01/02/2017

Retrô 2012: Brazuca

Hail! Depois de enrolar tanto, este autor finalmente vai iniciar as resenhas de discos de 2012. E inicia com os discos brasileiros que você nem sabia que tinham sido lançados, por causa da pouca atenção que os brasileiros dão pro seu próprio PIB rockeiro e headbanger. como o ilustríssimo militante nacionalista metalístico Edu Falaschi diz muito bem. Tudo bem que o grande público não tem oportunidade de conhecer bandas nacionais por conta da falta de divulgação e desinteresse por parte das gravadoras e produtoras em investir em bandas nacionais, mas com a internet e selos independentes, não tem desculpa! Precisamos dar destaque ao que é nacional, e é pra isso que esta retrospectiva serve

Nota do Profeta de 2017: Originalmente, este artigo tinha duas partes. A primeira foi publicada em 17/02/13, e a segunda, em 18/03/13. Este autor uniu os dois artigos porque excluiu da lista algumas bandas que não eram tão boas assim, tornando o artigo menos longo.

Retrô 2012: Brazuca

Banda: Golpe de Estado
Álbum: Direto do Fronte
Estilo: Rock

Sobre a banda: Essa é uma que os fãs de Rock nacional tem quase obrigação de conhecer. Ela nasceu em 85 e esteve à margem da fama, conhecida apenas pelos fãs mais assíduos do Rock brasileiro. A banda lançou sete discos com grande intervalo entre eles, teve um hiato que durou 8 anos, e agora regressa com seu oitavo disco, que toca um Rock clássico brasileiro de alta qualidade. A capa engana, né, parece Punk Rock...
Sobre o CD: Quando se trata de bandas brasileiras, você pensa primeiro na letra, se ela é em inglês ou português. E se é em português, você espera o mínimo de complexidade nas letras, por já estar acostumado ao Rock oitentista que falava sobre coisas que a gente não entende complexas e marcantes. Por sorte, essa banda segue essa proposta mesmo, e te faz prestar atenção nas letras bem desenvolvidas que são cantadas com aquela ginga oitentista. Já o instrumental é bom do jeito que é, sem excessos, mas com boas sacadas de riffs e uma cozinha operante e animada. Tudo é executado com naturalidade e fluidez, num disco hegemônico que faz todas as faixas terem seu espaço e toque especial. Não é um álbum pra se agitar como doido, é mais pra curtir um som de respeito. E respeito é o que essa banda merece pelo feliz lançamento.
Faixas:
01. Falo Que Não Faço
02. Marymoon
03. Feira do Rato
04. Um de Nós
05. Onde Há Vida
06. Rockstar (participação de Dinho Ouro Preto)
07. Fora Da Ordem, Dentro Da Lei
08. Notícias do Fronte
09. Gente Pirata
10. Perfume de Jasmin
11. Numa Bolha
12. Fogo Nos Olhos

Banda: Huaska
Álbum: Samba de Preto
Estilo: Rock Alternativo

Sobre a banda: Este autor não gosta de resenhar bandas de Rock Alternativo - muito menos de ouvi-las - mas dessa vez, teve que abrir uma exceção. O Huaska é uma banda que faz a imprevisível combinação entre Rock e Samba/MPB, se auto-intitulando Bossa Metal (que bossa de nome) e dando vontade de conferir por si mesmo essa banda, pra ver se essa união funciona mesmo, despertando o interesse inclusive de quem não tem apego nenhum ao Samba, MPB e Bossa Nova. Mas quem sabe esse disco não é uma boa chance de conhecer melhor esses estilos? Isso é um exercício de mente aberta.
Sobre o CD: Sim, essa união funciona! A cozinha e riffs pesados se juntam ao violão e voz "normais", e voilá, Bossa Metal. Sim, infelizmente, ele fica um pouco em segundo plano, e aparece mais nas aberturas, solos e encerramentos, não mantendo essa união por todas as músicas. Mas é suficiente pra curtir e ficar admirado com essa proposta ter dado tão certo. E quando a banda não investe nessa união instrumental incrível, usa o violão pra fazer harmonias calmas, cativantes, emocionantes e lindas, pra alegria de todo amante do som brasileiro das antigas. do tempo que Tom Jobim babava pela garota de Ipanema. Além disso, as letras são profundas e tocantes, como é do estilo. Os destaques do álbum são "Foi-se", que tem videoclipe, "Chega de Saudade" que é um cover de uma música do Tom, "Ainda Não Acabou" que é onde essa união mais se sustenta e encanta, "Gávea" que representa muito bem a paixão que o brasileiro tem pelo futebol, e "Samba de Preto", que tem participação especial de Elza Soares. Enfim, esse álbum é um ótimo registro de uma das bandas mais inovadoras e originais do mundo.
Faixas:
01. Ainda Não Acabou
02. Samba de Preto
03. Foi-se
04. Branco e Verde
05. Gávea
06. O Mar
07. Avoar
08. Let’s Bossa
09. Otelo
10. Chega de Saudade

