e tem um amor tão grande pelo Japão quanto o Red Hot Chili Peppers tem pela California. A sonoridade da banda é marcada pela sua influência de Iron Maiden, e como detalhe adicional, ainda tem uma calcinha no baixo.
Sobre o álbum: "Heads Will Roll" é o primeiro disco da banda depois de singles e EPs, e já estréia bem, pois você pode passar a tarde, o dia, a noite, a semana, o mês inteiro ouvindo, de tanto que ele é delicioso. As m´sucias são tão, mas tão boas, que aaaaaaaaaaaah, não tem como descrever! Não, espera, tem sim: elas são dotadas de uma energia cativante uma paixão latente pelo Metal, e as músicas são melhores a cada audição. Isso é importante dizer, porque depois das inspiradíssimas cinco faixas que abrem o disco, o resto das músicas parece mais fraco, mas é só impressão. As primeiras músicas que são fodas mesmo. Todas elas tem refrões pegajosos, riffs pegajosos, tudo pegajoso. Menos a última música, que é como uma música "conceitual" que conta uma história e não tem linearidade. "Heads Will Roll" é um disco pra não deixar de fazer elogios, a menos que você... não goste do estilo..
Gravadora: Rambo
Faixas:
01. Livin' Without Fear
02. Blade of Katana
03. Phoenix on Fire
04. Neverending World
05. Heart of Tokyo
06. Asia in Sight
07. Across the Stars
08. Rebel Ride
09. Quest For Hades

Banda: Dexter Ward
Álbum: Neon Lights
Estilo: Heavy Metal

Sobre a banda: Banda grega que começou as suas atividades em 2009, não se tem muitas informações sobre, justamente por ser uma banda nova no cenário Metal, lançaram um EP e uma demo em 2010 e em 2011 lançaram o seu primeiro disco, "Neon Lights".
Sobre o álbum: O cd tem uma pegada Heavy Metal com alguns riffs de Hard Rock. A voz do vocalista Mark Dexter se encaixa perfeitamente com a composição e a banda toda forma uma união que rendeu um excelente trabalho, que merece destaque para todas as faixas, pois é difícil eleger favoritas, pois todas são ótimas. Recomendo para se ter em sua coleção esse cd e também conhecer o trabalho dessa banda que mostra que a nova geração sabe fazer trabalhos incríveis.
Gravadora: Iron on Iron Records
Faixas:
01. Neon Lights (intro)
02. Metal Rites
03. Ghost Rider
04. Evil Nightmares
05. Return of the Longships
06. Youngblood
07. Blackout in L.A.
08. Double Dragon
09. Back to Saigon


Banda: White Wizzard
Álbum: Flying Tigers
Estilo: Heavy Metal

Sobre a banda: Banda norte-americana de Heavy metal formada em 2007, pouco conhecida, já possui dois EP's e dois álbuns de estúdio, tem um excelente trabalho, musicas criativas e com uma sonoridade verdadeiramente Heavy, pois possuem influencias clássicas como Iron Maiden e Judas Priest. Uma banda que vale a pena ser ouvida.
Sobre o álbum: Banda relativamente nova no cenário do Heavy Metal, com inspiração vinda de grandes bandas desse estilo, como Iron Maiden e Judas Priest. Esse disco conta com o peso das guitarras e ritmo incessante da bateria, que aliados a um vocal melódico, fazem deste cd um dos melhores da nova geração de bandas que ressurgem trazendo Heavy com qualidade. Algumas músicas tem uma pegada mais leve (como Fall Of Atlantis e West L.A. Nights) , mas não se engane, é só um descanso pra pancadaria que vem logo em seguida. Ótima banda fazendo um trabalho digno de reconhecimento entre os melhores.
Gravadora: Earache Records
Faixas:
01. Fight To The Death
02. West L.A. Nights
03. Starchild
04. Flying Tigers
05. Night Train To Tokyo
06. Night Stalker
07. Fall Of Atlantis
08. Blood On The Pyramids
09. Demons And Diamonds
10. Dark Alien Overture
11. War Of The Worlds
12. Starman's Son