Banda: Sedna
Álbum: Sublime End
Estilo: Grunge, Stoner

Sobre a banda: Essa banda underground de som ligeiramente alternativo foi um dos destaques de 2012... lá fora. Pois é, com um país que não dá valor pro Rock nacional, é de se esperar que isso aconteça. Nascido em 2012 em Maceió, seu rótulo é difícil de ser determinado, então muitos chamam de Stoner Rock/Metal Grunge e Hard Rock, e a verdade é que... é tudo isso mesmo.
Sobre o CD: O disco soa estranho à primeira vista, por causa da sua sonoridade incomum para a maioria. Aqui temos timbres graves, cadenciados e dramáticos, uma produção um tanto suja, e muita experimentação. Mas passadas as primeiras impressões, conseguimos perceber as qualidades do disco: o vocalista tipicamente Grunge que passa várias emoções e timbres que embalado pelos backing vocals, os riffs sujos que formam uma atmosfera intensa que é intercalada por alguns solos agudos, as batidas e velocidade medianas que auxiliam na construção dessa atmosfera, dotada de personalidade ímpar. "Sublime End" em geral é poético e artístico na sua essência, diferente na forma com que se apresenta, não precisando ser rápido, pesado ou estridente pra ser bom. A banda disponibilizou o álbum inteiro pra audição e download gratuito, e como várias outras bandas mostradas aqui, é recomendado que se tenha esse álbum em mãos. Este aqui é uma pérola.
Faixas:
01. Storm at the Gates
02. Phasya 8
03. Failing at Life
04. Empathy
05. Our Damnable Need to Speak
06. Existence in Blank
07. Of Wounded Prides or Fallen Hopes
08. Charger
09. Inside Echoes
10. Worm after Wisdom
11. Slick
12. Overcoming the Worthless
13. Fall from Grace

Banda: Black Drawing Chalks
Álbum: No Dust Stuck On You
Estilo: Stoner Rock, Alternativo

Sobre a banda: Essa é uma banda que não tem nenhum toque brasileiro, fazendo muitos desavisados ficarem surpresos ao saber que vem daqui, de Goiânia, nascida em 2009. No início da carreira, ela teve muita fama na MTV, que a mostrava quase o tempo todo como uma "promessa-de-banda-com-potencial-pra-crescer", e foi isso que aconteceu mesmo.
Sobre o CD: Com a pegada Stoner Rock (Rock com tom cadenciado e grave, simplesmente), e harmonias e influências Alternativas (razão pela MTV ter gostado dela, claro), a banda traz algo diferenciado para os ouvidos acostumados ao tradicional, consolidando sua personalidade própria. Já podemos dizer que seu segundo disco é melhor que o primeiro, pois a produção é mais trabalhada e as composições são mais maduras, apresentando guitarras bem distorcidas, voz de timbre alternativo e batidas fortes que se mantém num ritmo confortável pra uma atmosfera intensa. Alguns destaques são "Street Rider", de longe uma das músicas mais assimiláveis do disco, "No Anchor", que segundo fontes, é uma música da década de 70 e gravada em 2012... se você não entendeu, nem eu, mas a música é boa; e também "I've Gor Your Flavor", que é o mais próximo de Rock agitadinho que temos por aqui. Tem outras músicas em destaque, mas é bom ouvir os disco pra saber quais são, pois cada música apresenta elementos mais agradáveis pra cada pessoa.
Faixas:
01. Famous
02. Cut Myself In Two
03. Street Rider
04. Walking By
05. No Anchor
06. Disco Ghost
07. I’ve Got Your Flavor
08. Simmer Down
09. Swallow
10. Immature Toy
11. Black Lines
12. Little Crazy
13. The Stalker
14. Deni’s Dream
15. Cheat, Love and Lies

Banda: Kiara Rocks
Álbum: Todos Os Meus Passos
Estilo: Rock Alternativo

Sobre a banda: Kiara Rocks é uma banda de Rock Alternativo, formada por Cadu (que participou do programa "Solitários", no SBT) no vocal, Anselmo na guitarra, Juninho no baixo e Ivan na bateria. Formada em 2010, conta com dois discos lançados, O auto-intitulado de 2010 e o que vou resenhar abaixo, Todos Os Meus Passos de 2012.
Sobre o CD: Se alguns fãs e pessoas que já estão familiarizadas com o primeiro disco, perceberão que algumas musicas não assim tão inéditas, as faixas "Mais uma noite", "Todos os Meus Passos" e "Invisível" estão presentes no disco de 2010, mas agora retornam com arranjos diferentes e mais elaborados. Esse disco foi produzido por Matt Sorum (The Cult, Guns N'Roses, Velvet Revolver) e a participação especial de Sebastian Bach (Skid Row) e Tracii Guns (LA Guns). "Marcas e Cicatrizes" é a faixa que abre o disco, com uma pegada já característica da banda, os vocais marcantes de Cadu e riffs bem planejados. A próxima já é uma das conhecidas, mas com uma roupagem diferente que a deixou com um andamento mais rápido (e que eu achei que ficou melhor). "Com Ódio e Gasolina" também é uma das faixas importantes (com clipe oficial); depois vem mais uma das conhecidas e a "Assim que Você Acordar" que é incrível com seus solos criativos e muito bem executados, formando uma atmosfera calma, mas que ao mesmo tempo possui os vocais fortes, demarcando esse contraste. A "Careless Whisper" conta com uma parceria de Sebastian Bach, uma música muito boa que tem um diferencial pela voz, por vezes gritada, mas que deixa a marca da banda com letra em inglês. A próxima "Não Vai Adiantar", começa com a voz de Cadu um pouco distorcida, o que dá um efeito diferente e bacana, além de que ele está com a voz um tanto arrastada (como se tivesse bêbado =P), mas o resultado final é uma musica incrível. "Meu Melhor Caminho" já é mais calma no inicio, mas que não tem tanta agressividade quanto as outras. Em síntese, é um bom CD, pra quem gosta e pra quem não ainda não conhece o trabalho deles.
Faixas:
01. Marcas e Cicatrizes
02. Mais Uma Noite
03. Com Ódio e Gasolina
04. Todos Os Meus Passos
05. Assim Que Você Acordar
06. O Som
07. Careless Whisper
08. Não Vai Adiantar
09. Meu Melhor Caminho
10. Invisível (l.C.E.)
11. Assim Que Você Acordar (faixa bônus acústica)
12. Mais uma noite (faixa bônus acústica)

Banda: Wild Child
Álbum: Inside My Mind
Estilo: Rock moderno

Sobre a banda: Curitibana e nascida em 2010, a banda não busca pegar várias influências diferentes pra apresentar um Rock mais único e próprio. E seria ótimo que as pessoas focassem nisso, ao invés de reduzir a banda à "aquela banda daquele carinha maneiro que tem um vlog!".
Sobre o CD: Ele está disponível pra download no site oficial da banda (que por acaso, está indisponível) e no PalcoMP3. E a diversidade contida aqui é total, cada faixa tem sua própria personalidade e sonoridade, pode ir do Pop Rock e Alternativo com influências de Nickelback e Pearl Jam até ao Hard Rock com influências do dito "Rock moderno". E cada integrante tem sua vez: o baixista sabe marcar sua presença com grande talento, o guitarrista cumpre seu papel com eficiência, o baterista... não tem tanto destaque, mas consegue imprimir sua marca, e o maior destaque fica para o vocalista (o carinha do vlog!) que mostra enorme potência e feeling em sua voz, sendo impossível não reconhecer seu talento e habilidade. Sua voz remete aos timbres dos vocalistas de Grunge ou Alternativo dos anos 90, e sua versatilidade é singular, certamente o maior tesouro do grupo. Além disso, as música também trazem letras refliexivas e relevantes.
Faixas:
01. Inside My Mind
02. Live Memories
03. My Evolution
04. Jump Now
05. Take My Time
06. You Changed My Whole Life
07. At Your Side
08. Out of Patience
09. Wild Child
10. Just Like Yesterday
11. Homeless
12. A Man Without Heart


Banda: Zerodoze
Álbum: O Peso Que Corroi
Estilo: Rock

Sobre a banda: Com apenas três integrantes (sem informações adicionais do lugar de origem e quando nasceu), a banda consegue fazer um som direto, competente e preciso, e principalmente, de bom gosto.
Sobre o CD: Uma coisa que a banda se consagra é por tocar Rock com a maior espontaneidade e naturalidade, sem enrolar, em bom português, e executando um som pesado e porradeiro pra ninguém botar defeito. A cada faixa, este terceiro lançamento da banda vai melhorando a qualidade, tanto lírica quanto instrumental, Aliás, a vontade que a banda tem por tocar esse estilo é nítida pela energia que eles passam, principalmente pela letra de "Those Music", onde títulos de clássicos de Rock e Metal são cantados no ritmo da música, até chegar o refrão que clama "All those music I heard all my life, in the good days or in the bad times" (todas essas músicas eu ouvi minha vida toda, nos dias bons ou nos maus momentos). O Rock acompanha a vida da banda tanto quanto a nossa vida, e se expressar sobre isso abertamente os torna "gente como a gente". Pois bem, esse disco soa como um tributo ao Rock como um todo, de uma banda apaixonada por esse estilo e que o toca de maneira primorosa.
Faixas:
01. Da Onde Veio
02. Essa Mulher
03. Horas Vagas
04. Black And Gray
05. O Gole
06. Esperança e Redenção
07. Novo Caminho
08. Those Music
09. Tão Igual
10. Pequenos Jogos

Banda: Zumbis do Espaço
Álbum: Nós Viemos Em Paz
Estilo: Punk Rock

Sobre a banda: Ela usa a mesma fonte do logo do Danzig!!! E está na ativa desde 1996, lançando mais discos que muitas bandas nascidas na década de 70! A temática da banda sempre foi variada, de ficção científica a terror, de letras ácidas e críticas à pura diversão, se mantendo nessa onda lúdica, diversa e sobretudo, com atitude punk.
Sobre o CD: Como uma legítima banda punk, as letras tratam de temas atuais e importantes, não ficam no lugar-comum, mas fazem refletir e dar voz ao nosso inconformismo. Apesar disso, a banda não soa hardcore, super ágil, agressiva e pesada, tudo é tocado de maneira até sóbria, sem muitos excessos. O vocalista quase não grita, só a partir da faixa #07. E o instrumental é bem executado, só não te faz querer entrar numa roda punk. Somente as quatro últimas faixas te inspiram a quebrar uma janela, enquanto as outras entram no gosto do ouvinte por serem mais "lights", sendo uma espécie de Rock clássico com letras que valem a pena ser ouvidas. Os destaques do álbum são as quatro últimas faixas, como mencionado, e "Circo da Fé", que é uma boa pedida pros críticos de igrejas protestantes. Vale ressaltar também o detalhe da última faixa, que após seu fim, revela uma segunda faixa surpresa.
Faixas:
01. Mundo de Dor
02. Apenas um Psicopata
03. Onde o Diabo Chorou
04. Circo da Fé
05. Aquilo que não Deveria Existir
06. O Último a Sair do Bar
07. Sem Salvação
08. O Monstro Voltou
09. Condenado a Vagar
10. Quebrando a Lei em '96