Banda: Thunderbolt
Álbum: Dung Idols
Estilo: Heavy Metal

Sobre a banda: Thunderbolt é uma banda norueguesa (existem mais três bandas homônimas!) que tem claras influências do Metal antigo e com um vocalista com timbre quase idêntico ao de Bruce Dickinson! Ser comparado a um deus já é um mérito pra banda que começou em 2000, mas já mostra seu talento desde então, e principalmente neste terceiro álbum.
Sobre o álbum: Depois de uma pausa de cinco anos, somos bem recebidos por este trabalho. Temos riffs cadenciados, uma segunda voz grave que dá cobertura para a voz de Tony Johannessen (o cover de Bruce sem-querer), uma cozinha bem competente e pesada e um álbum sem grandes surpresas, mas pronto para estar no gosto do ouvinte. As músicas são bem coesas e compostas, e tem seus melhores momentos posicionados estrategicamente ao longo do play, principalmente com a tríade de “Special, “Land Of The Living” e “Majestic Travesty”; e terminam o álbum com louvor com a dobradinha “Black Horde” e “Crime Of The Sentry”. O Thunderbolt não se trata de um cover de Iron Maiden, mas pode chegar a ter a qualidade desta banda clássica, e “Dung Idols” prova isso muito bem.
Gravadora: Rock It Up Records, IceWarrior Records
Faixas:
01. Dung Idols
02. Metal Tide
03. Special
04. Land Of The Living
05. Majestic Travesty
06. Fight
07. The Moderators
08. Heel Run
09. Black Horde
10. Crime Of The Sentry

Banda: Astral Doors
Álbum: Jerusalem
Estilo: Heavy Metal

Sobre a banda: Astral Doors é outra banda que as pessoas esquecem que existe. Ela está na ativa desde 2003 e já tem cinco CDs na carreira além de outros registros. A banda se destaca por querer evoluir e apostar em novas sonoridades, até que decidiu incorporar elementos do Power Metal em seu disco de 2006 “Astralism”, adicionando harmonias e teclados. Apesar de bem-recebido pelo público, seus sucessores “New Revelation” e “Requiem of Time” não foram tão felizes e a banda não conseguiu segurar a onda, o que fez ela voltar ao seu Metal tradicional.
Sobre o álbum: As águas ruins passaram, agora temos em mãos uma obra que marca um "recomeço" da banda. Ela continua com uma queda por temas como história e contos fantasiosos, mas pode ser mais comparada a Dio do que um HammerFall da vida. Em “Jerusalem” encontramos linhas de guitarra interessantes e seu peso característico, além dos harmônicos que não fazem o ouvinte dormir de tédio. Também temos vocais mais agressivos e mais presentes pelas faixas, o que engrandece as músicas já bem-compostas e também o álbum como um todo, que está mais coeso e centrado. Alguém pode dizer que “Jerusalem” podia ser melhor, mas pela transição rápida que a banda passou, “Jerusalem” já está de bom tamanho.
Gravadora: Metalville
Faixas:
01. Seventh Crusade
02. With A Stranger's Eye
03. Child Of Rock 'N' Roll
04. Pearl Harbor
05. Lost Crucifix
06. Babylon Rise
07. Suicide Rime
08. The Battle Of Jacob's Ford
09. Operation Freedom
10. The Day After Yesterday
11. Jerusalem

Banda: Tokyo Blade
Álbum: Thousand Men Strong
Estilo: Heavy Metal

Sobre a banda: Tokyo Blade foi uma das trocentas bandas que nasceram na New Wave of British Heavy Metal, e como você pode ter notado, não conseguiu o destaque merecido. Tanto que ninguém percebe seus nove discos lançados e seus singles, demos, EPs e seus 30 anos de carreira. Coisa pouca, né.
Sobre o álbum: Apesar de ser da NWOBHM, seu som não parece antigo como outras bandas igualmente antigas e outras “revival” que estão nascendo. O álbum tem 10 faixas e nenhuma soa cansativa nem repetitiva, pois cada uma tem seu brilho único, além de riffs marcantes, refrões pegajosos e solos excepcionais que engrandecem a obra e mata a sede dos fãs antigos da banda que esperavam por obras boas, mesmo após sua trocentésima troca de integrantes. É uma ótima pedida pra quem curte um Heavy Metal antigo e por isso, sem firulas e técnicas atuais que fazem o estilo perder a essência. Isso o Tokyo Blade faz muito bem.
Gravadora: Fastball
Faixas:
01. Black Abyss
02. Thousand Men Strong
03. Lunch-Case
04. Forged In Hell’s Fire
05. No Conclusion
06. The Ambush
07. Killing Rays
08. Heading Down The Road
09. Condemned To Fire
10. Night Of The Blade