Banda: Ação Direta
Álbum: World Freak Show
Estilo: Hardcore

Sobre a banda: Banda paulista de São Bernardo do Campo, o Ação Direta já é bem rodado com seus 26 anos de carreira, shows no exterior (Europa e Argentina) e relativamente poucos discos lançados, sendo este o oitavo. A banda já tem sua história e vivência suficientes, unindo suas influências do Punk Rock tradicional e Metal e executando um Hardcore de alta qualidade.
Sobre o CD: Ele contou com a participação especial de membros de várias outras bandas: Alex Camargo (Krisiun), Marcelo Pompeu (Korzus), Rodrigo Lima (Dead Fish), João (Test), Vlads (Ulster) e Wagner (ET Macaco). E taí uma ótima oportunidade pra você conhecer todas essas bandas underground. O álbum inteiro está disponível no SoundCloud, dando oportunidade de todos conhecerem as faixas pesadas com letras fortes e atitude agressiva que a banda trabalha muito bem. Um diferencial dela entre as outras bandas típicas do estilo, são seus arranjos e composições mais bem elaborados, com experimentações e as influências do Metal tinindo, como nas faixas "Forced Needs", "Zeitgeist" ou "Desconstrução", que dão uma amostra de como o grupo vai além do Hardcore. É um disco homogêneo de forma geral, que com suas músicas de curta duração conseguem fazer o ritmo frenético e a pancada ser sentida forte (gíria de hardcore mal usada). "World Freak Show" é um álbum imponente e forte que merece ser adquirido no formato físico.
Faixas:
01. Forced Needs
02. O Pacto
03. Zeitgeist
04. La Fiesta
05. Desconstrução
06. World Freak Show
07. Sob Outros Céus
08. Caspa Do Diabo
09. Manifesto
10. Bem Sabe Qual É
11. Useless Complex

Banda: Motosserra Truck Clube
Álbum: Na Estrada
Estilo: Rock

Sobre a banda: Mais uma banda mineira, dessa vez de Varginha, que nasceu em 2006 e faz um som extremamente cativante que captura o espírito de lenhadores, caminhoneiros e motoqueiros, aqueles tipos mal-encarados gordos e barbudos que sempre arrumam confusão no bar. É como o irmão caipira (e trabalhador) do Matanza. Opa, eu já tô falando sobre o disco...
Sobre o CD: O estilo da banda é Rock... pesado, grosso, cru, direto... mas não é Rock clássico, Hard Rock, Hardcore... pra este autor, algumas bandas se encaixam num nível de Rock superior: o estilo Motörhead. E o Motosserra é desse gênero, com um vocalista rouco e grave mandando ver na sua performance acompanhado de músicos habilidosos e inspirados, com destaque para os guitarristas e baixista que fazem harmonias e riffs com muito vigor e atitude e solos afiadíssimos. Sem falar na agilidade e mão pesada que impera na bateria, que nunca perde a energia. E as letras são um show à parte, são diversão garantida! Não tem como não gostar das histórias engraçadas narradas e cantadas. Nem dá pra escolher melhores músicas, porque todas são boas. Quer dizer, menos a última, que é bem esquisita e errastada, mas é uma exceção. "Na Estrada" é um álbum pra quem quer se divertir com um Rock pesado e bruto com boas letras pra cantar junto, e o Motosserra Truck Clube é uma das melhores surpresas do Rock atual.
Faixas:
01. Na Estrada
02. Volvorine
03. Num Vai Prestá
04. Madeira
05. Cafetão de Bueiro
06. Joga a Mãe
07. Born To Be Uai
08. Os Caçadores de Ressaca
09. Catapulta
10. Risca-Risca
11. Tira Gosto
12. É O Fim

Banda: Baby Doll
Álbum: País Tropical
Estilo: Hard Rock

Sobre a banda: Baby Doll é uma banda quase completamente desconhecida, até seu site oficial está em manutenção. Pelo menos ela tem vídeos no YouTube pra ver. O que se conhece, é que a banda toca "Rock Pornô", por suas letras "safadas", e toca um Rock clássico ácido e pesado que ninguém pode botar defeito.
Sobre o CD: Esse é o ponto principal desse disco: as letras. Como a banda canta tudo em português, fica impossível ignorá-las. E na visão deste autor, eles soaram bem senso-comum e pífias, mesmo com a sua proposta "conceitual" de criticar o país e a sociedade. Tanto que a primeira faixa nem é uma música, é um compilado de sons e falas de personalidades e personagens famosos brasileiros. Pior ainda são as letras falando de mulheres, que soam machistas e ruins. Apesar da relutância, este disco está aqui porque a opinião deste autor sobre as letras não é absoluta. Mas principalmente, porque a banda toca bem pra caramba! Temos que tirar o chapéu pra habilidade dos músicos que tocam um Hard Rock empolgante e extremamente agradável, com criatividade nos riffs, solos ótimos e ritmo e peso incessantes. Às vezes a mixagem deixa a desejar, por deixar  avoz do vocalista mais baixa que o instrumental, mas esse não é um problema constante. Mesmo assim vale a pena baixar o álbum pra curtir. E tirar suas próprias conclusões.
Gravadora: Independente
Faixas:
01. País Tropical (Intro)
02. Brasília
03. Zapeando na Madrugada (Intro)
04. Sonho Molhado
05. Safada
06. Vaca da Padre Chagas
07. Quero nem Saber
08. Boa Menina
09. Crackdown
10. Suíte Virtual
11. Prima é pra Isso
12. ABC

Banda: Pastore
Álbum: The End Of Our Flames
Estilo: Heavy Metal

Sobre a banda: Paulista de São Paulo (huehuehue), a banda começou em 2007 e lançou um single em 2008, um disco em 2010 e seu terceiro registro neste ano. A banda é capitaneada por Mario, que também já fez parte de um monte de bandas: Titânio, Tailgunners, Social Fears, Sacred Sinner, Revenge, Acid Storm, Delpht, além de ter feito participações no Seventh Seal e Soulspell. E ainda ser um instrutor vocal, tendo ensinado gente como Edu Falaschi e Andre Matos. O cara é ocupado, rapá!
Sobre o CD: Aqui Mario demonstra que seu domínio vocal é realmente impressionante, tem muita potência e é versátil, indo do agudo ao grave com facilidade. Mas ele não é a única coisa boa do disco, mas também a sonoridade crua e forte que dita a harmonia vigorosa do instrumental, com composições consistentes do início ao fim. A produção primorosa deixa a sonoridade polida e bem profissional, nos permitindo ouvir cada detalhe e cada integrante mostrando seu show. Pode ser considerada outra banda que toca o dito "Metal Moderno", pois se a atitude em buscar várias influências pra tingir sua própria personalidade é o que caracteriza o Metal Moderno, o Pastore consegue fazer isso muito bem.
Faixas:
01. Brutal Storm
02. The End of Our Flames
03. Night and Day
04. Fools
05. Empty World
06. Liar
07. When the Sun Rises
08. Envy
09. Unreal Messages
10. Bring to Me Peace
11. The World Is Falling

Banda: Kiko Loureiro
Álbum: Sounds of Innocence
Estilo: Metal Instrumental

Sobre a banda: Kiko é o filho de Dona Florinda, só pra continuar a velha piada sem graça o guitarrista do Angra, que normalmente não pode mostrar toda sua virtuosidade e criatividade, senão, acaba roubando o espaço dos outros músicos. Mas sozinho, consegue mostrar suas técnicas virtuosas e cheias de feeling, tendo a liberdade de fazer o que quiser, até flertar com outros estilos musicais - o que já é um tipo de tradição na sua carreira solo.
Sobre o CD: Kiko não decepciona e lança mais um grande título, desta vez mostrando uma faceta introspectiva e misteriosa em suas músicas, imprimindo melodias intensas, cadenciadas e efeitos sonoros que fazem o ouvinte emergir num mundo de sonhos. Claro que a melodia também é cortada ou conduzida pela guitarra sempre estridente e afiada, que manda riffs e solos criativos e cheios de técnicas de te fazer vibrar. Cada elemento é balanceado pra não deixar a sonoridade geral saturada demais, visto que são muitas camadas sonoras pra prestar atenção. Felizmente elas não são difíceis ou chatas de ouvir, e o único motivo pra colocar a música pra tocar de novo, é por ser boa demais pra ouvir uma vez só. Outro detalhe são as influências e misturas musicais que o guitarrista imprimiu, um ponto forte que evidencia a versatilidade do músico: começamos com "Awakening Prelude" com influências de MPB que se estendem também em "Ray of Life", a música tribal de "El Guajiro" e até berimbau tocando no ritmo de capoeira em "Mãe D’Água", fazendo o "Roots Bloody Roots" do Sepultura ter inveja (hohoho). Não há nenhum música que seja ruim ou fraca, todo o álbum pode ser aproveitado e curtido, e assim você podemos completar a coleção de bons álbuns de Kiko Loureiro, e também ter um dos melhores lançamentos de 2012 nas mãos.
Faixas:
01. Awakening Prelude
02. Gray Stone Gateway
03. Conflited
04. Reflective
05. El Guajiro
06. Ray Of Life
07. The Hymn
08. Mãe D'Água
09. Twisted Horizon
10. A Perfect Rhyme

Banda: AndragoniA
Álbum: Memories
Estilo: Progressive Metal

Sobre a banda: Esse é o tipo de banda que merece um merecido lugar ao sol, O Andragonia é um paulista que nasceu em 2007, tendo lançado seu primeiro álbum em 2010 e uma demo em 2011, e desde então, tem mostrado como são profissionais em seu trabalho.
Sobre o CD: Todos vem dizendo que houve um crescimento na maturidade e profissionalismo da banda neste álbum, e como este autor não ouviu suas obras anteriores, não pode opinar nisso. Mas a sofisticação e profissionalismo do álbum é percebido logo de cara. As músicas embaladas com aquele fator imprevisível do Prog Metal (melodias profundas, ritmo e batidas alternadas sem aviso prévio) são apresentadas com uma produção que impressiona. Na verdade, isso é porque a Hellion Records quem estava capitaneando sua produção, mas ela enrolou tanto que a banda acabou lançando o álbum de forma independente; não em formato físico, mas disponível pra download. Mas voltando ao que interessa, a sonoridade do álbum é complexa e variada, indo do peso com agilidade à melodia e tranquilidade, com o feeling introspectivo e áureo sempre presente em todas as músicas. Mas não dá pra descrever exatamente como o álbum é, o negócio é baixar.
Faixas:
01. Jake's Dream
02. Hard To Breath
03. Betrayed By The Heart
04. Faith Drowned Into Pain
05. Screaming Silence
06. Threshold
07. Touch Of Seduction
08. Memories
09. Another Time
10. Ready To Fly
11. Meet Again
12. When Silence Meets The Sorrow
13. Voice Within
14. At My Side