Banda: Whitesnake
Álbum: Forevermore
Estilo: Hard Rock, Heavy Metal

Sobre a banda: Whitesnake é a banda formada pelo frontman David Coverdale depois de sua saída do Deep purple, ele e mais alguns ex-integrantes se uniram e formaram o Whitesnake; famosa pelo som que faz, contendo muitas baladas e também musicas com peso.
Sobre o álbum: O álbum já abre com Steal Your Heart Away, com uma levada dançante, a seguir o disco já mostra a que veio nos mostrando um Hard que caracterizou a banda desde os seus primórdios. Claro que também não pode faltar as baladas que também são uma marca registrada da banda, e ela vem em One Of These Days; este cd também apresenta passagens inspiradas em blues e os vocais de David não deixam por menos, que aliados ao restante da banda, fazendo o trabalho soar coeso e com um feeling incrível, algo comparável aos primeiros trabalhos do Whitesnake. Bom disco pra se ter na coleção!
Gravadora: Frontiers, EMI
Faixas:
01. Steal Your Heart Away
02. All Out of Luck
03. Love Will Set You Free
04. Easier Said Than Done
05. Tell Me How
06. I Need You (Shine a Light)
07. One of These Days
08. Love and Treat Me Right
09. Dogs in the Street
10. Fare Thee Well
11. Whipping Boy Blues
12. My Evil Ways
13. Forevermore


Banda: Riot
Álbum: Immortal Soul
Estilo: Heavy Metal

Sobre a banda: Banda formada em 1975, com fortes influências de grandes bandas de Heavy Metal, como Iron Maiden (influência claramente percebida neste novo disco). Tendo o seu auge em 1980, continua até hoje fazendo grandes trabalhos, mostrando a força do Metal feito com qualidade e ensinando a nova geração em como fazer um trabalho bem feito.
Sobre o álbum: Neste trabalho, Riot mistura o tradicional Heavy Metal com boas doses de Hardcore, sem perder a sua essência: guitarras pesadas contrastando com a voz melodiosa de Tony Moore, que em alguns pontos nos lembra muito de Iron Maiden (contendo até alguns riffs e passagens bem parecidos). O álbum começa com a música homônima a banda, Riot, e já podemos ver que vai ser pauleira do começo ao fim; “Immortal Soul” e “Insanity” fazem uma sequência ótima, a primeira com destaque para os riffs criativos e a segunda para a voz melodiosa. Solos incríveis e uma bateria que formam um casamento perfeito com as guitarras, tudo isso junto da voz de Tony, tornam esse álbum excelente.
Gravadora: Steamhammer Records
Faixas:
01. Riot
02. Still Your Man
03. Crawling
04. Wings Are for Angels
05. Fall Before Me
06. Sins of the Father
07. Majestica
08. Immortal Soul
09. Insanity
10. Whiskey Man
11. Believe
12. Echoes


Banda: Alice Cooper
Álbum: Welcome 2 My Nightmare
Estilo: Heavy Metal

Sobre a banda: Cantor de Glam Metal, Rock Horror (devido as suas apresentações nos palcos) e Hard Rock. Com uma voz incrível, Alice já tem 26 álbuns de estúdio e cinco ao vivo, o que não é pouca coisa. Uma carreira muito bem sucedida, para um cantor muito talentoso.
Sobre o álbum: Disco de uma das lendas do Rock, Alice Cooper fez um ótimo trabalho; resgatando a sonoridade da década de 70/80, o que nos lembra muito as músicas do KISS, já que por vezes durante o disco, vemos alguns riffs muito parecidos, sem contar que as duas bandas sofrem influência mútua. Tirando a falta de criatividade de Alice para dar nome ao álbum (já que o nome é idêntico ao álbum de 1975), as músicas são ótimas, algumas com um tom teatral ou mesmo dançantes, como Caffeine e Disco Bloodbath Boogie Fever. Vale a pena conferir este admirável trabalho de Alice Cooper.
Gravadora: Bigger Picture
Faixas:
01. I Am Made of You
02. Caffeine
03. The Nightmare Returns
04. A Runaway Train
05. Last Man on Earth
06. The Congregation
07. I'll Bite Your Face Off
08. Disco Bloodbath Boogie Fever
09. Ghouls Gone Wild
10. Something to Remember Me By
11. When Hell Comes Home
12. What Baby Wants
13. I Gotta Get Outta Here
14. The Underture (Instrumental)