Banda: Andre Matos
Álbum: The Turn of The Lights
Estilo: Power Metal

Sobre a banda: Andre Matos é a musa japonesa que já e entrou e saiu das bandas Viper, Angra, Shaman e fez parte de vários projetos paralelos como Avantasia e Symfonia. Ao longo de todos esses anos o vocalista de grande talento e amplitude vocal demonstrou uma tendência a querer liderar toda e qualquer banda que ele fizesse parte, por sua genialidade transbordar ao ponto de haverem brigas internas por conflitos de interesse, composições e etc, o que faz a sua carreira solo ser um tanto prevista há um tempo. Este já é seu terceiro trabalho solo e, como sempre acontece com grandes músicos, o que se espera de suas obras é no mínimo uma ÓTIMA recepção.
Sobre o CD: No caso de Andre, a expectativa é sempre ruida e jogada pelo ralo, pois sua carreira solo não trouxe nada de marcante até agora. Até agora, pois este novo trabalho mostra uma melhora com suas mudanças na sonoridade: algumas influências Progressivas, uma aposta maior no lirismo e nos elementos melódicos que conseguem empolgar um pouco o ouvinte com a beleza das melodias, apesar dessas características não serem notáveis nas primeiras audições. A sonoridade geral é bem hegemônica e dá destaque a voz de Andre, e o instrumental por sua vez demonstra sua complexidade e técnica aumentadas, deixando pouco espaço para o peso e agilidade. No fim vemos um disco mais reflexivo e introspectivo, obedecendo ao seu conceito inicial: falar sobre o momento atual da humanidade com bastante reflexão - aquele tipo de pensamento que vem quando se está no ônibus com a cabeça encostada no vidro e com sono. Não é um álbum pra agitar a cabeça com o poder do dragão flamejante do Power Metal, mas é bom pra quem gosta de boas músicas melódicas e que fazem a maioria das pessoas enjoar.
Gravadora: Azul Music
Faixas:
01. Liberty
02. Course of Life
03. The Turn of the Lights
04. Gaza
05. Stop!
06. On Your Own
07. Unreplaceable
08. Oversoul
09. White Summit
10. Light-Years
11. Sometimes

Banda: Devon
Álbum: Unreal
Estilo: Power Metal

Sobre a banda: Esse grupo mineiro é a mais nova revelação de 2012. Nascido em 2008, apresenta um legítimo Power Metal com uma produção límpida e alguns elementos modernos. Já em seu disco de estreia, ele mostra que tem personalidade e carisma pra ser mais reconhecido.
Sobre o CD: O conceito do disco é algo a salientar: busca passar a mensagem do conflito entre o irreal e o real. Ou seja, a colher não existe. A primeira faixa é uma introdução que abre para a "Streets Ain't The Same", uma música ágil e animada que mostra um pouco da maravilha que é o álbum. A alternância entre a agilidade dos riffs com experimentações na guitarra e a sonoridade cativante das melodias vão melhorando de faixa a faixa. Outra vantagem é que elas são bem diretas, e algumas até acabam de repente pra começar a outra seguinte, prendendo o ouvinte num ritmo constante de velocidade e animação. Fora as músicas mais melódicas, que mostram aonde está o talento da banda em fazer atmosferas bonitas interpeladas por riffs arrastados e cozinha competente. Pode curtir sem moderação.
Faixas:
01. Crash of Reality
02. Streets Ain´t the Same
03. Turning
04. Call the Brothers
05. The Sunset Rider
06. Forgetting You
07. The Sentence
08. Running Out of Luck
09. Face Myself
10. On the Road
11. Innocence Degrees

Banda: Scelerata
Álbum: The Sniper
Estilo: Power Metal

Sobre a banda: Banda gaúcha de Porto Alegre na ativa desde 2000, o Scelerata conseguiu considerável fama com o passar do tempo, consagrado como um dos grandes nomes do Metal brasileiro e do Power Metal mais de raiz, bebendo da fonte das antigas bandas dos anos 80 em vez das melódicas atuais cheias de firulas.
Sobre o CD: Um dos destaques é a participação de Paul Di'Anno (precisa de apresentações?) nas duas primeiras faixas, e de Andi Deris (vocalista novo do Helloween, pra quem vive se esquecendo), que na opinião deste autor, até acrescentam nas música,s mas sua maior contribuição mesmo, é o moral. Isso porque o Scelerata sabe se sustentar com as próprias pernas, a começar pela dupla de guitarristas que arrasa nos seus solos magistrais, acompanhados de uma cozinha igualmente empolgante e ágil. A energia captada pelo ouvinte é de imensa satisfação ao ouvir as variações imprimidas nas músicas e suas técnicas diversificadas, frutos de composições criativas e desinibidas. Destaque de 2012, merece audição imediata, ou por SoundCloud, ou por desembolso do bolso na compa do CD.
Faixas:
01. Rising Sun
02. In My Blood
03. Road to Death
04. Breaking the Chains
05. Unmasking Lies
06. Must Be Dreaming
07. Drowned in Madness
08. Welcome Home
09. 'Til the Day We Die
10. Money Painted Red
11. The Sniper

Banda: Lothlöryen
Álbum: Raving Souls Society
Estilo: Power Metal

Sobre a banda: Pelo nome, dá pra ver que é de Power Metal, e inspirada em Tolkien, como tantas outras. Ela é mineira com mais de 10 anos de estrada, tendo na bagagem um diferencial: o aprimoramento de suas técnicas e criatividade aumentadas a cada obra. Este álbum talvez seja o ápice de sua evolução.
Sobre o CD: Apesar de parecer que a banda vai pro lado Rhapsody da força, com suas partes orquestradas típicas de trilha sonora de filme épico, a banda vai pro lado mais Blind Guardian, focando na energia e peso dos riffs de timbre grave e batidas fortes, junto com um vocalista versátil de voz rouca que ajuda a calcar a sonoridade geral num tom escuro e profundo, com passagens melódicas esporádicas, mas bem colocadas. O resultado final é impressionante, tanto pelo domínio e desenvoltura que os músicos apresentam, quanto pela sua naturalidade e controle absoluto de elementos, desde os coros que fortalecem o vocalista, até as linhas de guitarra complexas e atraentes. E cada música tem sua velocidade, peso, ritmo e técnicas únicas, não fazendo os ouvidos ficarem cansados da mesmice, e ao mesmo tempo, não fugindo da identidade primordial da banda. Esse é o tipo de álbum que você quer ouvir de novo e de novo e de novo, pois apesar das faixas serem assimiláveis, existem detalhes que se tornam mais brilhantes a cada audição. Galadriel fica orgulhosa com esse novo trabalho dos mineiros.
Gravadora: Shinigami Records
Faixas:
01. First Raving Steps
02. Face Your Insanity
03. When Madness Calls
04. Hypnerotomachia
05. Temples of Sand
06. A Tale of Lunacy
07. To Live Forever
08. 1314
09. Burning Jacques
10. Sun of Delirious
11. My Old Tavern

Banda: Rygel
Álbum: Imminent
Estilo: Metal Melódico

Sobre a banda: Ela é paulista de Santos, ativa desde 2000 e é um dos grandes nomes do Metal brasileiro (que parece gringo). Mesmo tendo nascida em 2000, só lançou EP em 2005, e desde esse tempo, mistura uma boa cozinha de Metal Extremo com o tempero do Metal Melódico e pitadinhas de Progressivo, resultando num som pra ser devorado com gosto. Falando assim, o Metal tem muita relação com a gastronomia...
Sobre o CD: Como dito, a diversidade é servida a gosto, é só relaxar e ouvir o álbum disponibilizado no SoundCloud (ou comprar ele na Saraiva, como fez este autor) e experimentar as faixas primordialmente ágeis e pesadas, que contrastam suas batidas e riffs graves com linhas de guitarra e teclado melódicas, garantindo uma experiência auditiva fora do que estamos acostumados, resultando naquele tipo de som que os críticos chamam de "Metal Moderno". Essa inovação já é uma grande conquista para uma banda brasileira, que canta letras boas e impactantes, toca num ritmo e sonoridade empolgantes, e mostra empenho de sobra pra continuar na ativa e crescendo na qualidade. Esperamos que essa profecia se cumpra.
Faixas:
01. End of Days
02. Just One
03. Hope
04. Perfect Stone
05. Asking for Your Vote
06. Leave Me Alone
07. Memories
08. Damnation
09. Walking Dead
10. Realities
11. Envy Words

Banda: Command6
Álbum: Black Flag
Estilo: Thrash Metal

Sobre a banda: Command6 é uma banda consagrada por fazer um som que não deve nada aos estrangeiros. Com mais de 4 anos de estrada, o grupo paulistano apresenta um som brutal aliado a uma voz rasgada e agressiva, mas diferente para o estilo, além de certos momentos mais melódicos. ciosas que são um diferencial da banda.
Sobre o CD: Os riffs e ritmo sempre furiosos e inspirados que não te deixam respirar estão presentes quase sempre, e os refrões são perfeitos pra ficar na cabeça e cantar junto. Além disso, a habilidade instrumental é tão eficiente que consegue aliar a melodia ao peso do Thrash Metal perfeitamente, não destoando em nenhuma hora. Até numa balada como em "Sunshine", essa pegada funciona - fazendo ela parecer que é uma balada de Hard Rock com poder aumentado. E pelo álbum ser tão homogêneo na sua qualidade, é difícil destacar faixas, mas este autor vais fazer um esforço: a primeira faixa fazendo uma ótima abertura, "Dawn of a Man" que tem um refrão chiclete, "Brainwash" que tem uma linha instrumental atraente, e as "pedradas" (como esses resenheiros profissionais falam por aí) "Black Flag" e "So Cold". Tudo isso foi só pra dizer que esse álbum é imperdível por sua proposta e qualidade.
Faixas:
01. Crush the World
02. Ace in the Hole
03. Sunshine
04. Dawn of a Man
05. So Cold
06. Brainwash
07. Black Flag
08. Brand New Day
09. Lies so Pure
10. Logic of Nonsense
11. Maior Abandonado (faixa bônus)

Banda: Jackdevil
Álbum: Under The Satan Command (EP)
Estilo: Thrash Metal

Sobre a banda: Em 2009, São Luis do Maranhão, surgiu uma banda com um som inovador e revolucionário. Mentira. Surgiu uma banda de Thrash Metal que parece ter viajado no tempo pra nos presentear nos tempos atuais com o mais puro Thrash sem frescura e com muita atitude.
Sobre a demo: Sim, é uma demo (ou um EP, não sei, tô confuso) com cinco músicas, e só elas são mais do que suficientes pra evidenciar o talento dessa banda que toca com alma, paixão e gás total. É tanta energia e carisma que a banda já é considerada por muitos um clássico já consolidado, e não uma "promessa de banda que no futuro vai despontar". O principal é mesmo a parte instrumental, que é prolongado e que se sustenta sozinho, deixando o vocal também incrível e vigoroso ser apenas mais um elemento que ajuda a compor o clima  os timbres graves dados pelos riffs ágeis e crus. Se você não tiver vontade de balançar a cabeça repetidamente ouvindo essa obra, você está morto por dentro.
Faixas:
01. Thrash or Die
02. Violent Invasion
03. Under the Metal Command
04. Road to Hell
05. The Chaos Never Stops