Banda: U.D.O.
Álbum: Rev Raptor
Estilo: Heavy Metal

Sobre a banda: U.D.O. é a carreira solo de Udo Dirkschneider, ex-cantor do Accept que é um baixinho com potencial gigante. Coo ele saía e entrava o tempo todo do Accept, isso deu tempo de fazer treze álbuns ao longo da sua carreira solo.
Sobre o álbum: Este é o décimo terceiro álbum, e vem com treze músicas que agradam a todos que curtem um bom e velho Metal old-school. As músicas estão cheias de riffs pesados e uma bateria destruidora perfeita pra banguear, sem contar a voz de UDO que está incrivelmente potente e melhor. Bem, alguns podem encrencar com a voz dele, que é beeeem peculiar, principalmente agora que ele envelheceu, mas, pra quem gostar, gostou. O disco tem até a baladinha “I Give as Good as I Get” que amolece corações, em meio a outras músicas que deixam pescoços com torcicolos como “Renegade”, “Terrorvision” ou “Leatherhead”, além de outras que apesar de não serem uma grande novidade, não se afastam da qualidade do álbum. “Rev-Raptor” é um ótimo registro de um baixinho velho que mostra que ainda tem muito a mostrar e até ensinar às futuras gerações abençoadas por Odin.
Gravadora: AFM Records, Laser Company
Faixas:
01. Rev-Raptor
02. Leatherhead
03. Renegade
04. I Give As Good As I Get
05. Dr. Death
06. Rock 'N' Roll Soldiers
07. Terrorvision
08. Underworld
09. Pain Man
10. Fairy Tales Of Victory
11. Motor-Borg
12. True Born Winners
13. Days Of Hope And Glory

Banda: Iced Earth
Álbum: Dystopia
Estilo: Heavy Metal, Power Metal

Sobre a banda: Iced Earth é um caso raro: é uma banda americana de Thrash E Power Metal, o que pode soar estranho pra alguns, mas a banda consegue executar muito bem. Não, não há firulas típicas do Power Metal, mas histórias fantasiosas, épicas e pesadas ao mesmo tempo, graças à mente brilhante do compositor Jon Schaffer. Ultimamente a banda não anda mantendo a qualidade com os álbuns “Framing Armageddon” e “The Crucible of Man” de 2007 e 2008, que são continuações da saga iniciada em "Something Wicked This Way Comes" de 1998. Isso se deve ao fato da banda passar por uma crise interna, onde o antigo cantor Tim “Ripper” Owens ter saiu da banda, ter sido substituído por Matt Barlow, ficando por um breve período. Desta vez a nova obra tem um novo cantor, Stu Block da banda canadense Into Eternity.
Sobre o álbum: A “escalação” de Stu foi muito bem acertada, pois ele agrada a todos os saudosistas com seus timbres parecidos com os de Barlow e Owens, hora agressivo, hora agudo. E enquanto a voz está bem representada, o instrumental não fica pra trás: as composições inspiradas resultam em faixas agressivas e rápidas, mas também calmas e épicas, que resultam em muitos momentos bons e em todas as músicas terem seu valor. Isso torna o disco bem consistente e uma boa surpresa a todos que esperavam uma obra pelo menos melhor que as antecessoras. 2011 foi a época de remissão de muitas bandas, e o Iced Earth não ficou de fora. É uma ótima oportunidade pra quem já gostava da banda e pra quem está curioso com essa mistura de Power Metal com Thrash, um “dragão agressivo”.
Gravadora: Century Media
Faixas:
01. Dystopia
02. Anthem
03. Boiling Pont
04. Anguish of Youth
05. V
06. Dark City
07. Equilibrium
08. Days of Rage
09. End of Innocence
10. Tragedy and Triumph

Banda: Saxon
Álbum: Call To Arms
Estilo: Heavy Metal

Sobre a banda: Saxon é outra banda da NWOBHM, desta vez do “primeiro escalão” em nível de reconhecimento. Ela se consagrou por oscilar entre o Hard Rock e o Metal tradicional, mas sempre com um som pesado e veloz.
Sobre o álbum: Toda banda antiga com uma bagagem grande tem duas opções: ou continuar na mesma sem novidades, ou tentar ir além e dar certo, ou errado. O Saxon escolheu a primeira opção, fazendo um mais-do-mesmo com qualidade e muita garra pra quem já é velho. Desta vez o álbum está mais para o Hard Rock, o que é só um detalhe, pois o Saxon está com o feeling de sempre, pesado, ágil e principalmente direto, com músicas de fácil assimilação pra agradar a todos que gostam do estilo, e tem de tudo pra ser uma referência nova daqui a alguns anos. Isto porque o Saxon está sendo apenas ele mesmo, sem querer reduzir ou adicionar nada de diferente, tudo flui normalmente como deveria ser.
Gravadora: Militia Guard Music, SPV/Steamhammer, CMC International, Virgin, EMI, Carrere
Faixas:
01. Hammer of the Gods
02. Back in '79
03. Surviving Against the Odds
04. Mists of Avalon
05. Call to Arms
06. Chasing the Bullet
07. Afterburner
08. When Doomsday Comes
09. No Rest for the Wicked
10. Ballad of the Working Man
11. Call to Arms (versão orquestral)

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