Banda: Monster Coyote
Álbum: The Howling
Estilo: Stoner Metal

Sobre a banda: Ela é de Mossoró, Rio Grande do Norte, estado que não tem quase nenhuma banda de... de nada. E nesse fim de mundo, só poderia nascer uma banda diferente, brutal e obscura como essa, que é rotulada como Stoner Metal por causa do seu som cadenciado e potente. Ela também investe numa temática específica: lobisomens, que andam por florestas escuras e lhe fazem sentir o peso do medo e da morte. Mas não antes de te fazer admirado com sua presença, afinal, lobisomens são monstros famosos e prestigiados.
Sobre o CD: Pra nossa felicidade, o download está disponível pela própria banda, que não nos priva de sua genialidade. Cada música tem seu toque individual de carisma e personalidade, e todas vem com variações rítmicas e técnica, com o objetivo de ser o mais obscuro e pesado possível. As introduções, os solos de guitarra, o trabalho incessante da cozinha, o vocalista não perdendo a linha no seu jeito de gritar rouco e profundo com enorme potência, tudo isso é uma pérola a ser degustada com prazer, nos fazendo imergir num clima de pesar e escuridão, como histórias de terror que nos deixam apreensivos. Essa banda brutal e enérgica sabe mesmo como criar uma atmosfera rica, bem melhor que muito Symphonic Black Metal ou Progressive Death Metal por aí. Agora ouça e sinta o que lhe espera.
Faixas:
01. Dead Bravery
02. Beacon of Lost Souls
03. Windmill Tales
04. Unleash the Monster
05. Tundra Despair
06. Walk of the Untouchable
07. Wolfslayer
08. Violence of Those
09. Primal Bloodshed
10. The Elder Threat

Banda: Krow
Álbum: Traces of The Trade
Estilo: Thrash, Death Metal

Sobre a banda: Krow é mais uma banda de Thrash/Death Metal nascida no estado sede do Metal brasileiro, natural de Uberlândia e nascida em 2009 já estreando o CD "Before The Ashes", se manteve em constante atividade a partir daí.
Sobre o CD: Todo resenheiro por aí disse que o encarte do disco é uma obra-prima e que deu até pena de abri-lo pra tocá-lo. Que sirva de mais uma razão pra comprar os discos originais! A abertura desse tesouro resulta em satisfação, com a banda arrebentando na sua performance extrema e pesada mais focada no Death Metal. Mais focada, pois a construção das músicas corresponde a esse estilo, mas eles ainda mantém a pegada Thrash Metal - uma das maiores marcas disso é a velocidade dos blast beats, reduzida pela metade comparando aos padrões tradicionais extremos. Mas não se sente tanta falta disso quando se tem riffs sujos e arrastados com boas levadas pesadas na bateria, um baixo veloz e voz indefectível, como o estilo pede. O trabalho da produção também permite que se ouça todos os instrumentos e chegar à cativante soma de todos esses elementos e chegar a um resultado simples e sem mistérios: uma sonoridade crua e direta que agradará a todos que gostam desse gênero. E um aviso: ele funciona melhor com volume alto.
Faixas:
01. Eidolon
02. Traces of the Trade
03. Outbreak of a Maniac
04. Framework of Violence
05. Endless Lashings
06. Hazardouls Punishment
07. March of Vendetta
08. Retalliated
09. Despair
10. Slaughter of the Gods
11. System Unfolds

Banda: Zombie CookBook
Álbum: Outside The Grave
Estilo: Death Metal

Sobre a banda: É a mais pesada que aparecerá nas resenhas deste ano. Ela nasceu em 2010 em Joinville, lançou um EP em 2011, e um single e este CD no ano passado, mostrando sua tara por filmes B de terror e Metal extremo que flerta com o Gore.
Sobre o CD: Depois de uma longa introdução, o play se revela menos sujo e bleargh do que você espera. A sujeira vai por conta da voz arrastada e gutural do vocalista, que é um dos destaques certos, acompanhado dos riffs imundos e ritmo intenso e acelerado, mas como dito, menos sujos do que se espera, o que é ótimo pra quem não é tão familiarizado com Gore. Também ouvimos alguns coros e certos arranjos que remetem ao estilo cru e bruto do Crossover, que é diluído nas batidas virtuosas de Death Metal que dão vida ao trabalho diverso da banda, que apresentam algo diferenciado e sonoridades diferentes para o gênero. Parte do seu material está no SoundCloud, pra sentir o gostinho gostoso das doenças venéreas e corpos expostos das músicas.
Faixas:
01. Feasting Humans at Dusk
02. I Sell the Dead
03. Midnight Hunger
04. Boneyard
05. I Drink Your Blood
06. I Eat Your Skin
07. Creepy Freak
08. Feast of the Undead
09. V.O.D.U.N. (Vile Odor of Decomposing Unborn Necropolis)
10. Harvest of the Damn
11. Grab the Guts
12. Fellows in Sadism
13. Then You Scream

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